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Mostrando postagens de julho, 2016

Não sei o que falar...

Lembro-me de te ver pelos corredores da faculdade, com um café e um cigarro. Abraçava-te. Trocávamos algumas palavras. Tu sempre dizias que nós deveríamos construir algum artigo científico juntos. Eu concordava. No entanto, terminava me esquivando dessa missão. Eu te achava tão inteligente, tu articulavas as conversas com tantas bases teóricas, com tantas leituras, tantos fundamentos... confesso que eu não me sentia à altura de produzir algum texto acadêmico contigo.  No fundo, sou só um cordelista, sabes? Sou só um poeta popular... Sim. Tu sabias disso. Tanto é que me convidaste para recitar alguns poemas em um colégio particular onde trabalhavas. Na verdade, entregaste meu número para a professora organizadora e ela me chamou. Mas a ideia foi tua. Fiquei honrado pela lembrança. Tu ainda filmaste minha participação.  Prometeste me entregar. Eu nunca tive coragem de cobrar. Sempre te via tão ocupado, tão cheio de atribuições... Eu queria ter te dito que gostava de te conhe

“Cum dixerint pax...”

Foto copiada do site http://www.rainbowschools.ca/ por Jénerson Alves Quando disserem: “há paz”, mas os jovens ainda forem extremamente mal-educados, sem significados, sem sonhos, sem altruísmo, o mundo permanecerá sendo um barril de pólvora, pronto para explodir a qualquer momento. Quando disserem: “há paz”, mas os idosos ainda forem lançados em um calabouço social, de modo que os cabelos brancos deixem de representar respeito e serenidade e passem a ser coisa alguma, esta paz dita será apenas um engodo, uma falácia, uma fantasia. Quando disserem: “há paz”, mas as crianças ainda forem desorientadas, deseducadas, desestimuladas, o que haverá será apenas um estado de letargia, de esvaziamento, de desesperança. Quando disserem: “há paz”, mas a alma das pessoas ainda não for o foco das ações dos líderes – de qualquer instância, seja ela municipal, estadual, federal, institucional, sindical, ou qualquer outra –, o que haverá tão-somente será calmaria, massificação,