quinta-feira, 27 de março de 2014

Poetas fazem ‘cordel on line’ sobre Ditadura Militar

O Regime Militar no Brasil é o mote principal de um cordel lançado pelos poetas Dorge Tabosa e Jénerson Alves, de Caruaru-PE. Os cordelistas decidiram escrever sobre esse tema devido à passagem dos 50 anos do Golpe. Por intermédio de uma linguagem simples e envolvente, eles retratam os principais fatos que marcaram os ‘anos de chumbo’. Um diferencial é que a obra literária está disponível para download gratuito, sendo chamado pela população de ‘cordel on line’ (ou melhor, ‘e-cordel’).
Dorge Tabosa, o qual também é professor de História, declara que o objetivo da obra é contribuir para que o fato histórico não seja esquecido, relacionando-o com o tempo presente. “O Golpe Militar gerou desdobramentos que são percebidos nas últimas décadas. O Brasil está em um processo de consolidação democrática, o qual exige que a população tenha um senso crítico apurado e conhecimento acerca da história recente”, pontua.
De acordo com o poeta Jénerson Alves – que também é jornalista –, o cordel foi feito após um trabalho de ampla pesquisa. “Prezamos pelo conteúdo, buscando transmiti-lo, em linhas gerais, a fim de provocar a reflexão no leitor”, afirma, dizendo que o público-alvo do cordel é formado por estudantes, sobretudo do ensino fundamental e médio.
Além da poesia principal, que aborda a Ditadura Militar, a obra contém uma poesia extra – intitulada ‘A Ditadura da Moda’ – na qual os artistas devaneiam sobre certos tipos de ‘ditaduras’ que predominam no tempo presente. A capa é assinada pelo poeta e xilogravador Espingarda do Cordel, considerado uma das maiores revelações nesse estilo nos últimos anos.

A obra está disponível para download gratuito no seguinte link: https://docs.com/13UT1. Entretanto, a versão impressa está sendo comercializada, diretamente com os autores e também no Museu do Cordel, em Caruaru.

segunda-feira, 10 de março de 2014

A República de Sam Bras

É Sam Bras um País localizado
Nos terrenos mais belos das Américas,
Porém tem lideranças tão histéricas
Que o tornam um chão amalucado,
Pois na Câmara e também lá no Senado
Se legisla por causas pessoais,
E grande parte do povo ainda jaz
À espera de boas condições,
Prometidas durante as Eleições
Na fantástica República de Sam Bras.

A Saúde tem fracas pulsações,
Está gélida no leito da UTI,
O idoso padece por aí
As piores e tristes privações.
Nos presídios, se há rebeliões,
Como mostram as páginas dos jornais,
Há narcóticos em todos os locais,
A Polícia está sucateada,
A Justiça argumenta não ver nada
Que acontece na Terra de Sam Bras.

A infância não é bem educada,
A família é omissa e só desliza,
A escola sem mérito leva pisa
E no teste do PISA ela é pisada.
A Igreja, bastante alienada,
Troca Cristo buscando vis metais,
Uma imprensa imprensada, tão sagaz,
Até mostra as notícias pela tela,
Mas o âmago dos fatos não revela
Nesta estranha República de Sam Bras.

Se acostumam mostrar a mulher bela
E com frutas a mesma é comparada.
No trabalho ou na rua, uma cantada
Agressiva, levando, “a culpa é dela”.
Faz estádios pra Copa, mas não zela
Pelas causas bem mais estruturais,
Vive em guerra, mas falam que há paz,
Escondendo as mazelas do sistema,
Solução ninguém busca pr’o problema
Que imiscui-se na terra de Sam Bras.


É preciso caçar um novo tema,
Todos seres  humanos envolvidos,
Se a maré tá contrária, mas unidos
Para um porto seguro o povo rema.
Construir novo tempo, sem algema,
Sem ter tantos contrastes sociais
Com luz da esperança nos canais
Da criança, do jovem, do senil,
Pra raiar nova aurora e o Brasil
Não tornar-se a República de Sam Bras.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Teu dia...

Hoje é teu dia.
Tu és poesia.
Tu és encanto
Que eu decanto
Em todo canto
(E não alcanço
Nem me canso)
Tu és mar
És veleiro...
Viajar...
Nevoeiro...
É. És.
Mãos, pés...
Joias, anéis...
Nota 10.
Linda.
Infinda...
Parabéns pela data
(Sábia e gata...)
Te rendo uma serenata!
Me rendo.
Tu rindo.
Vá vivendo,
Vá seguindo...
Porque com D-s
 nos passos teus...
Viver é bom,

O mundo é lindo.

Cordel sobre a TV Cultura



Neste mundo de tanta informação,
Uma luz resplandece com essência
(Não visando a lucrar com audiência,
Mas buscando formar o cidadão).
A Cultura possui programação
Que agrada do jovem ao senil,
Expressando o valor santo e sutil
De artes plásticas, canções, literatura...
Parabéns a você, TV Cultura,
A melhor emissora do Brasil.

Cartão Verde lidera na jogada;
O Metrópoles, programa tão simpático;
O Jornal da Cultura é mais didático,
Que analisa a notícia veiculada;
A Viola é mais bela e afinada,
Que Inezita traduz o seu perfil,
E Rolando Boldrin, herói gentil,
Defensor da poética doce e pura,
Parabéns a você, TV Cultura,
A melhor emissora do Brasil.

Uma história bonita e incomum
Que o passado também se faz presente
Ao lembrar Confissões de Adolescente,
Glub-Glub, Castelo Rá Tim Bum...
Para mim, ela é número um,
Companheira quando eu era infantil,
Me acompanha no tempo juvenil
E estará na idade mais madura.
Parabéns a você, TV Cultura,
A melhor emissora do Brasil.

Roda Viva é tão viva e põe na roda
Personagens da história do país,
Quem lá vai, ouve tudo e tudo diz,
E quem tem telha de vidro se incomoda.
Antes de ser ecólogo virar moda,
O Repórter Eco expôs o céu anil.
Nunca o povo viu algo torpe ou vil
Nesta tela de ouro que emoldura,
Parabéns a você, TV Cultura,
A melhor emissora do Brasil.

BBC fez pesquisa e atestou
Que ela é a segunda do planeta
E do Brasil, a TV de Anchieta
É aquela que o povo consagrou.
Não se vende e, assim, nunca tratou
O seu público igualmente a imbecil,
Mas amplia o seu senso e seu perfil
Qual harpejo de lírica partitura.
Parabéns a você, TV Cultura,
A melhor emissora do Brasil.


Jénerson Alves, 05.03.2014

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