segunda-feira, 10 de março de 2014

A República de Sam Bras

É Sam Bras um País localizado
Nos terrenos mais belos das Américas,
Porém tem lideranças tão histéricas
Que o tornam um chão amalucado,
Pois na Câmara e também lá no Senado
Se legisla por causas pessoais,
E grande parte do povo ainda jaz
À espera de boas condições,
Prometidas durante as Eleições
Na fantástica República de Sam Bras.

A Saúde tem fracas pulsações,
Está gélida no leito da UTI,
O idoso padece por aí
As piores e tristes privações.
Nos presídios, se há rebeliões,
Como mostram as páginas dos jornais,
Há narcóticos em todos os locais,
A Polícia está sucateada,
A Justiça argumenta não ver nada
Que acontece na Terra de Sam Bras.

A infância não é bem educada,
A família é omissa e só desliza,
A escola sem mérito leva pisa
E no teste do PISA ela é pisada.
A Igreja, bastante alienada,
Troca Cristo buscando vis metais,
Uma imprensa imprensada, tão sagaz,
Até mostra as notícias pela tela,
Mas o âmago dos fatos não revela
Nesta estranha República de Sam Bras.

Se acostumam mostrar a mulher bela
E com frutas a mesma é comparada.
No trabalho ou na rua, uma cantada
Agressiva, levando, “a culpa é dela”.
Faz estádios pra Copa, mas não zela
Pelas causas bem mais estruturais,
Vive em guerra, mas falam que há paz,
Escondendo as mazelas do sistema,
Solução ninguém busca pr’o problema
Que imiscui-se na terra de Sam Bras.


É preciso caçar um novo tema,
Todos seres  humanos envolvidos,
Se a maré tá contrária, mas unidos
Para um porto seguro o povo rema.
Construir novo tempo, sem algema,
Sem ter tantos contrastes sociais
Com luz da esperança nos canais
Da criança, do jovem, do senil,
Pra raiar nova aurora e o Brasil
Não tornar-se a República de Sam Bras.

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