sexta-feira, 6 de julho de 2012

Manual de Instruções



Se eu conseguisse encontrar 
Teu Manual de Instruções,
Tuas configurações
Iria modificar...
Iria conectar
Tua mão à minha mão,
Pra sentires a emoção
Que o meu coração sente,
E eu viver eternamente
Dentro do teu coração.

Se eu tivesse condição
D
e controlar teu olhar,
Eu te faria mirar
A minha triste visão...
E em vez de dizeres ‘não’
(Palavra que me consome),
Saciarias a fome
Da minha paixão infinda
E a tua voz tão linda
Só falaria o meu nome...

Se há um Manual que dome
O teu gênio impetuoso,
Vou buscá-lo sem repouso
Pois meu desejo não some...
Te ensinaria o pronome
Que precisas aprender,
Que é para o teu eu saber
Que a banda dele sou eu,
Pra todo teu eu ser meu,
Pois já é teu o meu ser.

Se um dia acontecer
De eu, por algum motivo,
O teu cardápio afetivo
Preparar, tu podes crer
Que eu iria oferecer
O pomo puro do amor 
(Cuja essência cura a dor
E elimina as cicatrizes),
Advindo das raízes
Do jardim do Criador.

Se eu tivesse o valor 
De gozar o teu carinho, 
Te levaria ao meu ninho 
Pra perderes o pudor,
Debaixo do cobertor,
Por cima dos devaneios,
Libertaria os anseios
Sem ser vulgar ou ralé, 
Porque o meu corpo é 
Teu parque de mil recreios.

Nós não ficaríamos feios
(Apesar das faces tronchas),
Minhas mãos seriam conchas
Que apalpariam teus seios... 
Os mais sublimes passeios
Sobre o colchão nós faríamos,
Frenéticos flutuaríamos
Em uma louca viagem,
E a ópera do amor selvagem
Nós dois interpretaríamos...

Sim... Bem sei eu que seríamos 
O mais belo dos casais 
E em um palácio de paz 
Para sempre viveríamos... 
Todo momento estaríamos 
Libertos de privações 
E a mais bela das paixões 
Iríamos vivenciar, 
Se eu conseguisse encontrar 
Teu Manual de Instruções...

Jénerson Alves, 05-07-2012, às 23h24.

domingo, 1 de julho de 2012

Meu sonho




Eu sonho que o mundo se torne um imenso jardim,
Que o aroma das flores do amor se espalhe no ar.
Que a orquestra de pássaros entoe um hino sem fim
E a vida se torne um poema pra quem sabe amar.

Eu sonho enxergar arco-íris nos meus horizontes,
E o céu outrora cinzenta cinzento se converta em cores,
Que barrem barreiras e aprontem milhares de pontes,
E os homens projetem projéteis que disparem flores.

Eu sonho que todo esse sonho se torne real,
Ouvindo a canção dos anjos, o Rei me chamar,
Romper os limites do Cosmo com o Pai Divinal
Até um Palácio nas nuvens que eu chame de Lar.

Jénerson Alves, 20-05-2012, às 15h.

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