terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Por Causa

Não é por causa das palavras que você me fala,
é por tudo aquilo que você cala.

Não é por causa das coisas que você usa,
é por tudo aquilo que você desusa.

Não é por causa do que você faz,
é por tudo aquilo que você desfaz.

Não! Não são os sapatos que são tortos!
É que os pés são tortos!


Não! Não é por tudo o que você é,
Mas é por causa do nada que eu sou (pra você).

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Família feliz


Família inicia quando há harmonia de moça e rapaz
Os pais abençoam e eles entoam a canção da paz
Sonham em comum virar dois em um, arroz e feijão,
A fruta, a semente, e eternamente selar união.

A moça é princesa, cheia de beleza, graça e esplendor.
O rapaz, honrado, príncipe dedicado que oscula a flor.
Quando nascem os filhos, aumentam os brilhos da família unida
Honra meritória, palácio de glória no reino da vida.

Vão passando os tempos, surgem contratempos, provocando dor,
Óleo corrosivo, néctar negativo que machuca a flor.
Sem ter bate papo, vira o príncipe um sapo e a princesa, bruxa.
Os filhos, coitados! Ficam isolados, com alegria murcha.

Nessa hora tensa de pressão intensa, o palácio trunca
Mas quem tem no peito o Caminho Estreito não desiste nunca
Pede e dá perdão, trata o coração, reconstrói, bendiz,
Que a família é feita não pra ser perfeita, mas pra ser feliz.

Jénerson Alves, 09.01.2014





quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Cantadas



Tanto faz ser no shopping, sítio, praia,
Livraria, na rua ou no busão,
Se uma dama chamar minha atenção
Minha lábia é ruim, recebo vaia...
Puxo assunto, pra ver se a mesma ensaia
Um sorriso. Qual, não! Fica corada.
Falo tudo, mas ela não diz nada,
Peço para ficar, ela se manda,
Eu sou fraco demais na propaganda,
Reconheço: não sei soltar cantada.

Certa vez, avistei uma princesa
Pela rua, fazendo algum passeio,
Um ‘psiu’ eu não dei (pois acho feio),
Nem falei expressão de safadeza.
Procurei a tratar com gentileza,
E ofertei um café para tomar,
Uns assuntos afins quis conversar,
Demonstrando o melhor que há em mim,
Porém ela fez cara que achou ruim
E partiu sem querer dialogar.

Outra ninfa algum tempo eu paquerava
E pela net buscava sintonia.
Mesmo sem roupa curta eu lhe curtia
E até ficar on eu lhe esperava.
Um assunto qualquer quando eu puxava,
Era sempre por ela desprezado...
(Eta poxa! Que mal ficar ‘xonado’
E a guria achar que faço mal...)
Hoje ela não quer me dar moral
E do Face eu até fui bloqueado!

É que eu reconheço não ter tática
E prefiro ficar agindo a esmo.
Acho muito melhor ser sempre eu mesmo
A agir de maneira enigmática.
Não procuro estratégia pragmática
Nem maquio jamais a circunstância,
Não exponho riqueza em abundância,
Mas demonstro um caminho pra seguir,
Que os corpos só podem se unir
Se os espíritos estão em consonância.

Eu não quero aprender soltar cantada
E ficar preso a contatos fraudulentos,
Vou mostrando sinceros sentimentos
(Muito embora padeça uma mancada)
Não procuro uma deusa ou uma fada,
Quero apenas que alguém me estenda a mão,
Livremente me dê sua atenção
E caminhe em verdade do meu lado
Que ante D-us seguirei enamorado
E lhe darei para sempre o coração.

Jénerson Alves, 01º.01.2014

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