segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O que temos a aprender com os maias

Nos últimos dias, não se fala de outro assunto a não ser os supostos prognósticos maias acerca do fim do mundo. Alguns interpretam que no dia 21 de dezembro de 2012 a Terra será palco de enormes cataclismos, como tsunamis, maremotos e até mesmo haverá colisões com cometas e outros planetas.
Não quero entrar no mérito da discussão sobre a data e seus conjecturados eventos. Quem conhece o versículo 36 do capítulo 24 do Evangelho de São Mateus – “Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente o Pai – não se preocupa com esse tipo de discussão.
Outro tipo de análise, portanto, é a minha proposta. Como a visão maia sobre o tempo era cíclica, na verdade a ‘profecia’ marca o início de um novo período. Desta feita, o mundo de materialismo e ódio, a partir de 21 de dezembro, iria passar por um processo de transformação e se tornar mais espiritualizado e amável.
E é aqui onde quero chegar. A necessidade que a própria igreja de Jesus Cristo tem em buscar o que é elevado, espiritual e sublime. “Pensai nas coisas que soa de cima e não nas que são da terra”, já foi dada a exortação paulina em Colossenses 3:2.
O que vemos hoje, infelizmente, é uma igreja cada vez mais materialista, mecanicista, ataviada às efemérides desse mundo. Falta uma procura correta pelo Sagrado, enquanto sobra um desejo desenfreado por ‘poder terreno’. Nessa ânsia desenfreada, são feitos eventos ‘gospel’ que mais servem como mecanismos de manipulação do que de adoração. Igreja deixou de ser comunidade e se tornou caça-níquel.
Os mandamentos estão sendo ignorados. Amar a D-us e ao próximo está perdendo espaço para um amor doentio e fixado por si mesmo. Coloca-se o anseio por vitória como objetivo final da existência. Curas, milagres e bênçãos financeiras são prometidas no atacado, em púlpitos que mais parecem bancos de feira - nos quais os lobos com trajes de pastores enrolam mais do que o ‘homem da cobra’ (talvez a mesma serpente lá de Gênesis 3...).
O desejo de “restituir”, de “precisar de um milagre”, de desejar uma vitória com “sabor de mel” a qualquer custo manifesta um coração ligado a esse mundo transitório. Nisso os maias nos ensinam que esse planeta terá um termo final. O Autor há de interferir na História. O melhor de D-us está por voltar: Aquele que prometeu que fora preparar lugar para a Sua Igreja. Lembro-me das palavras da escritora Ellen G. White: “O gozo do Salvador consiste em ver, no reino da glória, as pessoas que foram salvas por Sua agonia e humilhação. Os remidos serão participantes de Sua alegria; contemplam os que foram ganhos por intermédio de suas orações, labores e amorável sacrifício. Júbilo lhes encherá o coração ao verem que um ganhou a outros, e estes ainda outros” (O Grande Conflito, p. 360).
Não devemos ir atrás de números, de adeptos religiosos, de plateia, nem de seguidores de dogmas eclesiásticos. Devemos, enquanto Igreja, formar discípulos – pois também somos aprendizes – em amor. Com humildade e zelo, mantermo-nos vigilantes, pedindo a reserva diária de azeite, a fim de que Aquele Dia não nos pegue de surpresa. Que os nossos anseios estejam em consonância com o que vem do Alto.
Jénerson Alves

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Jénerson Alves, amigo poeta

Por Paulo Nailson, no Jornal de Caruaru
 
 
Ele é natural de Palmares, mas reside em Caruaru desde 1988. Aprendeu a ler sozinho, aos 4 anos de idade. Seus primeiros versos foram escritos aos 13, participando de festivais e saraus escolares.

 

É autor de vários cordéis e tem dois CDs de poemas declamados – ‘Sementes de Amor’ e ‘Do clássico ao matuto’, este em parceria com Nerisvaldo Alves.

Formou-se em Jornalismo pela Faculdade do Vale do Ipojuca (Favip) e cursa pós-graduação em Gestão Pública pela Faculdade Educacional da Lapa (Fael). Foi assessor de comunicação do Colégio Interativo de Caruaru. É repórter do Jornal Extra de Pernambuco e professor no Colégio Criativo (Caruaru).Através de poemas e sonetos, o repórter do Extra Jénerson Alves vai além das apurações e notícias. Quem ainda não conhecia o lado poeta do jornalista, terá essa oportunidade através do livro ‘Depois que a chuva passar’.

Integrante da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel (ACLC), Jénerson Alves é um dos poetas populares da região com maior destaque no cenário nacional, inclusive com premiações na área. Apesar de já ter publicado folhetos de cordel, gravado CDs de poesias e participado de coletâneas, esta é a sua primeira publicação em formato de livro. ‘Depois que a chuva passar’ é composto por poemas escritos nos últimos cinco anos. Temas como romantismo, saudade, angústias e inquietações são predominantes na obra literária. “Esse livro contém minhas poesias mais viscerais, escritas como expressão máxima de sentimentos”, destaca o escritor.

Quanto à forma, Jénerson obedece à sistemática da poesia popular, através de gêneros como sextilhas, motes e martelos agalopados. Ele também cultiva estilos como o soneto clássico (formado por dois quartetos e dois tercetos). Entretanto, os versos seguem a melodia rítmica dos cantadores de viola – com a presença da tônica na 3ª, 6ª e 10ª sílaba poética.

Foi o próprio autor quem tomou a frente de todas as etapas de produção da obra, desde a seleção das poesias até a diagramação do livro e concepção da capa, acentuando o teor autoral da peça. No total, são 13 poemas, distribuídos em 32 páginas. “Preferi fazer um livro curto para torná-lo o mais ‘digerível’ possível, com uma leitura fácil e um preço acessível”, ressalta Jénerson.

Publicado de forma independente, o livro tem sido bem visto pelos olhos críticos da classe artística.

Jénerson faz parte desta safra nova de escritores e jornalistas que atuam com vocação e princípios à moda antiga sem perder a contemporaneidade.

 

Exposição do artista João Lin no Sesc Caruaru

O Sesc Caruaru recebe a exposição Melodigramas – grafia parasonora, do artista João Lin. A mostra busca expressar na linguagem gráfica do desenho, a riqueza estética dessa produção.

São apresentados painéis feitos a partir de ilustrações para encartes dos álbuns de músicos pernambucanos. A exposição segue em cartaz na Galeria de Artes Mestre Galdino, de 24 de novembro a 7 de dezembro. A entrada é gratuita.

 

Gonzaga de Pai para Filho

Adélio Lima convidou amigos que trabalharam com ele no MUBAC, Temos muito que agradecer. Foi uma noite linda. Esse foi o primeiro grupo já estamos organizando outro, então temos que registrar nossa gratidão em nome de Severina, Alex e esposa, Socorro, Jerônimo, Adeline e Luciana. Também aos convidados Magda, Iracema e Roger (Bomboniere), Nelson Lima (Fotos), Ana Paula Martins, Fabiola e Jorge Silva, Jorginho, tú é o cara! (esses três ex-MUBAC, sempre MUBAC), José Henrique (DMPT). Rui sales (DESTRA) que patrocinou os ingressos da equipe do MUBAC. A TV Asa Branca pela cobertura jornalística e todos da imprensa que divulgaram, em especial Jénerson alves. A Neto Transportes (vestiu a camisa), Equipe do Cine North Shopping (atenciosos e eficientes, nos trataram com carinho e não mediram esforços em atender ao máximo). No final foi emocionante, o público aplaudiu e ao acender as luzes, percebendo que o Adélio estava presente tornaram a aplaudir e o cumprimentaram “um a um” com abraço e palavras de reconhecimento.

 

 

“A Amizade é um amor que nunca morre” – Mario Quintana

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