sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Odeio...

Eu odeio o arrodeio
Quando eu escrevo ou leio,
Sem ter começo nem fim...
Odeio ser um ET
Que faz tudo sem o que
Que não fala 'não' nem 'sim';
Odeio ser tão estranho,
Tão matuto, tão tacanho,
Tão horrendo, tão chinfrim;
Mas odeio muito mais
Não saber me dar cartaz,
Não honrar meu folhetim,
E odeio muito o dilúvio
De lavas, feito o Vesúvio,
Que você é para mim.

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