sábado, 10 de setembro de 2016

A SUA CURA É O OUTRO... - por Caio Fábio


Os caminhos do coração humanos são indecifráveis...

Você vê gente sofrendo de tudo, e vivendo como se tudo fosse normal. Você, por outro lado, vê gente sofrendo de nada como se sofresse de tudo...

Na realidade, cada vez mais, minha experiência vai mostrando que não há escolas psicológicas capazes de atender a cada alma humana.

De fato, cada alma demanda uma psicologia pessoal e particular...

Não dá pra dizer que Freud explica quase nada...

Freud explica a si mesmo..., e olhe lá...

Sua Psicanálise é auto-analise, por mais “cientifico” que ele pretendesse ser, posto que por mais isento que fosse, a “ciência” que ele praticava só poderia ser verificada a partir dele mesmo, não apenas de sua interpretação, mas de sua própria/particular/existencial experiência psicológica.

Há pessoas que me procuram com crises de contornos “freudianos”. Para tais pessoas Freud parece funcionar bem... Outras, porém, nada têm a ver com o que o Freud pressupôs houvesse em todo homem, sem que haja...

Nesses casos, tateio até ver a “porta de entrada” da pessoa, e, frequentemente, verifico que tal “entrada” não existe nas matrizes das linhas psicológicas clássicas ou pedagógicas, e, portanto, demanda uma psicologia singular, tecida entre você e a pessoa, até que o sistema esteja mais ou menos visível e, portanto, discernível.

Em outras palavras: tem que ser como Jesus praticava...

A “psicologia” de Jesus era simples e se servia das metáforas que as pessoas traziam ou compreendiam. Tudo, porém, tinha ver com “aquela” pessoa, e não com uma matriz psicológica universal.

Assim, com Jesus não há padrões... O padrão é o individuo...

Desse modo, cada pessoa demanda uma psicologia singular, por mais que os modelos psicológicos possam ajudar aqui e ali. No entanto, depender exclusivamente deles é pura tolice...

O modelo de Paulo, a confrontação, é o que vejo que melhor ajuda as pessoas, pois, de fato, trata-se de um método não metódico, é que busca discernir a essência da questão, e trata dela cara a cara, sem medo de afirmar, de indagar, de sugerir, de provocar, de perturbar mesmo... — até que a verdade vá aparecendo, e, assim, a pessoa vá se enxergando e tomando as decisões práticas quanto a debelar o vício do sintoma como mal a ser tratado como causa... sem que o seja.

Os pudores psicológicos atrasam em demasia a cura das pessoas...

Vejo pessoas oito, dez, doze anos em um terapeuta, ruminando os mesmos bagaços, pagando caro para serem ouvidos sem que isto deslinde qualquer coisa em seus interiores, até que chegue o dia da verdade...

Então, sem pudor, atendo a tais pessoas; algumas já sabem tudo de tudo, até mais que a maioria dos psicólogos, de tão profissionais como clientes que vieram a se tornar...

A surpresa para elas é que o que durara anos, por vezes em uma, duas, três semanas, ou em poucos meses, cede...; e, então, começa a abrir o espaço interior para que, pela via da confrontação, a pessoa comece a parar de chocar seus quase/dramas; e, assim, sem pena de si mesmo, sem transferências de nada para ninguém, sem auto-piedade ou auto-comiseração, o individuo comece a reagir; e, em não muito tempo, comece a ficar perplexo com os resultados...; sem saber a razão de não ter que ser um processo necessariamente tão longo e demorado no atingimento dos desejados resultados...

Na realidade o que a maioria das pessoas necessita é do encaramento na e da verdade!

Noto o despreparo brutal da maioria dos chamados profissionais de Psicologia. Alguns nada dizem apenas porque não têm mesmo o que dizer... Outros gostam da lentidão... Ela é lucrativa... Há ainda os que são tão doentes que fazem psicologia para se distraírem de si mesmos ouvindo os outros... Mas poucos há com consciência do que seja a ajuda que as pessoas precisam...

Ora... isto sem falar naqueles que são pagos apenas para consentirem com o devaneio do individuo...

São os Psicólogos do “vamos que vamos”...

Sim, você o paga apenas para que ele diga que você tem razão em soltar todas as frangas e todos os bichos do seu zoológico particular...

No meio disso tudo, há alguns profissionais da psicologia que são de fato muito bons, embora poucos.

O que me ressinto mesmo é do fato que se houvesse entendimento do Evangelho, e amor e limpidez de propósitos, todo verdadeiro pastor de almas naturalmente seria um psicólogo.

Mas quase não há tal coisa... A maioria dos pastores está tão perdida que nem mesmo dá conta de sua própria alma, quanto mais da dos outros!...

A receita de cura de Isaías é simples [cap.58]: liberte os oprimidos, quebre cadeias nos outros, franqueia a vida ao próximo, não fuja dele; e mais que isto: abra a sua própria alma com o aflito [deslocando o foco do “si-mesmo” para o outro] — pois, então, se diz: A tua cura brotará sem detença!...

A melhor terapia desta vida sempre será o serviço em amor!

Quem se esquece de si e arranja olhos para a vida, em geral ficará curado enquanto limpa feridas e cuida de angustias alheias...

Aquele, porém, que apenas cuida de si mesmo, de suas supostas dores, e concentra-se exclusivamente em sua angustia como elemento pivotal da existência universal, esse pode contratar o melhor psicólogo para que lhe ande a tira-colo, pois, ainda assim, jamais ficará curado...

Ninguém sabe em que espírito o Samaritano vinha sem seu caminho... Entretanto, pouco importa se ele vinha cantando, alegre, feliz e grato, ou se vinha sofrendo, angustiado e infeliz... Sim, o que importa é que ele olhou para o outro, o outro pior do que ele, o outro sem autodeterminação, caído no caminho... E mais: fez isso sem que importasse quem ele ou o outro fossem um para o outro...

Sem que fosse significativo como o Samaritano estivesse se sentindo, o que valeu foi o ato, foi o feito, foi a parada e o levantar do homem...

Sim, o importante não era a subjetividade, mas a objetividade da decisão...

Digo isto hoje porque vejo que muitos dos que me escrevem jamais ficarão curados enquanto não se esquecerem de si mesmos, e, enquanto não transformarem sua auto-vitimização em ação pró-ativa em favor da vida...

Pense nisto; e pare de lamber adoecidamente as suas próprias feridas...

Nele, que nos cura pela verdade e pela prática do amor voltado para aquele que vemos..., e que carece de graça e cuidado,

Caio

28 de maio de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

www.caiofabio.net

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Haja Cruz

No princípio, disse o Pai,
Antes de tudo existir:
“Eu vou criar e dar vida
A quem – sei – vai me trair...”

Disse o Espírito, em seguida:
“Eu aceitarei morar
Em quem não vai querer vida
Pois vai preferir pecar...”

Disse o Filho logo após:
“Vou me entregar e morrer
Para que através de mim
Eles possam reviver...”

Disse a Trindade: “ – Haja Cruz!”
Só depois disse: “haja luz...”

Jénerson Alves


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

1º de agosto - Dia do Poeta da Literatura de Cordel



Hoje (1º de agosto) é o Dia do Poeta da Literatura de Cordel. Este gênero de tanta grandeza cultural predomina no Nordeste brasileiro, mas possui raízes europeias, tendo chegado ao Brasil através dos portugueses, no século XVIII. Ao longo da história, grandes poetas cultivaram essa forma de expressão artística, que possui expoentes ainda hoje. Por isso, nossa equipe preparou um especial, com estrofes memoráveis criadas por cordelistas de todos os tempos. Confira:

Os nossos antepassados
Eram muito prevenidos,
Diziam: “Matos têm olhos
E paredes têm ouvidos.
Os crimes são descobertos,
Por mais que sejam escondidos”.
(Leandro Gomes de Barros)

João Grilo foi um cristão
Que nasceu antes do dia,
Criou-se sem formosura,
Mas tinha sabedoria
E morreu depois da hora,
Pelas artes que fazia.
(João Ferreira de Lima)

Só pune a honra o honrado
Porque é conhecedor,
Pois o honrado conhece
Que a honra tem valor
E quem fere a honra alheia
Fica sendo devedor.
(Caetano Cosme da Silva)

Assim “Quem comeu a carne
Que roa os ossos” também
“Não há rosas sem espinhos”
É preciso pensar bem!
Que “Gostos não se discutem”,
Mas o que deles provém.
(Abdias Campos)

Quando o Brasil quiser mesmo
Que a verdade seja dita
A história de Canudos
Vai ter de ser reescrita
Sem rasuras, sem emendas,
Passando um borrão nas lendas
Dessa tragédia maldita.
(Geraldo Amâncio Pereira)

Eu tenho setenta anos
Nesta vida nua e crua.
As noites eu passo em casa,
Os dias passo na rua
E a morte me convidando
Pra nós dois morar na lua.
(Olegário Fernandes)

Melhor ter pouco, mas ter,
Pior mesmo é quem não tem.
Pelo que estamos vendo,
É preciso entender bem
Que ÁGUA, SABENDO USAR
Por certo, NÃO VAI FALTAR
Na torneira de ninguém.
(Manoel Monteiro)

Voltei pra casa roendo
O pano do desengano
E quando cheguei em casa
Mastigando aquele pano,
Fui ao espelho e me vi,
E, me culpando, senti
Vergonha de ser humano.
(Antônio Francisco)

Temos que colaborar
E usar mais da razão,
Agindo dessa maneira
Melhora a situação,
Pois jogar lixo no lixo
É gesto de educação.
(Espingarda do Cordel)

De todas as descobertas,
Acho que a que mais me agrada
Se chama Abraço, porque
Toda pessoa abraçada
Logo se desembaraça.
Já a pessoa que abraça
É também recompensada.
(Moreira de Acopiara)

Pai Santo e Eterno Deus
Criador do universo
Me conduz pela palavra
Registrada no meu verso
Se houver fraqueza ou falha
Fortalece minha batalha
Pois te peço em oração
Me conduz em pensamento
E aqui neste momento
Tua Palavra é meu sermão
(Nerisvaldo Alves)

Estéril de esperança,
Eu comecei a chorar.
Perguntei feito criança:
“Pode o homem se salvar?”
Indaguei ainda assim:
“Pode o mal chegar ao fim?
Há no mundo ainda fé?”
Mas, neste instante, parei.
Bastante audível escutei:
“O Cordeiro está em pé!”
(Jénerson Alves)




quinta-feira, 21 de julho de 2016

Não sei o que falar...

Lembro-me de te ver pelos corredores da faculdade, com um café e um cigarro. Abraçava-te. Trocávamos algumas palavras. Tu sempre dizias que nós deveríamos construir algum artigo científico juntos. Eu concordava. No entanto, terminava me esquivando dessa missão. Eu te achava tão inteligente, tu articulavas as conversas com tantas bases teóricas, com tantas leituras, tantos fundamentos... confesso que eu não me sentia à altura de produzir algum texto acadêmico contigo. 

No fundo, sou só um cordelista, sabes? Sou só um poeta popular...
Sim. Tu sabias disso. Tanto é que me convidaste para recitar alguns poemas em um colégio particular onde trabalhavas. Na verdade, entregaste meu número para a professora organizadora e ela me chamou. Mas a ideia foi tua. Fiquei honrado pela lembrança. Tu ainda filmaste minha participação. 
Prometeste me entregar. Eu nunca tive coragem de cobrar. Sempre te via tão ocupado, tão cheio de atribuições...

Eu queria ter te dito que gostava de te conhecer. Lembro-me da última vez que te vi. Foi tão rápido. Na rua. Nossos cumprimentos foram comuns. Mas te ver promovia alegria em mim. Sempre que estava contigo, eu sabia que estava ao lado de uma pessoa que veio deixar sua marca no mundo. Gente de pensamentos, de propósitos... tua alegria contagiava...

Na realidade, eu te conhecia desde antes da faculdade. De uma fotografia. De uma visita. De uma publicação. Era assim que eu te conhecia. Não tivemos tempo de estreitar laços. Nem precisava. Saber que no mundo havia pessoas iguais a ti já servia. E eu só esperava te ver brilhando. Eu queria aplaudir. Mesmo de longe.

Ainda não consigo entender tua partida prematura. Tu amavas tanto a vida. Eu nunca pensei que tu poderias, em algum momento, não encontrar vida na vida. Eu nunca pensei que tu poderias entrar em desespero. Eu nunca pensei que tu poderias enxergar a tua imagem no retrato da dor.

Creio que a Trindade te abraça com carinho, amor e misericórdia. Peço que a Trindade conforte tua família. E nos conforte também.


Neste momento, fico me perguntando quantos queridos podem não estar na mesma situação em que tu te encontravas... quantas pessoas podem estar desesperadas? Quantos futuros brilhantes podem estar projetando a auto-escuridão? Quantas vozes podem estar querendo se silenciar? Gostaria de ter te dito palavras que te trouxessem esperança. Gostaria de ter sensibilidade para perceber melhor... Desligo a luz do quarto e dialogo com meu silêncio. Gostaria de falar algo... mas, não sei o que falar.

“Cum dixerint pax...”

Foto copiada do site http://www.rainbowschools.ca/

por Jénerson Alves


Quando disserem: “há paz”, mas os jovens ainda forem extremamente mal-educados, sem significados, sem sonhos, sem altruísmo, o mundo permanecerá sendo um barril de pólvora, pronto para explodir a qualquer momento.

Quando disserem: “há paz”, mas os idosos ainda forem lançados em um calabouço social, de modo que os cabelos brancos deixem de representar respeito e serenidade e passem a ser coisa alguma, esta paz dita será apenas um engodo, uma falácia, uma fantasia.

Quando disserem: “há paz”, mas as crianças ainda forem desorientadas, deseducadas, desestimuladas, o que haverá será apenas um estado de letargia, de esvaziamento, de desesperança.

Quando disserem: “há paz”, mas a alma das pessoas ainda não for o foco das ações dos líderes – de qualquer instância, seja ela municipal, estadual, federal, institucional, sindical, ou qualquer outra –, o que haverá tão-somente será calmaria, massificação, controle.

Quando disserem: “há paz”, mas a categorização das pessoas ainda permanecer, de modo que o ser humano acredite ser capaz de distinguir quem é quem – ou como se as configurações étnicas, estéticas, religiosas, filosóficas, políticas ou familiares fossem conceitos fechados que delimitam os espíritos –, o que haverá não passará de tola tolerância.

Quando disserem: “há paz”, mas os corações ainda estiverem militarizados com ódio, rancor, preconceito, autossuficiência, egoísmo, soberba e ganância, as armas exteriores permanecerão sendo representações materiais de armas interiores, venenos que matam sutilmente, quebrando e rachando relações externas e internas, desumanizando o alvo e o cerne.


Quando disserem: “há paz”, mas essa paz não vir de dentro para fora, não for produto da consciência, não nascer da essência e do espírito, não exceder todo entendimento, todo contexto, toda particularidade da existência, essa paz não será verdadeira. E se precipitará repentina destruição... Ainda muitas águas correrão por muitas pontes, e o que virá ainda não será o que se espera. Só haverá paz quando for possível enxergar além do véu. Mas, há quem queira enxergar?

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Rogério Meneses, Cidadão de Caruaru



Cantor da história e das crenças de um povo
Que vive, que sonha, que luta e persiste.
Por trás dos véus negros, vê um mundo novo
Gerando acalanto em quem vive triste.
A sua viola é harpa dourada
Que em Caruaru é emoldurada,
Sinônimo de graça, exemplo de glória,
Talento inconteste que não há quem tome,
E o livro do tempo registra teu nome,
Rogério Meneses, cravado na história.


Mais que Castro Alves, faz verso engajado
E decanta o amor melhor que Vinicius;
Igual a Flaubert, é mui destacado,
Feito Baudelaire expressa suplícios.
Forjado em ideias de um novo amanhã
De Freire, Guareshi, Betto e Florestan,
Vê nos livros fonte que jorra e produz.
Buscando saberes, formando conjuntos,
Fazendo sinapses de vários assuntos
Vendo no horizonte o Mestre Jesus.

É quase um Parnaso sua moradia.
Na família, o cerne do saber dos sábios.
Guarda nas palavras que o pai lhe dizia
Preciosas pérolas de mil alfarrábios.
Tem nas amizades a sua riqueza.
Passado de luta; presente, grandeza,
Devir de bons frutos, de planta florida.
Doutor da viola, sem ser diplomado.
Formado em liceus, mas melhor formado
Pela faculdade chamada de vida.

Herói do repente, da trova e toada,
Sem nódoa no verso, sem mácula na rima.
Do ventre da terra de Imaculada
Pra terra onde o barro é matéria-prima.
É Deus, Santo Oleiro, cultor dos teus traços,
Autor dos teus sonhos, a luz dos teus passos,
Indelével Guia da Lei que não passa.
Quem tem fé no peito, a benesse atrai.
Teu quadro é luzente, é Deus o teu Pai
E Caruaru, como mãe, te abraça.


Jénerson Alves, 10.06.2016


Poema recitado na Câmara de Vereadores de Caruaru, em 10.06.2016, quando da entrega do título de Cidadão Caruaruense ao repentista paraibano Rogério Meneses, que reside na Capital do Agreste desde 1990.


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Foi escrita com sangue no madeiro a maior expressão de amor por mim



Vez em quando, eu padeço um aperreio,
Sem afeto, sem graça, sem amor...
Vejo o mundo, um porão assustador,
Que me enche de trauma e de receio.
Nesta hora, ao lembrar que Cristo veio
E derramou o Seu sangue carmezim,
Meu deserto floresce igual jardim
E o crisântemo do amor traz um bom cheiro.
Foi escrita com sangue no madeiro
A maior expressão de amor por mim.

Escrevi um poema de amor
E entreguei de presente à minha amada.
Ela leu, desdenhou, não disse nada
E eu fiquei lamentando a minha dor.
Mas lembrei que Jesus, o Salvador,
Fez da vida canção. E foi assim
Que a tristeza em meu peito teve fim
E hoje vivo feliz o tempo inteiro.
Foi escrita com sangue no madeiro
A maior expressão de amor por mim.

Jesus Cristo tombou pela poeira
Com o peso da cruz que carregou,
Mas Simão Cireneu O ajudou
A levar a cruz feita de madeira.
Ao chegar na colina da Caveira
Um ladrão zombou dEle com pantim,
Mas o outro, creu firme, e Cristo, enfim,
Deu perdão para aquele desordeiro.
Foi escrita com sangue no madeiro
A maior expressão de amor por mim.

Meio-dia, as sombras preenchiam,
E o povo bramava em várias vozes.
O Senhor deu perdão aos Seus algozes,
Por não terem noção do que faziam.
Sacras luzes da cruz 'inda irradiam
E às trevas da alma põem um fim,
Que a entrega do Filho de Elohim
Alforria quem sofre em cativeiro.
Foi escrita com sangue no madeiro
A maior expressão de amor por mim.

Contemplei o Senhor crucificado
No lugar meu e teu, de Barrabás,
Sobre Ele o castigo deu-me paz
E pelas Suas feridas fui sarado.
Lá na cruz fui remido, perdoado,
Escapei da prisão do 'Coisa Ruim',
Hoje canto do jeito de um vim-vim
Libertado no sangue do Cordeiro.
Foi escrita com sangue no madeiro
A maior expressão de amor por mim.


Jénerson Alves, 04.04.2016

Praia ao luar

  Certamente Caspar David Friedrich é o nome mais famoso do romantismo alemão. Nascido no dia 05 de setembro de 1774 na cidade de Greifswald...