segunda-feira, 13 de junho de 2016

Rogério Meneses, Cidadão de Caruaru



Cantor da história e das crenças de um povo
Que vive, que sonha, que luta e persiste.
Por trás dos véus negros, vê um mundo novo
Gerando acalanto em quem vive triste.
A sua viola é harpa dourada
Que em Caruaru é emoldurada,
Sinônimo de graça, exemplo de glória,
Talento inconteste que não há quem tome,
E o livro do tempo registra teu nome,
Rogério Meneses, cravado na história.


Mais que Castro Alves, faz verso engajado
E decanta o amor melhor que Vinicius;
Igual a Flaubert, é mui destacado,
Feito Baudelaire expressa suplícios.
Forjado em ideias de um novo amanhã
De Freire, Guareshi, Betto e Florestan,
Vê nos livros fonte que jorra e produz.
Buscando saberes, formando conjuntos,
Fazendo sinapses de vários assuntos
Vendo no horizonte o Mestre Jesus.

É quase um Parnaso sua moradia.
Na família, o cerne do saber dos sábios.
Guarda nas palavras que o pai lhe dizia
Preciosas pérolas de mil alfarrábios.
Tem nas amizades a sua riqueza.
Passado de luta; presente, grandeza,
Devir de bons frutos, de planta florida.
Doutor da viola, sem ser diplomado.
Formado em liceus, mas melhor formado
Pela faculdade chamada de vida.

Herói do repente, da trova e toada,
Sem nódoa no verso, sem mácula na rima.
Do ventre da terra de Imaculada
Pra terra onde o barro é matéria-prima.
É Deus, Santo Oleiro, cultor dos teus traços,
Autor dos teus sonhos, a luz dos teus passos,
Indelével Guia da Lei que não passa.
Quem tem fé no peito, a benesse atrai.
Teu quadro é luzente, é Deus o teu Pai
E Caruaru, como mãe, te abraça.


Jénerson Alves, 10.06.2016


Poema recitado na Câmara de Vereadores de Caruaru, em 10.06.2016, quando da entrega do título de Cidadão Caruaruense ao repentista paraibano Rogério Meneses, que reside na Capital do Agreste desde 1990.


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