domingo, 28 de agosto de 2011

Planeta dos macacos




Desde que foi inaugurado, em julho, só consegui ir ao cinema de Caruaru hoje. Foi bom. Aliás, mais ou menos. Confesso que eu preferia ter ido com outras companhias – na verdade, com uma certa senhorita especial... Entretanto, não foi possível, mas fui com pessoas altamente inteligentes, amigos de jornada. Apesar de ter de aguentar um sujeito com excesso de peso e falta de modos ao meu lado (que ingeria a pipoca de forma monstruosa e emitia tétricos ruídos).
Pois bem; assisti ao longa ‘Planeta dos macacos: a origem’. O filme, dirigido pelo Rupert Wyatt, tem como tempo da narrativa o período hodierno, no qual o início do desenvolvimento intelectivo dos símios acontece a partir de experiências genéticas, que resultam em uma porfia por liberdade.
E foi essa a impressão maior que eu tive do longa. E não é mais do que isso que eu quero compartilhar com vocês nessas linhas. O personagem principal do filme é um símio chamado César – o qual foi desenvolvido através da interpretação do ator Andy Serkis, por meio do sistema de ‘motion capture’ (que geram para o computador informações que representam as medidas físicas do movimento).
Esse método de concepção do personagem faz uma analogia com a mensagem fundamental emitida pelo César. Da mesma forma que o símio foi produzido a partir do movimento que ficou registrado na máquina, ele deve provocar movimento na mente da plateia. Isso porque há cenas na obra que estimulam a reflexão sobre diversos assuntos, sobretudo a condição humana e o papel da raça no mundo.
Apesar de a obra cinematográfica – baseada no livro ‘Planeta dos Macacos’, lançado em 1963 pelo escritor francês Pierre Boulle (1912-1994) – ter como fundamento teórico a Teoria da Evolução, ela nos impulsiona para a prática concernente à perspectiva criacionista. Eu vou tentar explicar melhor. O evolucionismo traz, em si, a cosmovisão de que, no mundo, existem posições diferentes. Ora, se há espécies mais evoluídas que outras, é porque há seres ‘melhores’ do que os demais. O criacionismo, porém, por admitir que a vida é oriunda de um Ser Vivo e Inteligente, concebe que todas as criaturas ocupam funções diferentes (e não posições). Ou seja, o conhecimento científico criacionista gera implicações filosóficas de natureza tal que impele os seus adeptos a terem um posicionamento mais igualitário concernente ao próximo, bem como à fauna e à flora, de um modo geral.
Como nós vivemos em uma sociedade competitiva, na qual “é cobra engolindo cobra”, essa mensagem se torna revolucionária – assim como o César do filme. É hora de enxergarmos o próximo e o mundo com novas lentes. É hora de pararmos de coisificar os humanos e humanizar as coisas. É hora de repensarmos conceitos e alterarmos atitudes. É hora de assumirmos nossa posição em relação ao mundo. É hora de entender que a existência não se resume ao hedonismo materialista e compulsório ditado pela agenda capitalista. É hora de fechar os olhos para a mídia idiotizante e abrir as janelas da alma para vislumbrar uma nova aurora no horizonte. É hora de entender que “estamos em casa”. Que precisamos cuidar dela. Que precisamos 'ser'.



(Dedico esse texto a todos aqueles que têm ouvidos sensíveis para captar o que há de audível no silêncio e possuem olhos perspicazes, a fim de enxergar as  mensagens que não são traduzidas pelas letras).

Jénerson Alves
29-08-2011; 0h03


sábado, 27 de agosto de 2011

“Quão Grande é o Meu Deus”



Seu nome não poderia ser outro. O significado de ‘Jaqueline’ é ‘aquela que supera’. E esse exemplo tem sido mostrado de forma contundente em um vídeo que está disponível na Internet, no qual uma cadeirante – por nome Jaqueline – louva a D-us durante um culto na Primeira Igreja Batista de Curitiba-PR.
Apesar das dificuldades, inclusive no sistema fonador, a jovem declarou a grandeza do Pai através de sua voz.  Seu gesto é motivo de exemplo para todos nós, independentemente da crença. O desejo de louvar a D-us representa a vontade máxima de expressar gratidão pela vida, pela luz, pelo mundo, pelo céu, pelo ar. É agradecer a Ele por tudo. E por nada. É reconhecer que Ele é o Senhor de todas as coisas. E que, embora existam embaraços, a vida ainda é linda.
Adoração não se resume a acertar notas em canções. É notar que o coração do Pai anela o ser humano. É alcançar o espírito do Rei expondo seu coração de servo. É impactar a vida das pessoas ao redor, não apenas pela apresentação de um mero espetáculo, mas por inspirar o brilho das divinas sensações, ao entrar em consonância com o Eterno, na harmonia sublime dos acordes universais.
Adoração é ação. Adoração é amar ao próximo, é enxergar o fulgor divino no irmão. É transformar cada ato em um culto, cada palavra em uma liturgia, cada sorriso em um cântico, cada refeição em uma Ceia.
É entender que não somos seres ensimesmados. Pelo contrário. Nossa história faz parte de uma História bordada por fios de ouro conduzidos pelo Altíssimo. É estar inserido no contexto do universo. É se sentir habitante do cosmos, sem deixar de sentir a terra que existe sob os pés.
É sentir o cheiro das rosas, é fechar os olhos e receber o ósculo da brisa orvalhada. É ser aquecido pelos raios dourados do Sol. É ficar admirado diante do luar. É contemplar a beleza feminina. É honrar o suor vertido do rosto de quem trabalha. É se comover com a dor da mãe que perdeu o filho e da criança que nunca teve pai. Sentir a engrenagem da vida funcionando, entrar em harmonia com a respiração do amor, abraçar a aurora que chega após uma densa noite.
Compadecer-se diante das injustiças. Lutar pela justiça. Semear grãos de bondade no jardim dos corações. Colher flores nas manhãs primaveris. Ouvir o hino da Iara nômade que encanta o mar. Deixar se levar pelo belo, pelo puro, pelo certo. Fazer da garganta um piano que expressa o som melódico da fraternidade.
Acho que tudo isso é adoração. Acho que a Jaqueline exprimiu todas essas coisas sem nem perceber. E, mesmo em silêncio, ouço os ecos da voz dela (e da vida, e da alma), confessando: “Quão grande é o meu Deus / Eu cantarei quão grande é o meu Deus / E todos hão de ver quão grande é o meu Deus”...

Jénerson Alves, 27-08-2011, às 15h.

Confira o vídeo no post abaixo.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Quão Grande é o Meu Deus!


Culto gravado na Primeira Igreja Batista de Curitiba. Jaqueline é uma cadeirante especial e quem estava lá testemunhou que foi um momento tocante.




O verdadeiro louvor vem do sacrificio de lábios que adoram ao Senhor…

Impossível não se emocionar… Mudar nossa visão.. Dando um fim em nossa murmuração.



Seremos, então… adoradores!




quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Um dia lamentaremos

Por Carlos Bregantim


Um dia destes ouvi esta frase da Lau, mulher da minha juventude e com quem estou envelhecendo junto e é quem amo.






“UM DIA LAMENTAREMOS”



Escrevi aqui alguns lamentos que ainda dá tempo de serem revertidos e, antes de serem lamentos, podem ser memórias saborosas de quem vive a vida com leveza, graça e responsabilidade, consigo mesmo e com o próximo.

Um dia lamentaremos não ter conversado mais com os que amamos, todos.

Um dia lamentaremos não ter tomado mais alguns “cafés” com os que queríamos bem.

Um dia lamentaremos não ter abraçado mais aqueles que nos faziam só bem.

Um dia lamentaremos não ter andado de mãos dadas com os que tínhamos identidade de alma.

Um dia lamentaremos não ter partilhado mais a vida com os que nos compreendiam e nos ajudavam a descomplicar a alma.

Um dia lamentaremos não ter caminhado nos parques e nas praias contemplando o belo e a criatividade do Eterno Pai.

Um dia lamentaremos não ter beijado mais os lábios daqueles que sabiam saborear as delícias da afeição, do amor, do amar, da paixão, do bem querer.

Um dia lamentaremos não termos nos percebido enquanto envelhecíamos.

Um dia lamentaremos não termos brincado de rodas e dançado ao som de melodias variadas.

Um dia lamentaremos não termos repartido mais a mesa pra saborear o pão e o vinho.

Um dia lamentaremos não ter parado pra contar e ouvir nossas histórias e as dos outros.

Um dia lamentaremos termos feito escolhas que nos separaram dos que amamos.

Um dia lamentaremos ter vivido parte da vida encaramujados em nós mesmos.

Um dia lamentaremos ter perdido a paciência com nossos filhos e não tê-los abraçado e beijado mais.

Um dia lamentaremos ter perdido a paciência com nossos pais, avós, tios e nossos queridos mais velhos. Lamentaremos não tê-los mais por perto pra ouvir suas histórias e acariciar suas peles enrugadas e calejadas pela vida.

Um dia lamentaremos ter magoado alguns desnecessariamente.

Um dia lamentaremos ter ficado tanto tempo magoados com alguns que deveríamos ter tido mais perto.

Um dia lamentaremos não ter viajado pra onde até tinha recursos pra viajar, mas, escolhemos não ir pra economizar.

Um dia lamentaremos não ter dado aquele telefonema ou escrito aquele e-mail àqueles que ficaram esperando o que prometemos.

Um dia lamentaremos não ter ido mais vezes na casa dos pais, dos avós, dos filhos, dos familiares, dos amigos.

Um dia lamentaremos não ter sido mais hospitaleiros e acolhido pessoas que amamos e nos amam que, às vezes, são anjos enviados pelo Eterno.

Um dia lamentaremos não termos dado chance pra que alguns novos relacionamentos brotassem e se tornassem em amizades e até amores.

Um dia lamentaremos não ter adotado uma criança da Visão Mundial ou visitado a Missão Cena ou não ter se engajado em algum projeto que visava tornar melhor a vida de alguns.

Um dia lamentaremos… de muitos outros tantos itens que podem ser relacionados aqui.

Sim, um dia, e este dia nunca está tão longe como imaginamos às vezes.

Este dia está tão perto de nós, todos os dias, mas, não percebemos isto ou, se percebemos, damos de ombros e nada fazemos pra mudar as circunstâncias.

Olha,

é apenas uma reflexão existencial impessoal.

Registros de lamentos que ouço e faço todos os dias.

É óbvio que o Eterno Pai e Criador de todo universo e nós todos, quando nos criou, traçou planos melhores do que os que escolhemos pra viver.

Alguns percebem, a maioria, não.

“UM BRINDE À VIDA E BENVINDOS À EXISTÊNCIA PRA VALER”

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