quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Neste Natal



O Natal está tão perto...
e falar nele é pertinente.
Pois este Natal, por certo,
precisa ser diferente
dos que vi o tempo inteiro.
Não quero ver um pinheiro
com esfera colorida
nem uma lâmpada que pisca
pra que da fé, a faísca
se acenda na nossa vida.

Pra festa ficar mais bela
meu desejo certamente
é que em nenhuma janela
Noel coloque presente.
Esta aspiração senti
na hora que percebi
que Papai Noel só traz
coisa banal que se estraga,
mas que Papai do Céu traga
bênçãos espirituais.

Eu passei vários minutos
suplicando ao Pai Divino
pr’ eu não contemplar os frutos
do Espírito Natalino
(consumismo em todo canto).
Mas que o Espírito Santo
dê seus frutos principais
(que, a saber, são: bondade,
gozo, longanimidade,
amor, esperança e paz).

Que Neste Natal distinto
cumpra-se meu sonho franco:
ninguém tome vinho tinto,
champagne nem vinho branco,
pois o vinho que embriaga
leva a um leito de chaga
por veredas de esplendor
e é meu desejo que a gente
se embriague somente
com o éter do amor.

Eu não desejo fartura
nas mesas do mundo inteiro,
pois ela aumenta a gordura
dos famintos por dinheiro.
Não precisa ter nos lares
chesters, tortas nem manjares,
coca-cola, guaranás,
queijos do reino e perus,
mas ter um jantar de luz,
amor, fé, justiça e paz.

Se no primeiro Natal
(Em Mateus 2, de 1 a 6)
foi um humilde curral
o berço do Rei dos reis.
Três magos com amor imenso
deram-lhe ouro, mirra e incenso
em sinal de adoração.
No cais de minh’ânsia ancora
o sonho que a gente agora
dê a Cristo o coração.

Jénerson Alves, em 11-12-2005

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