segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Lançamento - "Depois que a chuva passar"



Na manhã deste sábado (5), o poeta e jornalista Jénerson Alves está lançando o livro ‘Depois que a chuva passar’, que reúne os principais poemas líricos do escritor. O lançamento da obra literária será de forma de recital, no Museu do Cordel, situado no Parque 18 de Maio. A festa começa pela manhã, a partir das 9h.
Artistas como Raudênio Lima, Olegário Filho, Espingarda do Cordel, Dorge Tabosa, Nelson Lima e Paulo Pereira participarão do evento. Além das declamações, o músico Carlos Alves e os violeiros Luciano Leonel e Antônio Marcos abrilhantarão a festa, que será aberta ao público.
A cobertura completa estará disponível neste blog.

sábado, 29 de janeiro de 2011

O cantor, o coletivo e o banquinho



Hoje é sábado (29-1). Acabo de assistir ao quadro do banquinho do Programa Raul Gil (SBT), que foi apenas com artistas gospel. Mara Maravilha, Eyshila, André Valadão, Chris Durán e Gabriela Rocha foram os cantores que participaram da sequência. Eu achei que a oportunidade foi muito boa para mostrar a Palavra de Deus em rede nacional, principalmente por se tratar de um fim-de-semana, período no qual, normalmente, as emissoras de TV apresentam um monte de bobagens. Quero parabenizar o Programa Raul Gil, que tem aberto espaço para a propagação dos valores do Reino através de artistas evangélicos que se apresentam naquele espaço.
Entretanto, um acontecimento me chamou a atenção, durante o jogo de adivinhação de palavras. Quando foi feita a pergunta “O que tem no transporte coletivo com a letra C”, o cantor que estava na vez de responder, simplesmente, não soube citar sequer um item. Ora, o intérprete, pelo jeito, nunca andou no meio de transporte mais utilizado pelos trabalhadores brasileiros. Ele nunca deve ter passado horas esperando ônibus, que são apertados como latas de sardinha, enquanto os donos das empresas lucram através da forma desumana que os usuários dos coletivos são tratados.
Certamente, ele é uma representação clara da Teologia da Prosperidade, movimento religioso que afirma que os servos de Deus gozam de extremos benefícios na face da terra. Entretanto, tal movimento não funciona para os milhões de evangélicos que pegam ônibus lotados, enfrentam filas nos hospitais públicos, são humilhados para conseguir matrículas nas escolas públicas e são totalmente órfãos de um Estado perverso e corrupto. Enquanto o cantor não conseguia, sequer com a imaginação, descrever um único elemento que faz parte do sofrido cotidiano do povo, há inúmeros cristãos que padecem o drama da desigualdade social. Todavia, os evangélicos vivem pregando tantas “bênçãos”, e entoando canções que massageiam o próprio ego, com profecias que “prosperarei” e “transbordarei”, enquanto muitos estão vazios – na alma, no ‘bucho’, no bolso e nos sonhos...
Não quero uma fé que se coloca ao lado de uma elite injusta e opressora. Rejeito uma teologia que apregoa a ‘felicidade financeira’ como “vida abundante” (zoé). Enojo-me com uma espiritualidade que joga nas costas do fiel a necessidade de uma plenitude como reflexo de uma fé inabalável. Repudio a crença de que Deus provoca milagres “para mostrar que Ele é grande”, em um mundo no qual milhões morrem de fome e outros tantos vivem jogados em putrefatas sarjetas, como vermes que se arrastam pelos esgotos da ‘vida’.
É necessário produzirmos uma fé que apresenta respostas à realidade, e não seja uma mera reprodução do cotidiano de faz-de-conta de uma elite que a apregoa em TVs, rádios e jornais. É preciso lembrar que Jesus esteve sempre ao lado dos mais humildes, libertando-os da opressão (satânica e humana). É hora de enxergamos aqueles que andam de ônibus (bem como os que tropeçam, caem e dormitam pelas calçadas das avenidas). Caso contrário, devemos pegar nosso “banquinho” e sairmos “de mansinho” do cenário social.

Autor: Jénerson Alves.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Vida inteligente no cristianismo

Terminei a leitura de Alma Sobrevivente, do escritor evangélico Philip Yancey. Fazia tempos que não lia algo declaradamente cristão, mas vindo de alguém que escreveu Decepcionados com Deus, pode-se esperar algo mais pensante do que a média das publicações evangélicas.
Já conhecia Philip Yancey, do Perguntas que Precisam de Respostas, que li no período mais "xiita" de meu cristianismo. O livro é uma coletânea de artigos publicados na revista Christianity Today. Yancey, mesmo declarando sua crença nas bases do cristianismo, tem coragem de fazer perguntas que a maioria dos crentes não se permite fazer. Por exemplo...
Por que tão poucos cristãos demonstram alegria? Uma pessoa alegre seria mais parecida com a Madre Teresa ou com a Madonna?

Como pode uma religião que inclui um texto como Cantares de Salomão entre seus escritos sagrados ser conhecida como inimiga do sexo?

Como podem os evangelistas da televisão promover com tanta animação a teologia da prosperidade em um mundo cheio de injustiça e sofrimento como o nosso?
Na fase em que eu estava - de jogar fora qualquer objeto relacionado à Disney, queimar livros do Paulo Coelho (não pela qualidade literária, o que seria compreensível, mas por tratar de temas relativos a pseudo-bruxaria) e queimar fotos de baladas antigas ("as coisas velhas se passaram" e eu queria livrar-me das lembranças do pecado) - Yancey apareceu para dar uma arejada na minha mente que já estava bem estreita e alienada.
Então, Philip Yancey foi responsável por atiçar a semente questionadora, que sempre existiu em mim, e me fazer perceber que eu estava agindo como um robô. Talvez lá tenha começado o início de minha desconversão ou do meu abrir de olhos.
Dessa vez, com Alma Sobrevivente, ele me fez voltar a ter algum respeito por alguns tipos de evangélicos. No livro, que tem o subtítulo de Sou Cristão, Apesar da Igreja, o autor fala de pessoas que foram exemplos de fé para ele. A boa notícia é que ele não cita só evangélicos. Entre os nomes que fizeram com que ele compreendesse melhor a mensagem de amor do cristianismo estão Gandhi, Dostoievski, Tolstoi e a escritora católica Annie Dillard. Philip Yancey não escolhe seus exemplos de vida por causa de seus currículos de santidade, mas baseado no quanto de amor e compreensão aquelas pessoas transmitiram em suas vidas. Apesar de continuar não crendo na Bíblia ou na salvação da alma, posso afirmar que fiz um pouco as pazes com o cristianismo ao ler Alma Sobrevivente. Foi um livro que me fez lembrar que, independente da cruz de Cristo ou da remissão dos pecados, a mensagem cristã é uma mensagem de amor, humildade, compreensão e paz.
Yancey é um autor que faz com que cristãos radicais não engulam qualquer fórmula pronta vinda dos púlpitos e, ao mesmo tempo, mostra aos decepcionados com o cristianismo que existe vida inteligente no meio evangélico.
Pouca... Mas existe.
(Obs.: Muito obrigada a Pavarini, outro desses exemplos de vida cristã inteligente, por me presentear com um exemplar de Alma Sobrevivente.)


Por: Juliana Dacoregio

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes

Juliana Dacoregio
Há quem discorde veementemente, há quem brigue por suas ideias, exponha em público suas constatações, escreva sobre elas, cante-as, grite-as ao mundo. E há aqueles com o discurso pronto: “é só minha opinião, prefiro não falar para não criar atritos desnecessários”. Esse último grupo me deixa confusa. Até que ponto os atritos são mesmo desnecessários?
Qual o problema em opinar, debater, discutir? Esse aparente desejo de não entrar em conflito parece esconder o medo de mudar de opinião, de absorver o que vem do outro, de ser fechado para novas ideias. Quem protege sua opinião sob a capa do “prefiro não argumentar” será que nas entrelinhas não está dizendo “guarde suas opiniões apaixonadas, pois você pode me convencer ou mudar minha concepção de vida e não saberei como lidar com isso”?
Desconfio de quem não quer aprender ou experimentar pelo simples fato de que eu quero aprender, experimentar e vivenciar para poder enriquecer minhas idéias. Talvez eu demore um pouco. Às vezes elevo a minha voz para afirmar minha visão de mundo (sim, elevo a minha voz, não sou uma monja), mas é pela necessidade de ser enfática. Mas sempre chega o momento em que paro, analiso e, não raro, percebo que muito daquilo com o qual discordei é perfeitamente aceitável. Ou que minhas “fortes opiniões” podem e devem ser revistas. À primeira vista pode não parecer, mas rumino sobre as idéias alheias, mesmo quando contrárias às minhas. Se for preciso mudar cem vezes, mudarei cem vezes. Por outro lado, se for preciso mudar de opinião cem vezes, mudarei cem vezes. Basta ler meus blogs, principalmente o Heresia Loira, para perceber isso.
Agressiva quando falo sobre o que acredito? Creio que não, creio que assertiva seria o adjetivo mais correto.
Agressividade: disposição para agredir.
Assertividade: origina-se de asserção. Fazer asserções quer dizer afirmar, do latim afirmare, tornar firme, confirmar e declarar com firmeza.
Não falo de teimosia, que é a “repetida obstinação”. Os teimosos, os que não se expõe para não gerar conflitos, esses me amedrontam. Afinal, nunca sei se estão me ouvindo tagarelar, mas no fundo não absorvem uma só palavra do que digo.
Até que ponto “respeitar a opinião alheia” é mesmo uma questão de respeito e não de mente fechada?
Quem é mais cabeça dura: quem luta pelo que acredita, mas sente-se livre para transformar-se, ou quem prefere resguardar-se para não correr o risco de ter de voltar atrás?
As questões em itálico estão abertas. Sintam-se à vontade para responder, questionar ou debater.
Porque se tem algo que não mudo é a seguinte descrição:

Quem?

perfil Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antesJuliana Dacoregio
Jornalista, leitora voraz, escritora, cinéfila.
Observadora, vaidosa, passional, sensível.
Desertora da fé evangélica, mas cheia de fé em si mesma.
Lágrimas abundantes e gargalhadas sinceras.
Leal aos amigos e ligada à família.
Cheia de opiniões e de capacidade de analisá-las e transformá-las. Hábitos simples e pensamentos complexos. Ou vice-versa.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Aos que ainda não se acovardaram...



Texto de autoria de Paulo Nailson, sobre a (falta de) consciência política no meio evangélico. Que vozes como a dele possam ser ouvidas cada vez mais, nessa "pátria de meu D-us".








Me preocupa o fato da lembrança da atuação de muitos cristãos no episódio vivido recentemente das eleições.
Lembro uma conversa que tive com uma jovem senhora que afirmava categoricamente que Dilma não seria eleita pois Deus não iria permitir. Caso Dilma ganhasse o Senhor não permitiria sua posse pois tomaria sua vida.
...
Vale lembrar que no próximo ano novamente estaremos num período decisivo na política de nossa cidade e muitos permanecem desinteressados no tema. 
A preocupação aumenta quando percebo, com raras excessões, que a grande maioria das lideranças evangélicas não abrirem espaço para politização (formar cidadãos com consciência crítica), os poucos que falam no assunto é para politicagem o que não é aconselhável. 


A CNBB realiza um bom trabalho neste sentido através de suas pastorais.
A AEVB (Associação Evangélica Brasileira) tem o chamado "Decálogo do voto ético", que pode e deve ser trabalhado pelos líderes.

Quero sugerir para você, líder [educador(a) em Escola Dominical, pastor(a)], leia e discuta em sua comunidade com seus alunos ou congregados o assunto. Não espere se aproximar do dia das eleições pois facilmente estaremos contaminados pelas propagandas eleitorais ou por "vantagens" oferecidas por candidatos.

O momento é propício para reavaliarmos a situação atual. Chega desta visão contemplativa que só encherga o céu como objetivo e se aliena das questões do tempo presente. Não nos acovardemos diante do modelo de vida que nos é imposto como padrão único. Modelo este que tem acorrentado uns, tirado a vida de outros, mas não escraviza à todos. 
Estes poucos valentes guerreiros, que ousam ser diferentes - mesmo que a um alto preço - me inspiram a continuar acreditando no valor da luta. 

É possível se organizar socialmente de outro modo, isso se constrói a cada passo, em marcha. Enojar-se e aliena-se da política só vai ajudar a manter no executivo e legislativo pessoas com interesses questionáveis. 
Faz-se urgente vê a política com outros olhos. 
“Uma sociedade doente precisa pensar muito em política, como um enfermo é obrigado a preocupar-se com a digestão; desprezar o assunto pode ser covardia fatal para ambos”.
(C.S.Lewis).

Dedico este texto a D. Robinson  Cavalcanti, que me troxe a minha mente a compreensão o Evangelho encarnado e aos que ainda não se acovardaram... 

Paulo Nailson


Fonte: presentiaonline.blogspot.com

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Hackers da fé

Padre Zezinho
No dia 31 de dezembro passado, com evidente intenção de interferir na minha pregação de sacerdote católico, um hacker de formação evangélica ou pentecostal invadiu este meu site. Colocou lá uma mensagem da sua igreja, mensagem que, pelo conteúdo, pretendia dizer que minha pregação é idolátrica.
Julgou-me, invadiu propriedade intelectual minha, cometeu crime de preconceito religioso, fez crime digital e está sujeito a uma investigação que, devidamente autorizada pelo juiz, acabará no IP, endereço de onde saiu sua mensagem de hacker da fé. Talvez ele não saiba que existe uma DIGDEIC, delegacia de delitos cometidos por meios eletrônicos. Se tornar a fazê-lo será identificado. Por enquanto guardamos sua mensagem invasora.
Sugiro ao pastor desse moço, caso venha a saber quem é, que o oriente, primeiro quanto ao risco de ser preso, segundo, quanto à atitude de caluniar e ofender um sacerdote católico, invadindo o meu site, o que equivale a uma invasão do altar onde celebro e do púlpito onde prego. Seria crime inafiançável, por caracterizar-se como preconceito de religião.
Se o moço fez isso em nome de Jesus ou de sua igreja, desrespeitou os dois, porque Jesus certamente não abençoa nem assalto a mão armada, nem esse tipo de assalto intelectual e espiritual. E não creio que uma igreja séria apóie um crime dessa natureza, pois equivale a um ato de guerra religiosa. Ele ofendeu minha igreja, meus leitores e a minha pessoa. Não contente em discordar de mim, que tenho mais de 50 anos de anúncio da Palavra de Deus, invadiu meu lugar de pregação e postou no meu site mensagem com claro intuito de desmerecer a fé dos católicos.
Aviso a qualquer hacker da fé que se aventure por este desmiolado caminho de fé confusa, que outro talvez não tenha a minha paciência. Se a pessoa ofendida levar adiante a investigação, o piedoso hacker amargará dura prisão, porque no Brasil, tentar destruir a fé do outro invadindo seu lugar de pregação, pode se configurar crime inafiançável. Se o fanatizado hacker lê meu site, comece a preocupar-se. A equipe registrou sua invasão. Isso que ele fez não é nem nunca foi fé.

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