terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sou vegetariano


Me convidam pra ceias e jantares,
quando vejo churrascos e manjares,
minha fome ligeiro se arrefece.
Pois a carne é comida muito fraca
(apodrece por dentro, gera inhaca),
essa alimentação não me apetece.

Eu prefiro comidas bem mais puras
a exemplo de frutas e verduras
pra deixar a matéria bem nutrida.
Uma boa salada me conforta,
se a carne é escura, fria e morta,
mas a fruta tem cor, me lembra vida.

Essa carne que tanto os povos comem
não faz bem no estômago, faz o homem
ficar sem energias adiante
prejudica demais. Em termo prático,
é chamado alimento bioestático,
isto é, ela é desvitalizante.

É a fruta, entretanto, bioativa,
biogênica, benéfica, positiva,
faz a vida do homem ficar mais rica,
pois contém vitamina, é coisa boa
promovendo a saúde da pessoa
porque cura e lhe desintoxica.

Pr’o café da manhã a sugestão
é banana, maçã, pêra e mamão,
respeitando o processo digestivo.
A pessoa, se bem alimentada,
também tende a ficar bem humorada
e ter um dia feliz e produtivo.

É a fruta a comida predileta
essa dica eficaz dessa dieta
sempre é dada por um especialista.
Quem seguir, vai andar no bom caminho.
E se a gente pensar bem direitinho
até D-us deve ser naturalista.

Gênesis 1, no versículo 29,
Se quiser, abra a Bíblia, então comprove
o que diz o Divino Mandamento
D-us declara que a erva que brotar
e as frutas das árvores do pomar
é que são para o homem mantimento.

Até pra comparar a carne é fraca
Ninguém diz que a esposa é uma vaca
e de touro ninguém quer ser chamado
quando a moça é cristã, anda na linha,
não namora com homem que é galinha
e nem vive com frango do seu lado.

O casal, no momento do carinho,
ela fala que ele é seu moranguinho,
e começa a lhe acarinhar.
O rapaz, quando a moça lhe procura
diz que ela é igual manga madura
e quer ter a maçã do seu pomar.

Em Coríntios, São Paulo dá exemplo
Do Espírito de D-us nós somos templo
é, portanto, importante vigiar
e fazer desse corpo um relicário
desta feita acho muito necessário
promover a reforma alimentar.

Nessa terra, comer uva e maçã
lima persa, limão, caju, poncã,
abacate, melão e melancia...
Lá no Céu tudo vai ser bem feliz,
vai ter árvore da vida, a Bíblia diz,
só não diz que vai ter churrascaria.

Jénerson Alves, 17-09-2011

(Poema recitado na Festa da Fruta, da Igreja Batista Emanuel em Caruaru-Ibec)

Miss Éria


Nesse minuto que você para pra ler esta imagem, 17 pessoas estão morrendo nas passarelas da fome no mundo.

Fonte: Verticontes

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Caio Fábio confessa: Está insuportável!

Perdoem-me, irmãos, eu confesso a tão aguardada confissão de minha boca. Sim, eu confesso que não posso mais deixar de declarar a minha alma. Para mim é questão de vida ou morte.
Perdoem-me, irmãos, mas eu preciso confessar.
Sim, eu confesso…
Está insuportável. Se eu não abrir a minha boca, minha alma explodirá em mim.
É insuportável ligar a televisão e ver o culto que se faz ao Monte Sinai, que gera para escravidão. Os Gálatas são o nosso jardim da infância. Nós nos tornamos PHDs do retrocesso à Lei e aos sacrifícios. Pisa-se sobre a Cruz de Cristo em nome de Jesus. Insuportável! Seja anátema!
É insuportável ver o culto à fé na fé, e também assistir descarados convites feitos em nome de Deus para que se façam novos sacrifícios, visto que o de Jesus não foi suficiente, e Deus só atende se alguém fizer voto de freqüência ao templo, e de dinheiro aos sacerdotes do engano e da ganância. Insuportável!
É insuportável assistir ao silêncio de todos os dantes protestantes—e que até hoje ofendem os cultos afro-ameríndios por seus sacrifícios, sendo que estes ainda têm razão para sacrificar, visto que não confessam e não oram em nome de Jesus—ante o estelionato feito em e do nome de Jesus, quando se convida o povo para sacrificar a Deus, tornando o sacrifício de Jesus algo menor e dispensável. Insuportável!
É insuportável ver o povo sendo levado para debaixo do jugo da Lei quando se ressuscitam as maldições todas do Velho Testamento, e que morreram na Cruz, quando Jesus se fez maldição em nosso lugar. Insuportável!
É insuportável ver que para a maioria dos cristãos a Lei não morreu em Cristo, conforme a Palavra, visto que mantêm-na vigente como “mandamento de vida”, mas que apenas existe para gerar culpa e morte, também conforme a Escritura. Insuportável!
É insuportável ver e ouvir pastores tratando a Graça de Deus como se fosse uma parte da Revelação, como mais uma doutrina, sem discernir que não há nada, muito menos qualquer Revelação, se não houver sempre, antes, durante, depois, transcendentemente e imanentemente, Graça e apenas Graça. Misericórdia!
É insuportável ver a Bíblia sendo ensinada por cegos e que guiam outros cegos, visto que nem mesmo passaram da Bíblia como livro santo, desconhecendo a Revelação da Palavra da Graça do Evangelho de Deus. Insuportável tristeza!
É insuportável ver que os cristãos “acreditam em Deus”, sem saber que nada fazem mais que os demônios quando assim professam, posto que não estamos nesta vida para reconhecer que Deus existe, mas para amá-Lo e conhecê-Lo. Insuportável desperdício!
É insuportável enxergar que a mensagem do Evangelho foi transformada em guia religioso, no manual da verdade dos cristãos, mais uma doutrina da Terra. Insuportável humilhação!
É insuportável ver os que pensam que possuem a doutrina certa jamais terem a coragem de tentar vivê-la como mergulho existencial de plena confiança, mas tão somente como guia de bons costumes e de elevados padrões morais. Insuportável religiosidade!
É insuportável ver gente tentando “estudar Deus”, e a ensinar aos outros a “anatomia do divino”, ou a buscar analisar Deus como parte de um processo, no qual Deus está aprendendo junto conosco, não sabendo tais mestres que são apenas fabricantes de ídolos psicológicos. Insuportável sutileza!
É insuportável ver que há muitos que sabem, mas que nada dizem; vêem, mas nada demonstram; discernem, mas em nada confrontam; conhecem, mas tratam como se nada tivesse conseqüências… Insuportável…
É insuportável ver que se prega o método de crescimento de igreja, não a Palavra; que se convida para a igreja, não mais para Jesus; e que a cada cinco anos toda a moda da igreja muda, conforme o que chamam de “novo mover”. Insuportável vazio!
É insuportável ouvir pastores dizendo que o que você diz é verdade, mas que eles não têm coragem de botar a cara para apanhar, mesmo que seja pela verdade e pela justiça do evangelho do reino de Deus. Insuportável dissimulação!
É insuportável ver um monte de homens e mulheres velhos e adultos brincando com o nome de Deus, posando de pastores, pastoras, bispos, bispas, apóstolos e apostolas, sendo que eles mesmos não se enxergam, e não percebem o espetáculo patético no qual se tornaram, e o ridículo de suas aspirações messiânicas estereotipadas e vazias do Espírito. Insuportável jactância e loucura!
É insuportável ver Jesus sendo tratado como “poder maior” e não como único poder verdadeiro. Insuportável idolatria!
É insuportável ver o diabo ser glorificado pela freqüência com a qual se menciona o seu nome nos cultos, sendo que Paulo dele falou menos de uma dúzia de vezes em todas as suas cartas, e as alusões que Jesus fez a ele foram mínimas. No entanto, entre nós o diabo está entronizado como o inimigo de Cristo e o Senhor das Culpas e Medos. E, assim, pela freqüência com a qual ele é mencionado, ele é crido; e seu poder cresce na alma dos humanos, a maioria dos quais sabe apenas do Medo da Lei, e nada acerca da Total Libertação que temos da Lei e do diabo na Graça de Jesus, que o despojou na Cruz. Insuportável culto!
É insuportável ver seres humanos sendo jogados fora do lugar de culto por causa de comida, bebida, cigarro, roupa, sexualidade, ou catástrofes de existência. Isto enquanto se alimenta o povo com maldade, inveja, mentira, politicagem, facções, e maldições. Insuportável é coar o mosquito e engolir o camelo!
É chegada a hora do juízo sobre a Casa de Deus!
De Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear, isto também ceifará. A eternidade está às portas. Então todos saberão que não minto, mas falo a verdade, conforme a Palavra do Evangelho de Jesus.
Com tremor e temor, porém certo da verdade de Jesus,

Caio.



Fonte: Caio Fábio

Em Clima de Eleição

Vou falar um pouquinho da política
que norteia os destinos da cidade.
Peço a D-us que me guie na verdade
por estrada eficaz e analítica.
De maneira poética, porém crítica,
vou mostrar a real situação,
dissertar sobre a tal oposição
e de quem crê que o poder é soberano,
que o pleito será no próximo ano,
mas o clima já é de Eleição.

Quem fizer um passeio, pode olhar
a disputa vermelha e amarela.
Um escreve que “a vez agora é dela”,
outro aponta: “O atraso quer voltar”.
Cada qual garantindo seu lugar
num confronto que está polarizado.
Democrático é pra ser o nosso Estado,
mas o cetro na mão aqui se herda.
É Queiroz e é Miriam Lacerda
(e é difícil surgir um novo lado).

Quem é cabo eleitoral ativo
já está preparando seu futuro,
faz pintura em parede, pedra e muro,
já reveste seu carro com adesivo.
Defendendo um partido com motivo
feito alguém que defende seita ou time.
Mas é bom que essa luta se aproxime
dos que sofrem em becos e vielas,
dos famintos carentes das favelas,
pobres vítimas sofridas do regime.

Eu desejo mais discussões sensatas
Com análises fiéis da conjuntura,
que não haja desvios de postura
nem apoio exclusivo a magnatas.
Que a peleja por siglas dessas datas
não sustente o reinado de caudilhos,
que é preciso arrancar os empecilhos
e saber a verdade o quanto custa,
pra cidade ficar sempre mais justa
para nós e também p’ra nossos filhos.

Jénerson Alves

(Texto publicado na Revista Hélio Júnior, edição I)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Destino sem tino





Certa vez, Sergio Vaz registrou, em um artigo, alguma coisa como: “os poetas são homens tristes que vendem alegria”. Concordo com isso. É fácil para os poetas vender alegria, embrulhada nas capas dos livros, através de versos revestidos de lirismo que fazem brotar sorrisos nos lábios dos sensíveis leitores. Porém, nunca queira conhecer um poeta de perto. Mais do que isso. Não queira ser um. A alegria traduzida nas frases dessa classe não passa de um paradoxo, diante das agruras e contradições inerentes ao espírito de tais artistas. Eles vivem aprisionados a angústias existenciais inexplicáveis e irritantes.
Minto. Não posso empregar a terceira pessoa nesse texto. Não posso dizer que tais palavras podem se referir a todos os poetas na face da terra. Não. O que posso é confessar que falo de mim mesmo. O que posso é reconhecer que estou tomado pela mediunidade literária, lançando frases ao ar, sem nem me importar se elas irão cair em solo fértil ou não.
Não consigo trazer para o mundo real a felicidade que desenho em meus versos. Não sou capaz de converter lágrimas em sorrisos. Não sou tão compreensivo quanto deveria. Não sou tão sábio quanto acham. Não sou tão forte como o mundo exige.
Reconheço que não sou a melhor companhia. Nem para uma festa, nem para um passeio, nem para um trabalho... muito menos para uma vida. Compreendo que minhas loucuras são incompreensíveis. Confirmo que sou desnecessário. Lamento porque não sou fundamental.
Nem sempre consigo explicar meus clamores. Minhas dores. Busco flores. Há amargores. Temores. Tremores.  Horrores...
Ah... é tão fácil pintar um cenário de aurora com a tinta das metáforas e o quadro das ilusões! É tão difícil enxergar esperança em um raio de Sol verdadeiro que fulge no horizonte no momento que o véu noturno vai sendo despedaçado no infinito.
Como eu queria poder doar aos que estão perto de mim as delícias que decanto em minhas canções! Não posso. Sou cantor de uma paz externa, mas em meu íntimo há um lúgubre barulho de melancolia. Não converso com as flores, não sou amigo do arco-íris, as nuvens não me conhecem. A Lua não se inclina para mim. O mar não respeita minha voz. O vento não leva minhas emoções para onde eu gostaria de levá-las.
Vivo de fantasias. Engano a mim mesmo quando as denomino de ‘sonhos’. Meus idílios são projeções surreais, sem qualquer conexão com a realidade. Esmoreço diante do deserto do nu, do cru. Quero cobrir-me com o verde manto da esperança. Espera-nça. Ex-perança...
Não sigo um raciocínio linear. Aliás. Nem raciocino. Meu destino é sem tino. É um des. Des-esperado. Des-iludido. Des-conhecido.
Deixo que as lágrimas irriguem minha face sem brilho. Mas sigo. Prossigo. O castigo que digo consigo... Me fadigo. Mas trilho. Cada empecilho. Não sou forte. Nem tenho sorte.
Sigo um D-us que se matou por amor a um monte de gente que não O entende, nem O busca, nem O vê.  E esse mesmo D-us ressuscitou para ver que essa gente toda (tola) é frágil, sem norte...  (Mas um fiapo de olhar dEle acende o sentido da existência).
Pois é. Sou isso. Assim. Enfim, em mim, tintim por tintim. Sem pantim. Meus versos, diversos, são imersos em prantos... tantos... minhas angústias servem para fazer textos. Pelo menos isso.. apenas isso...

Jénerson Alves
09-09-2011; 0h12.

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