segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Pernambuco: Pedestal do Nordeste



Jénerson Alves

Pernambuco, uma terra de fartura,
Vai crescendo com vastos compromissos.
Desenvolve os setores de serviços,
A indústria, o comércio, agricultura...
Nosso povo possui tanta bravura
Que o símbolo da gente é um leão,
Sob o sol reluzente no brasão:
Espetáculo de glórias e grandezas!
Pernambuco é um centro de riquezas,
Pedestal do Nordeste e da nação.

Munguzá, tapioca, mais beiju,
São exemplos da nossa culinária.
Carnaval tem no frevo indumentária,
Mais caipora, careta, papangu...
Se você visitou Caruaru,
Conheceu o mais célebre São João.
Todos outros estados belos são,
Mas o nosso tem muito mais belezas!
Pernambuco é um centro de riquezas,
Pedestal do Nordeste e da nação.

Sairé tem laranjas sem ter fim,
Queijo bom com bom leite em Sanharó,
Vê-se ecoturismo em Bodocó,
Agrestina mantém o alfenim.
São José, mais Tabira e Itapetim
Formam o berço poético do Sertão,
Que se a seca castiga e racha o chão,
Mas os versos produzem correntezas,
Pernambuco é um centro de riquezas,
Pedestal do Nordeste e da nação.


Meu Estado, são tantos teus valores,
Que me inspiram com glórias e princípios.
Cento e oitenta e quatro municípios,
Todos dignos de louros e louvores.
Teus artistas, teus mestres, teus cantores,
Tua gente de sangue e coração...
Alquimia de etérea vibração
Convertendo em sorrisos mil tristezas...
Pernambuco é um centro de riquezas,
Pedestal do Nordeste e da nação.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Sina de Poeta

Jénerson Alves

Poeta, não sonhe tanto...
Não terás teu paraíso!
Não te iludas, pois teu riso
Não ocultará teu pranto.

Permanecerás sem manto,
Sem afago, sem sorriso...
Velho, fraco, triste e liso,
Esquecido em um recanto...

Tu não terás os presentes
Dos doces sonhos latentes
De ouro, prata nem rubi...

Poeta, tu vais chorar,
Sem ninguém pra consolar
A tristeza que há em ti!


(Poema classificado para coletânea da Editora Vivara, em 2012)

Revolução Pernambucana

Jénerson Alves

Benção da Bandeira (José Cláudio Silva) - historiasylvio.blogspot.com.br


Diz o hino da terra dos coqueiros,
Paraíso do vate que declama:
“Liberdade! Um filho teu proclama!”
Nos seus versos sublimes, altaneiros.
Pernambuco, teus filhos são guerreiros
Combatendo a perversa tirania,
Cuja prática é maior que a teoria,
Nosso Estado demonstra, em sua história,
Uma luta de amor à sacra glória
Em favor da real democracia.

Teve a Revolução Pernambucana,
Movimento emancipacionista,
Baseado em ideia iluminista,
E contrário à Coroa lusitana.
A elite com o povo se irmana
No alcance da força liberal.
Quer um fim do poder colonial,
Novo olhar pra cuidar da coisa pública,
Implantar o regime da República
E libertar o Brasil de Portugal.

Foi em 1817
Que o grupo rebelde, muito ufano,
Pôs um fim ao governo de Caetano
E instaurar a República compromete.
Uma Bárbara Alencar virou vedete,
E Domingos Martins, líder certeiro,
Da maneira do padre João Ribeiro,
Avançando na lei e pensamentos.
Foi a fonte de outros movimentos
(Equador, Cabanagem e Praieiro).


O Leão Coroado coroou
O estopim do cenário de porfias.
O total de setenta e cinco dias
Que a República o meu chão engravidou.
Se parar pra pensar no que passou,
Vendo o chronos passando tão veloz,
No presente é preciso erguer a voz
E do pretérito aprender toda a lição,
Pra cantar com a voz do coração:
“Liberdade! Abre as asas sobre nós!”

Cinco Impedimentos ao Sucesso

Jénerson Alves

Em uma biblioteca,
Folheando um calhamaço,
Encontrei um texto antigo
Corroído num pedaço.
Mas vi lições destacadas
Nas páginas amareladas
Às quais ali tive acesso.
Tinha pontos pertinentes,
Cinco atitudes frequentes
Que atrapalham o sucesso.




O primeiro destes hábitos
Se chama Leviandade,
Muita atenção ao que é líquido,
Paixão à futilidade,
Quantas pessoas estão
Preenchendo o coração
Com coisa frívola, banal?
Tendo um sentimento histérico
Valoriza o periférico
E esquece o essencial...

O segundo impedimento
É chamado Negligência
(Ou seja, é o desmantelo,
A falta de diligência).
Pensamentos negligentes
Geram ações indolentes
De história malsucedida
Todo o desleixo se espalha
E como um verme atrapalha
Todas as áreas da vida.

O terceiro impedimento
É a famosa Preguiça
Peça que afrouxa o caráter
E que ao bom ânimo enguiça.
Irmã da ociosidade,
Mãe da licenciosidade,
Rainha dos maus cortejos,
Nesta hora, pare e pense:
Quem vence a preguiça, vence
Muitos outros vis desejos.

A quarta atitude falha:
A tal da Tagarelice.
Quem muito fala, faz nós
E se engancha no que disse.
Deve-se aprender primeiro
Pra depois ler o roteiro
Da estrada pra seguir.
Quem quer sucesso alcançar
É tardio pra falar
E sempre pronto a ouvir.

Por fim, a quinta atitude
É mesmo a Imitação.
Falta de autenticidade
Procurando aceitação.
Faz tudo o que os outros querem,
Com atitudes que ferem
Sua própria consciência
Quem sempre procede assim
Só pode encontrar no fim
Desespero e decadência.

Da mesma forma que a gente
Sabe pr’onde o vento vai
Vendo um papel pequenino
Ou uma folha que cai.
Há nas simples atitudes
Os vícios ou as virtudes
Que emolduram nossa história
Só vence seus pontos falhos
Quem elimina os cascalhos
Do caminho da vitória.

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