terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Página em branco; páginas rasgadas


Eu sei que é clichê comparar o ano que se inicia com uma página em branco. Mas, e daí? A vida é cheia de clichês, mesmo. O bom de um ano que nasce é porque renasce a sensação de que tudo se renova. Afinal, é o início um ciclo. É momento para avaliar não somente o ano que passou, mas também a forma como a vida vem sendo conduzida. É a oportunidade de reprogramar sonhos antigos, de reacender esperanças.

Mas não apenas isso. Também é momento de deixar para trás aquilo que já não faz mais sentido. É momento de deixar de lutar com uma finalidade inócua. É o instante em que pode-se decidir se, realmente, vale a pena sofrer tanto. É a hora de adotar novas posturas com relação à vida.
É momento de guardar o coração, de não deixá-lo nas mãos de pessoas que não irão valorizá-lo. Além disso, é importante fazer uma faxina nele, e tirar de dentro aquilo que não nos faz crescer. Mais do que encarar o devir como uma página em branco, deve-se rasgar aquelas que registram histórias que não precisam ser lembradas.
É necessário aprender a esquecer. Sim, esquecer. Esquecer daquilo que nos fez mal, daquilo que nos colocou sob uma circunstância negativa. É necessário olvidar do que deu errado, do que foi errado. Os momentos de crise, de choro, de lágrimas, de lutas inglórias, devem ser deletados do disco rígido do coração. Se essas coisas permanecerem, o coração ficará pesado, o espírito ficará sem condições de prosseguir.
Não é necessário estar todo instante olhando pelo retrovisor. O importante é pôr as mãos na direção e olhar em frente. Afinal, há buracos na estrada, além de curvas perigosas, automóveis na contramão e pedestres que passam na frente do veículo. É hora de olhar em frente. Fixar os olhos no que está por vir. Não nos esqueçamos: a vida é repleta de surpresas (e por isso é tão deliciosa).
Contudo, se há um conselho que devemos seguir enquanto trilhamos nessa estrada sinuosa que chamamos de existência, acredito que seja Filipenses 2:5: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo”. Ora, ter o mesmo sentimento é estar na mesma vibração, é conhecer a fundo o coração dEle. É relacionar-se com Ele de tal forma que o coração do Mestre e o do servo ficam em consonância um com o outro. É conectar-se com a Essência Superior. E, dessa forma, aprender a enxergar o próximo como irmão.
A melhor maneira de desenvolver o mesmo sentimento que há em Cristo é ler os Evangelhos. Acho necessário fixarmos o propósito de ler o Novo Testamento, de refletirmos nas Escrituras, de pautarmos nosso cotidiano de acordo com os princípios estabelecidos nas Sagradas Letras. Aí, tenho certeza, uma bela história será escrita nessa página em branco.

Jénerson Alves, 01º/01/2012

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