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sexta-feira, 12 de agosto de 2022

“O cordel exige regras que devem ser respeitadas”, explica Espingarda do Cordel

 

Continuando nossa série de entrevistas, conversamos com o poeta popular Espingarda do Cordel. Ele faz uma análise do cenário cultural e conta um pouco de sua história e projetos. Confira:






O seu nome é ‘José Antonio’. De onde veio a ideia de assinar os trabalhos como ‘Espingarda do Cordel’?

Surgiu a partir de um concurso do qual participei, realizado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). O mesmo exigia em seu edital que os cordéis concorrentes não fossem inscritos com o nome original do autor e sim com um pseudônimo para não tendenciar o julgamento da comissão. Por sugestão de um grande amigo, o qual também é poeta e escultor na madeira, chamado Chico Matuto, foi que coloquei o nome Espingarda do Cordel. Tendo uma boa colocação no concurso e sendo visto de forma única e engraçada pelas pessoas, vi que seria um nome marcante para se trabalhar e hoje é o meu nome artístico, adotado há mais de 17 anos. Essa é a história, mas o significado é que, sendo Espingarda do Cordel, eu atiro poesia, levando sempre uma mensagem de reflexão, humor e paz por onde a nossa arte consegue chegar.

O Cordel é uma arte com muitas exigências. Como você avalia a produção contemporânea no Nordeste?

O cordel, essa arte secular que tanto se difundiu no Nordeste brasileiro, ainda continua vivo em uma boa ascensão. No que diz respeito ao quantitativo de produção, tem mostrado bons frutos, assim como também há muitas coisas que, se formos analisar, estão fora dos padrões exigidos para tal gênero literário. A poesia é livre e pode ser empregada da maneira que o autor desejar, no entanto o cordel exige regras que devem ser respeitadas, pois quando não são levadas em consideração tiram a originalidade do mesmo.

Assim como a música precisa de ritmo e melodia para ser harmônica, o cordel precisa de rima, métrica e oração para manter a sua harmonia. Porém, muitos têm desrespeitado esses quesitos, vejo que é por falta de compromisso com a arte e capacidade poética mesmo, mas quero aqui ressaltar que o cordel nordestino tem muitos bons autores e que esses Mestres devem ser vistos como espelhos para as demais gerações.

Você idealizou a coleção Viva Cordel. Como surgiu a ideia?

Eu quis dar uma nova roupagem ao cordel no que diz respeito à sua estética, melhorando a qualidade gráfica e trazendo cores vibrantes em suas capas, usando desde a tradicional xilogravura - um outro expoente do meu trabalho - até estampas de outras culturas tradicionais do oriente. Despertando, assim, a atenção do leitor pela beleza visual e o envolvendo em seguida com a literatura.

Além de declamador e poeta, você é promotor de eventos. Como estão os preparativos para o festival que acontecerá neste mês em Caruaru?

Estão caminhando bem, com as graças de Deus e o apoio que sempre contamos com o povo da cantoria e os empresários que têm sensibilidade pela arte. Este ano será a 14ª noite dos poetas cantadores, e estamos trazendo dez grandes nomes do repente nordestino; são eles: Fenelon Dantas, Zé Viola, Rogério Menezes, Sebastião Dias, Raimundo Caetano, Edvaldo Zuzu, Erasmo Ferreira, Daniel Olímpio, João Lourenço e Hipólito Moura, além da participação especial do declamador Raudenio Lima. A apresentação será por nossa conta.

O evento será realizado no teatro do SESC Caruaru no dia 26 de agosto, tendo início às 19h30. O ingresso custa vinte reais, quem quiser fazer a sua reserva é só entrar em contato conosco através do número 081 99934.6486.


Convidamos a todos para essa grande festa!


Deixe-nos uma estrofe marcante em sua carreira…

Fui dormir desejando o sol ardente
Acordei, avistei o céu cinzento
E parei pra pensar por um momento
Veio um raio de luz na minha mente
Vi que a vida não é tão diferente
Se parece demais com as estações
Com mal tempo, com atribulações
Registrando passagem em toda era
Porém Deus sempre manda a primavera
Perfumando de amor os corações.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Andreza Ferreira: “Gosto de fotografar as coisas como elas são”

 


Vamos começar mais uma série de entrevistas semanais no Instagram e no Blog. Agora, com a fotojornalista Andreza Ferreira, que fala sobre os desafios e as delícias da arte de fotografar. Confira.


Na sua opinião, fotografia é arte?

Sim, eu considero arte, porque requer habilidade e sensibilidade no olhar. Isso são características de um artista. Há fotógrafos e fotógrafos. Há crianças que fotografam bem, no enquadramento correto, por exemplo; mas existem os artistas, que contam uma história em uma foto – ou em um ensaio, que é uma sequência de fotos no mesmo ambiente. Às vezes, nem precisa contar uma história, mas retratam uma pessoa captando uma expressão da pessoa em uma foto só.



Você faz fotografia lifestyle de família. Quais os desafios e delícias deste segmento?

Fazer fotografia lifestyle de família é uma das minhas favoritas. Para mim, o maior desafio é lidar com uma cultura impregnada em algumas famílias de querer fazer fotos iguais às de outras pessoas. Entendo que cada família é única e quero registrar essa autenticidade. A delícia de fotografar em família é registrar a verdade daquela família, inclusive das crianças, de maneira natural e tranquila.

Outra coisa muito legal é ter contato com várias famílias, acompanhar o crescimento delas. Fotografo desde 2013. Então, registrei fotos de bebês que hoje já são grandes. Isso é emocionante, pois posso acompanhar e conhecer novas histórias que fazem parte do ciclo da vida.


A sua formação em Jornalismo gera impactos em sua produção atual?

Com certeza, faz total diferença. Talvez se eu tivesse começado a fotografar sem essa formação, eu não fosse tão feliz e realizada hoje. Eu comecei o curso de Jornalismo sem nem pensar em fotografia. Foi durante a cadeira de Fotojornalismo que me apaixonei pela área. Para mim, a melhor coisa do mundo é registrar as coisas que acontecem. Gosto de fotografar as coisas como elas são, seja um parto, uma festa infantil ou uma campanha política.


Que mensagem você daria a quem deseja ingressar no mercado da fotografia?

Para quem deseja entrar na fotografia, sugiro que faça alguns questionamentos, como eu fiz para mim mesma. Pergunte-se: “eu gosto mesmo de fotografa?”, porque, mesmo gostando, surgem situações que nos põem em dúvida sobre seguir ou não. É muito cansativo, muito exaustivo. É fotografar, selecionar, editar… você trabalha antes, durante e depois.

Após decidir viver de fotografia, você tem de se jogar. É preciso ter um equipamento adequado. O olhar é mais importante, mas um bom equipamento ajuda bastante – e isso é muito caro. E, sempre se informa. Ouça música, assista a filmes, treine a sua sensibilidade, perceba as pessoas. Seja um bom observador. E, principalmente, seja humano. Como em outras áreas, há pessoas que entram na fotografia só pensando em dinheiro, mas isso não é tudo. Faça parte do processo. Seja humano e amigo dos seus clientes, isso vai gerar confiança e levar você para muito longe.





sexta-feira, 6 de maio de 2022

Raianne Santos retrata as dores e delícias de ser mãe

 

Escritora e policial, Raianne Santos descreve os desafios atuais de ser mãe. Nesta entrevista, ela conta um pouco de sua história e projetos editoriais. Confira:



Você é autora do livro ‘Mãe Moderna’ (Literando Editora). De que trata a obra?
Sou autora dos livros "Mãe moderna e filha". No livro, falo sobre a maternidade, a luta, a superação. Além da loucura e correria geradas pela aventura da criação dos filhos, as mães reais precisam lidar também com julgamento, comparação e muita ansiedade, além da alegria, a dor e os infortúnios de suas próprias histórias.
Através da leitura de "mãe moderna", você percorrerá o caminho dos principais dilemas maternos. As delícias e as dores de ser mãe, são retratados em histórias inspiradoras na visão de uma mãe que as exprime de forma envolvente.


Em sua escrita, há muito do ‘ser mãe’. Como a maternidade mudou sua vida?
A maternidade foi um divisor de águas, foi uma descoberta do amor mais verdadeiro, também a percepção de uma força incrível em prol de um ser que depende totalmente de você, minhas filhas são um pedacinho do céu. O maternar é aprender diariamente e dedicação e amor.


Além de escritora, você é policial. Como é o desafio de vivenciar uma profissão tão dura e conduzir o lar com leveza?
Esse é um grande desafio de não trazer o trabalho para casa. São dois mundos distintos; meu lar, no qual tem muito amor; o outro, um mundo de muita maldade, violência, conviver com a pior parte do ser humano.

Quais seus projetos literários para 2022?
Estou com um projeto editorial em andamento e pretendo fazer dois lançamentos esse ano .

sábado, 30 de abril de 2022

Jefferson Moisés: “Sou apenas um brincante e misturador das palavras”

 



Poeta declamador e cordelista consagrado, Jefferson Moisés é um dos mais autênticos defensores da cultura nordestina. Nesta entrevista, ele fala sobre a importância da Literatura de Cordel e os rumos desta arte na região. Confira:



Conte-nos como começou seu envolvimento com a Literatura de Cordel...
Jénerson, o primeiro contato com a poesia foi ainda na infância, mas eu não imaginava que se tratava de literatura de cordel, acreditava sim, que fosse apenas uma poesia contada por algum poeta, que foi justamente quando meu pai comprou uma fita cassete do poeta e cantor Amazan declamando essas poesias engraçadas, então acabei memorizando rapidamente e assim declamava para os amigos, eu me sentia bem fazendo aquilo mas, foi no ano de 2017 através do poeta Nelson Lima que eu tive esse interesse para ter o conhecimento do que era literatura de cordel e vi que era algo bem mais do que imaginava, uma literatura com regra, praticamente com matemática devido
à sua metrificação, suas rimas, todo esse conjunto de regras. Então, foi justamente nesse ano que eu acabei mergulhando mais a fundo nessa Literatura e a cada dia estou pesquisando, procurando mais informações, aprendendo com grandes poetas, com os repentistas, pessoas ligadas a literatura de cordel e já são 5 anos declamando, escrevendo as minhas poesias e continuo me sentindo bem fazendo isso.



Na sua opinião, ser poeta é um dom ou uma habilidade adquirida com estudo?
Quando se olha as trajetórias dos poetas Patativa do Assaré e Leonardo Bastião como exemplo, você observa poesias magníficas de poetas que não tiveram estudos, que não frequentaram escolas ou se frequentaram foram por pouco tempo em sua infância, então esse é um grande exemplo de Dom, eles receberam o dom de poeta, mas sim pode se adquirir essa verve poética com estudos, com pesquisas, com leitura, que é o que estou fazendo. Na realidade, nem me considero poeta; sou apenas um brincante e misturador das palavras.


Você também é ator. O conhecimento no teatro favorece sua performance poética?
Apesar de estar sentindo falta de atuar no teatro apresentando alguma peça, esquete, sim ajuda bastante na performance poética pois o teatro deixa você mais "sem vergonha", assim posso dizer, e sabemos que muitas pessoas têm dificuldade de falar em público, lidar com a plateia, na verdade nunca tive essa dificuldade, sempre fui muito amostrado, no sentido bom da palavra, era o palhaço da turma, enfim.
Mas tem me ajudado sim a transmitir o sentimento que a escrita quer passar ao público.


A internet favoreceu a valorização do Cordel?
Falaram que o Cordel iria desaparecer com a chegada do rádio e o Cordel foi inserido no rádio, como falaram com a chegada da televisão e o Cordel foi parar nas novelas, filmes e minisséries e com a internet a mesma coisa. Lembro Jénerson, que fizemos uma peleja virtual, publicamos na rede social... Eita, até rimou...
Anunciamos o nosso CD versos diversos todo no formato de cordel também na internet, como também publicamos o nosso cordel em homenagem aos cem anos do time do Central de Caruaru, então a internet tem sim ajudado a valorizar nossa Literatura como tem facilitado na pesquisa de sua história e também dos poetas.


sábado, 16 de abril de 2022

“O Evangelho instiga o estudo, a análise, o exame que requer leitura”, diz Nédia Galvão

 

Bacharel em teologia e pós-graduada em ciência da religião, Nédia Galvão é colaboradora dO Jornal Batista e uma das mentes férteis que engrandece o país. Nesta entrevista, ela fala sobre os desafios da escrita e a relevância da leitura. Confira:




Você tem uma vasta produção textual. Como despertou o talento para a escrita?
Olá! Antes de tudo expresso minha gratidão por este honroso convite. Não me considero com uma vasta produção textual, sei que sou como uma gota d'água em um oceano de tanta gente boa que tem inúmeras obras produzidas. Mas, tenho sim alguns trabalhos, artigos e resenhas publicadas em revistas. Tenho um e-book e escrevi um capítulo em um livro multidisciplinar. Também tenho tido o privilégio de publicar alguns textos no Jornal da Convenção Batista Brasileira.
Escrever para mim é uma forma de expressar e repassar conhecimento, simplesmente amo! Essa relação de intimidade com a escrita é desde minha infância. Sou da época da escrita cursiva, então lápis e papel eram meus brinquedos preferidos. Com lápis e papel na mão minha imaginação ia longe, eu escrevia estórias e viajava nelas. Eu era a chatinha da turma, a taxada de intelectual, por trocar muitas vezes as brincadeiras em grupo por um lápis e papel.


Qual o desafio de escrever e publicar na internet, onde há uma grande ‘enxurrada’ de informações?
A internet é um divisor de águas na vida daquele que nasceu em uma época sem ela, que é o meu caso. Costumo dizer que toda essa enxurrada de informações às vezes mais desinforma e deforma que informa. Isso é paradoxal, mas é exatamente assim!
Para falar dos desafios, porque são muitos, de escrever e publicar na internet, teríamos que fazer uma abordagem filosófica e sociológica o que daria "pano para mangas", mas de maneira sucinta, um dos maiores desafios é passar a mensagem de forma que o leitor compreenda o que está escrito na íntegra, sendo que hoje enfrentamos o problema grave da interpretação.
E nessa onda de interpretação pessoal que está em voga o que se escreve pode ser distorcido do significado original e aí é a ruína do texto.


Na sua opinião, a igreja tem, de um modo geral, incentivado a formação de leitores e escritores?
A igreja como instituição já foi grande incentivadora na formação de leitores e escritores. Hoje temos presenciado um declínio nesse incentivo. O grande número de analfabetos bíblicos nos nossos arraiais é comprovado pela observação.
As pessoas na igreja não falam mais com base na Bíblia, até porque não leem, ou se leem, leem textos fragmentados, aleatórios sem se ater a contextos e ao próprio texto na sua inteireza. Isso é triste!
Daí os achismos, as opiniões pessoais e até as filosofias e ideologias absorvidas por meio de uma doutrinação ferrenha que em nada tem a ver com o Evangelho.

Esse é o contexto de uma forma geral. Pessoas assim são mais fáceis de manipular.
Porém, o Evangelho instiga o estudo, a análise, o exame que requer leitura. É certo que nem todo leitor é um escritor, mas no que se refere à vida cristã, aquele que teve o privilégio e oportunidade de ser alfabetizado, tem a obrigação de ser um leitor assíduo das Escrituras que é o manual de fé e conduta do cristão.
Meu conselho é: não espere incentivo para ler, tome você a iniciativa, a princípio pode ser enfadonho, cansativo, mas com o tempo se tornará prazerosa a leitura da Bíblia e outros livros. Depois que a gente embarca nessa não dá vontade de sair.


Quais seus próximos projetos? Há algum livro em construção?

Meus projetos são tantos!!! Continuo com a mesma mente fértil da infância, minha mente vive borbulhando em pensamentos do que desejo fazer.
Meus próximos projetos são ler os livros que estão na minha estante me aguardando pegá-los, grifá-los, escrever à margem de cada capítulo meus resumos, enfim, essa é uma corrida que para mim não tem fim.
Continuar escrevendo também faz parte dos projetos, quero terminar de ler um livro de filosofia e resenhá-lo. Também estou com plano para um artigo que já está engatilhado, precisando de alguns ajustes.
Enfim, continuar estudando, lendo, escrevendo e repassando conhecimento são projetos que quero dar continuidade, é o que amo fazer.
E quanto a um livro, não tem nada em construção, mas dá pra acreditar que penso nisso?! Rsrsrs.




sábado, 19 de março de 2022

Rodrigo Inosoja: “Sou grato a Deus por ter me dado o dom da poesia”

 


Poeta popular e grande divulgador das raízes culturais nordestinas, o jovem Rodrigo Inojosa conta para nós um pouco da sua trajetória, regada a muita poesia. Confira:



Como começou seu apreço pela poesia popular?

Jénerson, meu primeiro contato com a poesia popular se deu através do rádio, como todo casa do interior o uso do rádio lá em casa era muito comum, através dele comecei a escutar programas de repentistas, programas de forró e conhecer os grandes nomes da nossa cultura. Entre eles estavam Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do pandeiro, Geraldo Amâncio, Ivanildo Vila Nova, Valdir Teles e tantos outros nomes da nossa cultura. Mas sempre tive um carinho especial pela cantoria de viola.


Além de declamar, você também canta de improviso. Como é, para você, transitar por essas artes?

Sou grato a Deus por ter me dado o dom da poesia! De início comecei minha vida declamando, há uns três anos por incentivo dos poetas Geraldo Amâncio e Valdir Teles (Em Memória) comprei a viola e tive a honra de cantar com ambos. A emoção de poder cantar com meus ídolos é mágica, não tenho nem palavras para expressar. Da mesma forma da emoção que sinto quando subo em um palco para recitar. É um puro estado de poesia.


Você utiliza as redes sociais como uma forte ferramenta de divulgação da cantoria. Como começou esse trabalho?

No início comecei a postar fotos e vídeos das minhas apresentações, com o crescimento da poesia nas redes sociais, que eu acredito que se deu pelo grande sucesso de Braúlio Bessa levando a poesia popular para rede nacional, comecei a criar vídeos recitando poesia para postar no instagram. Deu tão certo que hoje nós temos uma das maiores Lives de cultura popular do Brasil, o “Cuida que é Mêi-Dia! Live que ocorre toda quinta feira ao meio-dia no meu instagram @rodrigo.inojosa


Você já foi entrevistado em rede nacional, no Globo Repórter. Como foi a experiência?

Foi uma ótima experiência, pude ajudar a contar em versos a história de Jeferson César, filho de agricultor que virou médico, inspiração para muitos! É sempre bom ver a poesia ocupando o lugar que ela merece.



Entre tantos trabalhos, deixe-nos uma das estrofes que marcou sua carreira...

Tem noites que canto mal
Mas quando eu canto feliz
Deus me mostra o verso pronto
Eu digo ao povo que fiz
Que nem sempre a língua é dona
Das frases que a boca diz.

Estrofe do grande João Paraibano

sexta-feira, 11 de março de 2022

“Cada um de nós deve buscar aprimorar os talentos”, declara Bruna Glacy Ribas

 



Nascida no Rio de Janeiro, Bruna Glacy Ribas despertou o talento para a escrita desde cedo. Aos 09 anos começou a escrever seus primeiros contos e poemas. Hoje, a jovem possui o talento aperfeiçoado, e seu trabalho recebe muitos elogios. Confira a entrevista:



Entre suas obras, destaca-se o livro ‘Da cor do mar’. Como é o enredo e como pode ser adquirido?
‘Da cor do mar’ é um livro que amei escrever, que conta a história de uma moça que vai trabalhar na casa de um rapaz autista, descobrindo com o passar do tempo, que nunca tinha olhado com mais atenção a pessoas como Dante e que os autistas podem sim, ao contrário do que muitos pensam, levar uma vida normal e de sucesso, desmistificando com isso, muitos preconceitos. Um livro que fala de amor e superação, mas também busca trazer um olhar mais terno voltado a essas pessoas.

Você é uma autora eclética, que escreve de poemas a romances. Como escolhe o gênero literário em que vai escrever?
Dependendo do meu humor, da fase da vida em que eu esteja e das literaturas que esteja consumindo ou dos estudos que esteja fazendo, a inspiração surge naturalmente, conduzindo-me a escrever uma poesia, um conto ou mesmo um romance. Acho que vai muito das influências externas, mas também das aspirações interiores de cada momento meu.

Para ser um bom escritor, é preciso ser um bom leitor?
Acredito firmemente que sem leitura, a escrita pode adquirir uma pobreza, ainda que o autor tenha potencial para escrever. Creio em dons, em talentos, em capacidades natas, mas também que cada um de nós deve buscar aprimorar nossos talentos e, sem sombra de dúvida, um bom escritor deve ser um bom leitor.

Quais são seus próximos projetos?

Estou em pausa no desenvolvimento de uma novela que promete abordar a cultura mineira do início do século passado, tomando com inspiração várias obras brasileiras, dentre as principais, O tempo e o Vento, de Érico Veríssimo.
Além do mais, paralelamente à literatura, estou cursando História, com objetivos na área de arqueologia. Quem sabe mais pra frente eu não una a literatura com a história e lance um livro misturando ambas as coisas? Tudo pode acontecer.

sábado, 26 de fevereiro de 2022

“Estou prestes lançar um projeto chamado Riacho de Cantoria”, anuncia Luciano Leonel

 

Uma das maiores referências do Repente na atualidade, o cantador Luciano Leonel faz uma análise do atual cenário da cantoria e antecipa seus projetos profissionais. Confira:





Há algumas décadas, muitos ‘previam’ que a cantoria de viola estava prestes a acabar. Essas ‘previsões’ foram corretas?
A cantoria que é uma arte de mais de 200 anos de existência, vem ao longo do tempo sofrendo algumas modificações, na forma de ser exposta e na sua própria execução. No entanto, nunca perdeu a sua verdadeira essência e por esse motivo se mantém firme e evidente até os dias atuais, mantendo um ciclo de inovações de repentistas e ouvintes de cantoria, os famosos apologistas. Dito isso, tenho plena convicção que a arte da cantoria só seria extinta se não surgissem novos cantadores, mas por outros motivos acho difícil que acabe, até porque enquanto houver cantadores haverá ouvintes.


O advento da internet ajudou a divulgação da cantoria?

A cantoria poderia estar em um patamar bem mais alto se as grandes mídias tivessem dado a atenção que a cantoria merece. Apesar de hoje ter o reconhecimento como profissão e o repente como patrimônio, a meu ver, a cantoria ainda sofre muita discriminação. A chegada da internet abriu uma janela para cantoria, na qual podemos divulgar e defender nossa arte com mais afinco. Tem sido de suma importância para nossos trabalhos e na pandemia foi uma forma de continuarmos trabalhando mesmo longe do público.

Além do repente, as canções de viola têm alcançando um bom espaço entre o público. Você acha que isso pode, de alguma forma, diminuir a força do repente?

As canções fazem parte de um pacote de gêneros que pertencem à cantoria, mas de forma alguma teria como diminuir a força do repente, até porque sem repente não existe cantoria. Um show só de canções pode ser chamado de qualquer outra coisa, menos de cantoria - algo que só se destaca pelo encanto do improviso.

Quais são seus projetos profissionais?

Atualmente, estou prestes lançar um projeto chamado ‘Riacho de Cantoria’. O nome do projeto faz alusão à cidade de Riacho das Almas-PE, onde moro atualmente e tocarei o projeto. Trata-se de cantorias bimestrais em um local já definido e com transmissão pelo Facebook na nossa página. O projeto contará com sócios colaboradores e amigos apoiadores da cantoria. A estreia está prevista para o dia 19 de maio deste ano.

Há alguma estrofe que você improvisou e marcou sua carreira? Qual?

Foram muitas estrofes, durante esses 24 anos de carreira. Porém, uma que muito se destaca é a que fiz em Campina Grande-PB em 2010, quando me solicitaram o mote ‘Pulei da porta da morte / pela janela da vida’:

A vida não é mesquinha,
Mas tem surpresa de monte.
Vai ser preciso que eu conte
Parte da história minha:
Quando num transporte eu vinha,
Fui vítima de uma batida
E a mão de Deus estendida
Me retirou do transporte.
Pulei da porta da morte
Pela janela da vida.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

"A literatura serve como um espelho que reflete a vida", afirma a professora Sabryna Thais

 



Conversamos com a professora Sabryna Thais, que também é mestranda em Estudos Literários pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Ela analisou a importância da Semana de Arte Moderna na historiografia literária brasileira e comentou sobre o papel da literatura na formação humana. Confira:


Estamos no centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, um tema que ainda gera polêmica. Qual sua visão sobre o assunto?

A Semana de Arte Moderna, sem dúvida, foi um marco na nossa história literária e das artes em geral, e teve sua importância, apesar das críticas e das polêmicas. Os artistas e escritores que participaram desta Semana tinham o intuito de trazer uma nova ‘cara’ para a literatura e para as outras artes. É importante essa renovação das artes, embora isso não implique dizer que devemos nos esquecer do que tínhamos até então. Devemos ter como base tudo de bom que recebemos dos grandes que vieram antes de nós. Porém, essa renovação – que fazia parte do momento histórico vivenciado principalmente em São Paulo – precisava ser demonstrado nas artes, e foi isso o que eles fizeram.

A qualidade dos quadros, das pinturas, da literatura produzida na Semana de Arte Moderna pode ser questionada, mas a intenção da mudança é necessária, de épocas em épocas. Então, nós devemos, sim, reconhecer a importância do movimento. Não somos presos à Semana de Arte Moderna, podemos criticá-la, mas hoje nós nos apoiamos naquilo que eles fizeram, tanto quanto com o que foi feito por aqueles que vieram antes, antes e antes.



Os autores da Semana de 1922 eram realmente talentosos ou foram ‘massificados’ midiaticamente e pela universidade?

Bom, os autores da Semana de Arte Moderna eram, sim, talentosos. Por exemplo, Oswald e Mário de Andrade têm seus talentos reconhecidos pelos críticos e pelo público. Porém, talvez, pela ânsia da ruptura, entraram um pouco por uma questão midiática, revolucionária, a vontade de agradar um grupo. Isso não quer dizer que não devam ser apreciados.



Do ponto de vista literário, a Geração de 1930 ‘sepultou’ a de 1922?

Na literatura, principalmente, nós nos apoiamos nos grandes escritores do passado. Então, mesmo os autores de 1930 buscando uma certa ruptura com os autores de 1922, eles dão continuidade ao Modernismo, dentro de bases e colunas. Então, não acho que a Geração de 1930 ‘sepultou’ a de 1922: ela se uniu e trouxe uma nova face, inaugurando uma nova fase, em nossa literatura.



Como você enxerga a importância do ensino de Literatura na Educação Básica?

O ensino de Literatura na Educação Básica é de extrema importância. Primeiro porque quem não lê bem não consegue desenvolver o que tanto se fala na educação brasileira, que é o pensamento crítico. Aplicar a Literatura desde cedo pode mudar todo um cenário futuro da Educação, com implicação nas outras áreas – Ciências, Matemática, Química, etc. Isso porque, através da Literatura, os estudantes vão saber interpretar o que estão lendo. Hoje, vemos que muitas vezes os alunos erram porque leem, mas não conseguem decodificar o que está escrito. Então, acredito, sim, que a Literatura deve ser trabalhada desde cedo nas escolas, e trabalhada bem.



Em que a literatura (sobretudo a clássica) contribui para a formação do ser humano?

A literatura contribui na formação do ser humano no sentido de que ela nos ajuda a observar. Ela serve como um espelho que reflete nossa própria vida e a vida dos nossos pares. Ela contribui para que possamos nos entender e entender nosso próximo e, assim, convivermos melhor. Passamos a ter consciência de que outras pessoas passaram e outras passarão pelas tristezas, angústias e sentimentos que eu passo hoje. Os personagens nos trazem tipos humanos, que são os mesmos desde os primórdios da antiguidade até hoje – e sempre serão. A literatura trata dos assuntos universais, que Aristóteles fala, que não vão mudar. As sociedades mudam, a cultura muda, mas o ser humano muda muito pouco. Então, a partir da literatura a gente consegue buscar um processo de individuação e sermos pessoas mais empáticas e compreensivas quanto ao outro e ao mundo. Sem dúvida, isso também nos ajuda a pensar, raciocinar, falar e contribuir melhor no convívio em sociedade.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

‘Clube do Repente’ completa 15 anos em Campina Grande-PB

Uma vez por mês, poetas e amantes da cantoria de viola têm um destino certo em Campina Grande-PB: o Restaurante Urca Grill (que fica na Rua 13 de Maio, 164), onde acontece o projeto ‘Clube do Repente’. Sempre com uma dupla de cantadores diferente, o projeto completa 15 anos de atividades nesta quinta-feira (02). A festa será regada a muita poesia: um show de canções com Antônio Silva e apresentações das duplas Ivanildo Vila Nova & Luciano Leonel e André Santos & João Lourenço. A noitada de viola também será transmitida pelo canal do YouTube (Iponax Vila Nova).

O coordenador do projeto, Iponax Vila Nova, conversou com o nosso blog sobre a história e os rumos do Clube do Repente. Confira:




Como surgiu a ideia de criar o Clube do Repente?
Em 2005, eu comecei a apresentar um programa de rádio. Já vivia profissionalmente da declamação desde 2000. Então, tudo é uma questão de querer se consolidar na profissão. Eu percebi que, além do programa de rádio, teria de promover eventos mensalmente. Naquela época, eu também apresentava um programa de TV voltado para o forró, mas eu também declamava alguns poemas. Então, passei a investir em meu nome, como apresentador, declamador e promovente.

Eu já havia escutado falar que algo parecido com o Clube do Repente já havia sido promovido em Pau dos Ferros-RN, mas durou apenas seis meses, pois os promoventes colocavam apenas a mesma dupla e isso desestimulou a participação do público. Então, defini que teria de ser uma dupla diferente todo mês, para que durasse, mas eu nunca imaginaria que fosse durar tanto!


Quais os principais desafios encontrados na promoção de eventos sistemáticos como este?

É preciso estar o tempo todo motivando o povo. Sócios saem, outros entram. Há alguns que estão desde o começo e formam uma base. O desafio de hoje é manter o número de sócios pagantes para garantir o cachê dos cantadores.

Com o formato híbrido, via YouTube, a gente tem de motivar os amigos que estão acompanhando on-line a colaborarem pagando também. Agora, temos de pagar uma equipe técnica, algo que não tínhamos até o ano passado. Então, a despesa aumentou, mas a arrecadação também aumentou. O desafio é se manter motivado, manter o gostar sempre aceso – e isso eu tenho mantido, de diversas formas, além de buscar que novos sócios apareçam.


Ao longo desses 15 anos, de que forma o Clube contribuiu para os artistas – novos e veteranos?

Eu acho que o Clube do Repente virou uma marca. No tempo da pandemia, durante dois meses conseguimos 60 apoios de R$ 300 – nós chamamos de ‘voucher repente’. A família do Clube do Repente deixou de ser só no espaço físico da cantoria, mas também grupo no WhatsApp. Alguns sócios moram fora de Campina Grande-PB.

Através da força do Clube do Repente, vieram o Fenoger (Festival de Repentistas da Nova Geração), o Femi (Festival Mulheres do Improviso), o Estado contra Estado. Também é um espaço para os cantadores aumentarem sua visibilidade e condições de convites e parcerias. Temos projetos bimestrais em outras cidades, com o Clube do Repente à frente.



Quais os projetos para o Clube? O que podemos esperar nos próximos 15 anos?

Vou tentar manter este projeto por muito tempo. Quem chega em 15, chega em25, quem sabe em 30 também. Continuar promovendo festivais como o Estado contra Estado, o Fenoger… produzir novas ideias, como a noite das canções, ou um circuito com a marca do Clube do Repente. E nunca tirei da cabeça o projeto de criar o programa Clube do Repente na TV. Espero que a gente consiga.

sábado, 20 de novembro de 2021

“Há ainda um mundo de autores negros e autoras negras que produzem e não têm visibilidade”, afirma Sílvia Jussara

Quando se fala em Literatura, a mestra em Letras Sílvia Jussara Barbosa dos Santos Domingos é uma das maiores referências em Caruaru e região. Doutoranda em Literatura e Interculturalidade, ela contribuiu e contribui na formação de novos docentes e apresenta uma visão ampla, que vai além dos livros e se espraia pela vida. Nesta entrevista, exclusiva ao nosso blog, Sílvia Jussara analisa o cenário da Literatura Negra no Brasil e aponta caminhos para mudanças.



O Brasil ainda precisa conhecer melhor a literatura produzida por negros brasileiros?

Sim. Definitivamente sim. Há ainda um mundo de autores negros e autoras negras que produzem e não têm visibilidade. Há muitas obras, escritas pelo negro e negra brasileiros que estão à espera de serem lidos, discutidos e apreciados por diversos leitores.


Na sua visão, as licenciaturas de Língua Portuguesa e Literatura têm apresentado uma visão mais ampla sobre a literatura negra aos futuros professores de línguas?

De modo geral, sim. Contudo, ainda é pouco devido ao tempo que essas produções ficaram esquecidas e silenciadas, como também, ainda é pouco diante da diversidade de obras e autores que temos.


Pode-se afirmar que há um certo “preconceito” no cânone literário estudado atualmente?

O cânone ainda é, ideologicamente, eurocêntrico e estadunidense. Contudo, o leitor, na sua emancipação, é capaz de romper com o cânone para escolher esta ou aquela obra. É, também, papel do professor apresentar ao estudante obras e autores extraordinários que estão fora do cânone.

De que forma a literatura pode contribuir para acabar com o preconceito e o racismo?

Sartre diz que a literatura nos chama à liberdade, Deleuze diz que ela é o devir de tudo, Rancière diz que é a potência da vida. Então, na verdade, a literatura pode tudo porque é a própria vida.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Sammis Reachers lança novo livro; confira entrevista exclusiva

 


Nascido em 1978, o autor fluminense Sammis Reachers tem uma profícua produção literária. Ele é poeta, escritor, editor e antologista. Agora, está lançando o livro ‘Renato Cascão & Sammy Maluco: uma dupla do balacobaco’. Na obra, o autor – que, embora natural de Niterói-RJ sempre viveu no município fluminense de São Gonçalo – relata as peripécias vivenciadas nos anos 1980. O livro impresso está disponível para a venda em contato com o autor. A versão on-line é gratuita.

Sammis Reachers conversou com o nosso blog com exclusividade, contando detalhes de seu trabalho. Confira:



Você é autor de vários livros de poesia e de prosa. Como surgiu a ideia de escrever ‘Renato Cascão e Sammy Maluco’?

Eu mantenho uma coluna num jornal local daqui do município de São Gonçalo-RJ, nomeado justamente de Jornal Daki. Ali tenho a liberdade do editor para publicar contos, crônicas e artigos. Um dia, ao publicar um “causo” de humor acontecido, nos idos dos oitenta, aqui no bairro, a título de crônica, me despontou a ideia de criar mais textos na mesma linha. Logo surgiu a ideia de um livro enfeixando as crônicas, acrescido de muitas outras e tendo por tema de fundo minha amizade com o Renato, um amigo do tempo que infelizmente já não está entre nós. Assim, a vontade de narrar se uniu ao desejo de homenagear, de alguma maneira, a memória do amigo.



Escrever humor é um desafio?

Sim, escrever humor é desafiante! Sempre sonhei em trabalhar com prosa de humor, mas isso demorou a acontecer, pois a poesia veio primeiro e ocupou bastantes espaços (rsrs). O prazer de fazer as pessoas sorrirem é inigualável. Um meu livrinho anterior, Rodorisos: Histórias hilariantes do dia-a-dia dos rodoviários, foi minha “estreia” no gênero, e sua repercussão foi tão positiva, notadamente entre pessoas que quase ou nunca haviam lido um livro antes, que entendi que o mar estava favorável. E assim temos navegado neste oceano tão prazeroso tanto para quem lê, quanto para quem escreve.






O livro traz um olhar sobre a infância de algumas décadas atrás. Há uma nostalgia nas narrativas?

Sim, há um tom nostálgico perpassando a narrativa. A década de oitenta, palco dos eventos, tem toda uma peculiaridade, e falar sobre ela traz, por si só, um saudosismo. A infância também era outra, pois fui das últimas gerações a aproveitar a rua na acepção positiva e plena do termo. Assim, o leitor de mais idade certamente se identificará com os relatos, até mesmo pela, de certa forma, universalidade dos mesmos.



Com o advento da internet, você acha que as novas gerações ficarão distantes de brincadeiras mais pueris, como as apresentadas no livro?

Infelizmente esta é uma certeza, constatável ao simplesmente sair portão de casa afora, seja aqui nas ruas algo violentas do RJ, seja aí em seu estado, pelo menos nas maiores cidades. O apelo da internet, redes sociais e jogos eletrônicos é fenomenal, e difícil de ser “combatido”, se é que podemos utilizar essa palavra, por atividades que envolvam o mano-a-mano, o movimento físico e lúdico característico das brincadeiras “de rua”.

Creio que cabe aos pais ensinar a seus filhos algo desse riquíssimo patrimônio cultural que nos formou, antes que ele se perca, ou subsista apenas em páginas de livros e rolos de filmes documentários.



Quem quiser adquirir a obra, como deve fazer?

A obra é facultada a todos, na sua versão em PDF. O download é gratuito! Já para aqueles que desejam adquirir o livro impresso, podem escrever para meu e-mail: sreachers@gmail.com . O livro possui 116 páginas e é ilustrado. O custo é de 25 reais, já com frete por Correios incluído. A tiragem inicial foi pequena, mas há boa possibilidade de, dentro de algum tempo, fazermos uma nova prensagem.


Para baixar o livro em PDF, clique aqui.



Praia ao luar

  Certamente Caspar David Friedrich é o nome mais famoso do romantismo alemão. Nascido no dia 05 de setembro de 1774 na cidade de Greifswald...