sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Quando a esmola da Globo é demais, o crente desconfia

A música gospel se tornou a espinha dorsal de uma indústria cujos altos cifrões de vendagem e baixos números de pirataria chamaram a atenção da indústria musical secular. 

O potencial consumidor do mercado musical evangélico chamou a atenção da Rede Globo, a partir do seu braço musical, a Som Livre. O resultado foi a produção e exibição do Festival Promessas, que contou com os nomes mais conhecidos do gospel nacional.

Então, as desavenças históricas entre a Globo e os evangélicos (leia-se “entre Globo e Edir Macedo”, leia-se, Globo e Record) são coisa do passado? Não se engane. Nessa diplomacia religiosa há muito de disputa comercial. As TVs vivem de audiência e nada mais natural que a Globo veja os evangélicos não como um campo missionário, mas como seara pronta para a ceifa de lucros e dividendos.

E o que faz o cristão quando se vê como um componente do jogo de mercado? Dá as costas e vai procurar sua turma? Dá uma lição nas víboras capitalistas e vai vender geleia Real de porta em porta? Aproveita a chance de apresentar sua mensagem na maior rede de TV do país?

Mas, qual a mensagem apresentada pelo gospel na Globo? Pergunto isso porque, apesar de Ana Paula Valadão recitar João 3:16, falar da cruz e cantar do Apocalipse como algo a não temer, o que se assistiu antes em boa parte do programa foram alguns cantores falando “derrama, derrama”, “tira o pé do chão, igreja!”, “declare para o Brasil inteiro ouvir”, “levante as mãos que o helicóptero está filmando”.

Para a Globo é bom: o povo adora, ela explora e ainda tira aquela pecha de “emissora do capeta” que algumas igrejas lhe davam. Para o gospel é bom: o cantor vende e ora, o fiel compra e chora; mas nunca é demais lembrar que há vozes honestas e corações sinceros.

E para o evangelho? Há o cristão que vê a mão bem visível do mercado do entretenimento tomando para si a música destinada ao louvor e adoração a Deus. Talvez porque, quando a esmola da Globo é demais, o crente desconfia. E há o cristão que acredita que o evangelho está abrindo portas para chegar ao conhecimento de muito mais gente.

Mas, qual evangelho? O do pula-pula e do oba-oba ou o do chamado à reflexão? O do evangelho de mercado ou o do evangelho apesar do mercado? O do culto à canção ou o do culto com pregação? O do sucesso ou o do serviço? São duas faces da mesma moeda, ou do mesmo evangelho?

A Globo quer audiência e uma fatia do lucrativo mercado musical evangélico. Ponto. Então, caro cantor gospel, vá lá, cante e dê sua mensagem. Só não dá pra dizer, caro cantor, que agora o Brasil é de Jesus, porque não é bem assim que as coisas acontecem.

"Gospel" quer dizer também "evangelho". Os mais empolgados cantaram uma importante vitória desse "gospel" evangelizador. Gospel afirmou-se também como sinônimo de uma produção musical industrial em série. Como embalagem, os mais cautelosos desconfiam que Globo e gospel tem tudo a ver; enquanto mensagem, eles creem que Globo e evangelho não tem nada a ver.

Enfim, a suma de tudo o que ouviste pela voz do gospel na Globo é esta: quem é evangélico e gosta do estilo, assistiu e se emocionou; quem não é evangélico, deve ter mudado de canal; e quem é evangélico e não gosta do estilo, ficou constrangido. Mas, gostando ou não do estilo, deixemos o povo cantar. “Se for de Deus, prosperará; se não for de Deus, ...”

*****
Estão dizendo que o idealizador do programa foi o pastor Silas Malafaia, que teria “profetizado” que um dia estaria falando na TV Globo. Essa informação levou  o pastor Vicente Sabbatino a declarar: “O profeta de nossa geração disse que um dia estaríamos na Globo. O Festival Promessas é apenas o primeiro ato de uma sinfonia de vitória”. Cada geração tem o profeta que merece? Bem, parece que alguns estão bem seguros de que só Jeová é Deus e Malafaia é seu profeta. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

E disse Deus: Haja Ano Novo!

Por Caio Fábio




E disse Deus: Apareçam corpos luminosos nos firmamento do céu da Terra, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles também para sinais e para estações, e para dias e anos; e sirvam de luminares no espaço do céu, para alumiar a Terra.

E assim foi.



Deus, pois, fez os dois grandes luminares avistados da Terra: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas que cintilam ao longe.



E Deus pôs o Sol no céu da Terra para aluminá-la, para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas.



E viu Deus que isso era bom.





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Quando não estou em Brasília, moro em Copacabana. Daqui de casa, enquanto escrevo, isso ainda às seis da tarde, já ouço o estampido dos fogos, e o brado exultante que a eles se segue.



2004 vem aí!



É um novo ano, e a humanidade se alegra.



É bem verdade que a humanidade não tem do que se alegrar. Os prenúncios que o planeta nos dá são de que as dores de parto estão para começar.



A natureza nunca gemeu tanto!



Geme pela tortura lenta, sistemática, voluptuosa, tarada e cega que nós, os humanos, lhe impomos.

A Terra aceita eras glaciais, quedas de asteróides, dilúvios, terremotos, maremotos, vulcões, furacões, tufões e o que dela mesma vier.



Nada é trágico quando é uma ação da natureza, pois tais ações nunca são contra ela própria; ao contrário, são nela mesma e para ela mesma.



São apenas estações da própria natureza. Melhoram-na sempre.



O gemido de agora, todavia, não anuncia um parto natural, mas uma sangrenta e primitiva cesariana.

Tem que haver uma Intervenção de Fora da própria natureza para salvar a vida. Do contrário, os humanos acabarão com a Terra.



Sem essa Intervenção de Fora a parturiente Terra não teria espaço para deixar passar o monstro que se engendrou em seu ventre, e que parece desejar nascer para a morte e não para a vida: a humanidade caída!



Os céus terão que ser rasgados.



Estrepitoso estrondo terá que ser ouvido.



Então se verá o Filho do Homem, com poder e grande glória, vindo sobre as nuvens, com os anjos do Seu poder.



E todo olho verá!



Mas os estampidos de Copacabana não anunciam esse Dia. Anunciam o ano de 2012.

Fiquei pensando na contradição humana. Todo mundo com medo da morte e se reunindo para celebrar um ano a menos de existência na Terra.



Para quem não carrega no peito a esperança do Filho do Homem e de Sua volta, o bum, bum, bum dos fogos deveria ser um bum, bum, bum, de celebração da proximidade da morte, não da vida.



Mas não temos como não nos alegrar com o futuro. Fomos feitos para o Sempre. Antes da Queda as estações não anunciavam a nossa morte, mas a nossa vida.



Até que o fruto nos matou...



Entretanto, a ordem para que comemorássemos os tempos, não deixou de nos afligir com esperança.

Então, bum, bum, bum, mesmo que seja incoerentemente soltando fogos para a chegada do dia da morte.



Sei que parece uma fala antitética em relação à Data.



A questão é que aqueles que conhecem a Deus já passaram da morte para vida. Esse assunto já não existe mais, pois se vivemos, para o Senhor vivemos; e se morremos, para o Senhor morremos; quer, pois, vivamos ou morramos, nós somos do Senhor.



Estou mais velho na Terra e não estou mais próximo da morte. Que coisa!



Bum! Bum! Bum! estou a cada dia mais próximo do que já é, e em mim será, pois Nele eu já sou.



Feliz 2012!





Nele, em Quem somos,





Caio.



(Texto feito em 2003, adaptado para o tempo presente)



Fonte: Site do Caio Fábio

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

9 motivos para dar seus livros


Livros trazem dentro de si as vozes de homens e mulheres que muitas vezes atravessaram as décadas, os séculos, para chegar até nós.

É a voz forte dessas pessoas, falando diretamente aos nossos ouvidos numa relação tão íntima, que ouvimos quando lemos tais páginas.
Quando fechamos um livro e o mantemos na estante para o resto de nossas vidas, calamos essas vozes que mereciam ser ouvidas por mais pessoas.
É no que acredito.
Poucos são os livros que realmente precisamos manter em nossa posse.

- Um livro antigo ou raro

- Um livro com uma dedicatória especial, autografado ou que pertenceu a alguém que, para nós, é importante

- Livros de consulta ou de referência, como dicionários ou literatura técnica usada com frequência para o exercício de um trabalho

- Alguma outra situação de que não lembro no momento, mas acho que você entendeu

Livro não é enfeite

Livros não são enfeites ou troféus. Foram feitos para serem lidos. Não para serem exibidos como quem diz: “Veja! Veja! Quantos livros li! Veja como sou culto e inteligente”.
Aqueles livros de que mais gostamos são justamente os livros que devemos passar adiante. Afinal, se gostamos, por que não deixar outras pessoas gostarem deles também?
E, se elas não gostarem, poderão mais uma vez adiante o livro, num ciclo infinito até que ele chegue às mãos, aos olhos e aos ouvidos atentos de uma pessoa como você: a pessoa para quem o autor escreveu aquilo, como quem escreve uma carta destinada a atravessar o rio do tempo e do espaço.
Presentear, quando feito de coração, faz mais bem a quem presenteia do que a quem recebe. Na verdade, faz bem às duas partes.

9 motivos

Assim, considero que há diversos motivos para se presentear ou doar livros que estão em suas estantes, dos mais nobres aos mais práticos:

1. Espaço: se você gosta de ler, novos livros devem chegar a todo instante a sua estante (rima involuntária). Por que não abrir caminho para os livros novos?

2. Limpeza: livros (quando parados) juntam pó. Tenha mais tempo para ler e gaste menos tempo limpando estantes

3. Simplificar: você já pensou em ter menos coisas e ter uma vida mais simples? Assista esta palestra e leia este post que, cada um a seu modo, falam sobre simplificar a vida. A sensação de simplicidade e organização

4. Parar de se importar com empréstimos que não voltam: todo o mundo que empresta livros e fica sofrendo por que eles não voltam deveria ler a Regra de Ouro Para o Empréstimo de Livros

5. Colaborar com a leitura: frequentemente aqueles que mais reclamam de que o Brasil é um país que não lê, que livros são caros e outras chorumelas são aquelas pessoas mais sovinas com os seus livros, contribuindo com o baixo número de livros lidos por ano por pessoa

6. Socializar suas preferências: quando seus amigos gostam dos mesmos autores que você ou compartilham dos mesmos gostos literários vocês têm mais sobre o que conversar. Dando livros de seus autores preferidos você contribui com esse ambiente

7. Ser generoso: não é para bonito ou para dizer que você é generoso. A generosidade é uma qualidade que é um bem em si e quem já descobriu isso não tem como expressar. Por exemplo, a gratidão de um amigo que descobriu um novo autor graças a você não tem preço

8. Exercitar o desapego: poucas coisas são realmente essenciais. E, embora eu ame livros, a posse dos livros não é uma delas. Os livros, seu conteúdo e seu objetivo de espargir ideias, sim, o são. Estamos partindo para um momento em que o ser é mais importante que o ter, as experiências mais importantes que as posses

9. Manter a voz de seus escritores preferidos viva: já falei sobre isso no início do texto, mas julgo importante

Assim, minha sugestão para esse Natal é doe e dê livros que estão em sua estante.
Escolha pelo menos metade deles e experimente o ato transformador que é fazer os livros voarem.
Escolha amigos adequados para livros adequados e presenteie.
Escolha a biblioteca que melhor receberá essas obras, de maneira que eles cheguem ao maior número de pessoas possível.
 
Texto de Alessandro Martins, criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs.


Fonte: Livros e Afins

Reportagem da emissora Globo “Falsas citações, atribuídas a grandes autores, circulam na internet”

Link – Reportagem da emissora Globo no programa Bom Dia Brasil, com o pastor Ricardo Gondim. Tema “Falsas citações, atribuídas a grandes autores, circulam na internet”.


http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/11/falsas-citacoes-atribuidas-grandes-autores-circulam-na-internet.html

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Igreja Batista Emanuel celebra 16 anos


Entre os dias 9 e 11 de novembro, a Igreja Batista Emanuel em Caruaru (Ibec), comemora 16 anos de existência. Portanto, a comunidade eclesiástica contará com uma programação especial, integrando a participação de cantores e preletores de prestígio em toda a região.


Na sexta-feira (9), o culto inicia às 19h30, e haverá a presença do cantor Emerson Augusto. Ele é filho do também cantor Afonso Augusto (em memória), que foi uma referência na música cristã contemporânea em Pernambuco. A prédica será ministrada pelo Pastor Marcelo, da Igreja de Deus no Brasil.

No sábado (10), o louvor e a pregação estarão por conta do pastor Marcos Antônio, da Igreja Apostólica Shekná, com uma linha de aplicação prática das verdades bíblicas.

No domingo (11), a ministração da Palavra durante o culto matutino (9h) será do pastor Célio Correia, da Igreja Batista da Esperança. À noite, a partir das 18h, será a vez do pastor Adriano Borges (Igreja Batista Memorial) pregar o Evangelho. O louvor contará com a participação do cantor Erasmo Miguel.

Todavia, no domingo, ao meio-dia, a Ibec promoverá um almoço coletivo, com a participação de integrantes e amigos da comunidade religiosa. A Ibec fica localizada na Rua Elias Ferreira dos Santos, 6, Bairro das Rendeiras.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Queridos amigos cristãos, só umas dicas...

Por Juliana Dacoregio, jornalista e escritora


Óbvio que os erros a seguir não se aplicam a todos os crentes, mas infelizmente a maioria ainda se comporta de tal forma.


Na ânsia de apresentar Jesus aos descrentes e sofredores, você se atém apenas aos trechos bíblicos que afirmam que “Jesus é o caminho, a verdade e a vida” e que “ninguém chega ao Pai se não por ele”. Tudo bem, eu sei, é nisso que você crê: quem não “aceitar Jesus” vai chorar e ranger os dentes pela eternidade. Mas, calma lá, devagar com o andor que o santo é de barro. (Aliás, você não é de barro? Então por que toda essa presunção de acreditar que você conhece a verdade e eu não?) As pessoas precisam ser amadas, primeiramente. E elas não se sentirão amadas se você não escutá-las, se você não tentar compreender os motivos, os gostos e os desejos delas.

Muitos de vocês não admitem que alguém seja consolado com qualquer coisa que não seja a Bíblia, filmes cristãos ou hinos de louvor. Meu amigo, deixe de ser ignorante e “menino na fé”, como exortou Paulo. Você pode até acreditar que Jesus é o único caminho, a única salvação, a única maneira de alguém chegar a Deus, mas Deus têm mil maneiras de chegar aos homens e não é apenas através da prepotente ousadia humana em “pregar a Palavra”. Já assistiu ou leu Os Miseráveis? Já percebeu a mensagem de perdão que este filme/livro passa? Já percebeu o quanto de princípios cristãos há em Um Sonho de Liberdade? Sabia que alguém pode sentir-se tocado por Deus ou por uma paz grandiosa lendo autores que, aparentemente, nada têm de cristãos?

Abra sua cabeça, meu irmão evangélico. Se você apenas se preocupa em salvar as almas do Inferno e não presta atenção ao Inferno que está dentro delas, me desculpe, mas você não está fazendo isso certo. A libertação é aqui e agora, porém com um passo de cada vez. Não estrague tudo quando alguém lhe falar sobre depressão. Não seja hipócrita a ponto de tomar direitinho seus remédios para pressão alta ou sinusite e acreditar que doenças psiquiátricas são do diabo e que se eu estiver de bem com Deus não vou mais precisar do meu psiquiatra, dos meus remédios, da minha terapia.

O maior ato cristão é estar presente, às vezes apenas assistindo a um filme junto, dando uma carona, tomando um sorvete, compartilhando problemas, trocando experiências, de deixando também ser ajudado, enfim, se mostrando humano, revelando suas falhas e não tentando parecer uma fortaleza.

Você, cristão, quer ser exemplo e referência, mas esquece de amar. Esquece que o amor tudo suporta. Você não quer ser suporte, quer ser o dono da razão, quer ver as pessoas dizendo “Jesus, eu te aceito em minha vida”, mas não quer estar ao lado enquanto ela se recusa a crer. Enquanto isso, muitos descrentes, budistas, muçulmanos, judeus, agnósticos e ateus estão dando a mão a quem precisa e sendo exemplo de companheirismo e amor. Não venha me dizer que nada disso adianta, que o único amor eficaz é aquele que vêm de quem acredita em Jesus Cristo como único Senhor. Amor SEMPRE adianta. Amor SEMPRE consola. AMOR SEMPRE DÁ BONS FRUTOS. (Estão aí os twittes do @EmersonAnomia que não me deixam mentir!)

Se você está apenas querendo apresentar a sua verdade e não se coloca no lugar do outro, sinto muito, mas o seu Jesus provavelmente olha pra você, balança a cabeça em desaprovação, faz tsc...tsc... e pensa “ai, meu Deus, esse aí tem muito o que aprender”.

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor"  (1 Coríntios 13:13)

Fonte: Heresia Loira

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