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Mostrando postagens de 2012

O que temos a aprender com os maias

Nos últimos dias, não se fala de outro assunto a não ser os supostos prognósticos maias acerca do fim do mundo. Alguns interpretam que no dia 21 de dezembro de 2012 a Terra será palco de enormes cataclismos, como tsunamis, maremotos e até mesmo haverá colisões com cometas e outros planetas. Não quero entrar no mérito da discussão sobre a data e seus conjecturados eventos. Quem conhece o versículo 36 do capítulo 24 do Evangelho de São Mateus – “Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente o Pai – não se preocupa com esse tipo de discussão. Outro tipo de análise, portanto, é a minha proposta. Como a visão maia sobre o tempo era cíclica, na verdade a ‘profecia’ marca o início de um novo período. Desta feita, o mundo de materialismo e ódio, a partir de 21 de dezembro, iria passar por um processo de transformação e se tornar mais espiritualizado e amável. E é aqui onde quero chegar. A necessidade que a própria igreja de Jesus Cristo

Jénerson Alves, amigo poeta

Por Paulo Nailson, no Jornal de Caruaru     Ele é natural de Palmares, mas reside em Caruaru desde 1988. Aprendeu a ler sozinho, aos 4 anos de idade. Seus primeiros versos foram escritos aos 13, participando de festivais e saraus escolares.   É autor de vários cordéis e tem dois CDs de poemas declamados – ‘Sementes de Amor’ e ‘Do clássico ao matuto’, este em parceria com Nerisvaldo Alves. Formou-se em Jornalismo pela Faculdade do Vale do Ipojuca (Favip) e cursa pós-graduação em Gestão Pública pela Faculdade Educacional da Lapa (Fael). Foi assessor de comunicação do Colégio Interativo de Caruaru. É repórter do Jornal Extra de Pernambuco e professor no Colégio Criativo (Caruaru).Através de poemas e sonetos, o repórter do Extra Jénerson Alves vai além das apurações e notícias. Quem ainda não conhecia o lado poeta do jornalista, terá essa oportunidade através do livro ‘Depois que a chuva passar’. Integrante da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel (ACLC), Jéner

O estilo “Jénerson” de escrever

Por Ananda Cavalcante, em Mói de Tradição   Como identificar um texto de Jénerson Alves? O estilo dele é bem característico, e apesar de inspirar-se em autores regionais populares, Jénerson consegue atingir a sua origiinalidade e passear pelo vocabulário regional em qualquer tema, essa é uma das particularidades dele, poetizar seu regionalismo, trazendo o que há de mais nordestino de forma sutil e leve. Como podemos ver nesse trecho do poema “ Manual de instruções ”.   “Se eu conseguisse encontrar Teu Manual de Instruções, Tuas configurações Iria modificar... Iria conectar Tua mão à minha mão[...]”   O uso do pronome "teu", é uma das marcas afetivas que ele usa de modo que não deixa o “ nordestinês ” tão explícito e ao mesmo tempo não foge à raiz. Tem uma forma única de falar do ser humano e dos sentimentos. Em suas escritas vê-se um amante da literatura regional realçando suas palavras de acordo com o seu estilo. Nota-se também uma pessoa religiosa

Pra voltar pr'o meu planeta...

Às vezes penso Que não sou desse planeta, Devo vir de algum cometa Microcosmo ou coisa assim, Pois verto pranto Dos supérfluos sorrisos E os indignos paraísos São infernos para mim... Já não aguento Toda essa inquietude, Nem o real me ilude, Nem em sonho o sonho ocorre Minhas palavras Vão ao vento que declaro, Cabisbaixo apenas paro, Mas o mundo inteiro corre... Eu corro os olhos Num cenário que discorre E enquanto o povo corre Fico feito estatueta Na trave entravo Entravando nesta trave Quem me dera achar a nave Pra voltar pr'o meu planeta... Jénerson Alves, 24.10.2012, às 15h56

Manual de Instruções

Se eu conseguisse encontrar   T eu Manual de Instruções, Tuas configurações Iria modificar... Iria conectar Tua mão à minha mão, Pra sentires a emoção Que o meu coração sente, E eu viver eternamente Dentro do teu coração. Se eu tivesse condição D e controlar teu olhar, Eu te faria mirar A minha triste visão... E em vez de dizeres ‘não’ (Palavra que me consome), Saciarias a fome Da minha paixão infinda E a tua voz tão linda Só falaria o meu nome... Se há um Manual que dome O teu gênio impetuoso, Vou buscá-lo sem repouso Pois meu desejo não some... Te ensinaria o pronome Que precisas aprender, Que é para o teu eu saber Que a banda dele sou eu, Pra todo teu eu ser meu, Pois já é teu o meu ser. Se um dia acontecer De eu, por algum motivo, O teu cardápio afetivo Preparar, tu podes crer Que eu iria oferecer O pomo puro do amor   (Cuja essência cura a dor E elimina as cicatrizes), Advindo das raízes Do jardim do Criador. Se eu tivesse o valor

Meu sonho

Eu sonho que o mundo se torne um imenso jardim, Que o aroma das flores do amor se espalhe no ar. Que a orquestra de pássaros entoe um hino sem fim E a vida se torne um poema pra quem sabe amar. Eu sonho enxergar arco-íris nos meus horizontes, E o céu outrora cinzenta cinzento se converta em cores, Que barrem barreiras e aprontem milhares de pontes, E os homens projetem projéteis que disparem flores. Eu sonho que todo esse sonho se torne real, Ouvindo a canção dos anjos, o Rei me chamar, Romper os limites do Cosmo com o Pai Divinal Até um Palácio nas nuvens que eu chame de Lar. Jénerson Alves, 20-05-2012, às 15h.

É melhor estar sozinho...

Como está se aproximando O Dia dos Namorados Vejo por todos os lados Pessoas se "apaixonando". Eu paro e fico pensando Que amor jamais é pesado, Nem vendido, nem comprado, Nem nasce com "empurrãozinho", É melhor estar sozinho Do que mal acompanhado. Pra que dizer no setor Que tem mulher do seu lado Mas se o peito está fechado E nele não brota flor? Pra que fingir ter amor Por quem não tem se importado? Estar com uma agarrado Querendo outra no ninho? É melhor estar sozinho Do que mal acompanhado. É melhor ser mais austero Do que mentir sem razão. É melhor dizer um "não" Que um "sim" sem ser sincero. É melhor dar nota zero Que dar boletim errado. É melhor ser "encalhado" Que se "enrolar" todinho... É melhor estar sozinho Do que mal acompanhado. Jénerson Alves, 07-06-2012, 23h04

Será??

Se eu disser que é em você que eu penso todo dia... Você vai dizer o quê? Sentir tédio ou alegria? Será que você não sabe que eu tenho um coração? E nele, só você cabe, não cabe mais outra, não... Vem para perto de mim, Senta, vamos conversar, Eu tenho histórias sem fim Que desejo lhe contar... Embora seja comum, não deixe para depois... Se é para a gente ser um, Por que é que somos dois? Jénerson Alves, 10-04-2012, às 22h43

Entrevista com "Curumim"

Missionário 'Curumim' fala sobre a questão do choque cultural na vida missionária, em entrevista concedida ao jornalista Jénerson Alves durante o 36º Congresso da Juventude Batista do Agreste de Pernambuco, ocorrido em abril de 2012, na cidade de Caruaru.

Entrevista com Diogo Militão

Missionário Diogo Militão conta ao jornalista Jénerson Alves as dificuldades e alegrias vivenciadas por aqueles que se dispõem integralmente a proclamar o Evangelho de Cristo.

A Tua Glória

Participação de integrantes do Grupo de Louvor da Igreja Batista Emanuel em Caruaru (Ibec) no 36º Congresso da Juventude Batistas do Agreste, ocorrido de 5 a 8 de abril de 2012 em Caruaru.

Por aqui, a pedofilia encontra terreno fértil para crescer

Leonardo Sakamoto , jornalista Que a pedofilia encontra no Brasil um terreno fértil com muitos seguidores, isso é sabido. Imaginem o que seria desta nossa sociedade patriarcal e machista sem as revistas masculinas que transformam moças de 18 anos em meninas de 12? Afinal de contas, se tem peito e bunda, se tem corpo de mulher, está pronta para o sexo, não é mesmo? E se está pronta para o sexo, por que não ganhar uns trocados para ajudar no orçamento familiar? Ao julgar o caso de um homem acusado de estuprar três meninas de 12 anos, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça considerou que ele não cometeu crime porque as meninas já eram prostitutas. “As vítimas (…) já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo. Embora imoral e reprovável a conduta praticada pelo réu, não restaram configurados os tipos penais pelos quais foi denunciado”, afirmava o acórdão. O STJ considerou o artigo 224 do Código Penal que, na época do ocorrido, co

Atitude

Voei célere aos páramos da pureza Fiquei ébrio de graça e de virtude, Pra falar sobre o tema ‘Atitude’ Vi a lâmpada da fé ficar acesa. Pois um age com amor e com destreza, Outro age com ódio e sem pensar, Um que vive em boteco e lupanar, Entre néscios, nefastos e ateus, Outro busca escutar a voz de D-us Lhe dizendo onde deve caminhar. Há quem pense somente em enricar, E um baú com tesouros escondido, Entretanto no mundo é afligido E vê o ímpio cruel a prosperar... Desta feita, começa a questionar As virtudes do trono divinal, Mas quem busca só bem material, Tem um fim consumido por terrores, Só vislumbra os espinhos, não as flores, Passa a agir igualmente a um animal. O cristão tem de ter outro ideal E seguir o exemplo de Jesus, Que humilhou-Se e morreu em uma cruz Quando esteve no clima terreal. Hoje está no Palácio Divinal E o Seu nome é maior entre os demais Pôs um fim às ações do Satanás Trouxe luz para um mundo sem tem cor, Toda língua dirá que Ele é

Um caso de milenarismo negro “protestante” no Brasil Império

Robinson Cavalcanti O período do Primeiro Reinado, Regência e início do Segundo Reinado ( “maioridade” ) foi bastante conturbado por episódios de revoltas regionais e étnicas ou de caráter liberal e republicano, em destaque, no Nordeste, a Insurreição Pernambucana (1817), a Confederação do Equador (1824) e a Revolução Praieira (1848). Desde a Colônia que tivemos episódios milenaristas/quiliáticos no catolicismo popular, cuja raiz está no próprio sebastianismo português (o  “retorno das águas”  de Dom Sebastião, morto na batalha de Alcácer-Quibir), com pretensos messias e instauração de reinos celestiais na terra. Fenômeno que continuou na República com o Canudos de Antônio Conselheiro, e teve até um episódio protestante entre luteranos do sul, com os Muckers de Jacobina Maurer. Naquele tempo os negros, em sua religiosidade, oscilavam entre a assimilação católica de Irmandades, como a de Nossa Senhora dos Pretos ou São Benedito, e a preservação dos cultos animistas de fundo africano. O

Palavras soltas....

Queria dar-te os sorrisos que ainda não floresceram em minha face. Queria dar-te os meus ouvidos, capazes de escutar as batidas do teu coração. Queria dar-te meu olhar (único no mundo que consegue enxergar a tua alma). Queria dar-te os beijos que, em si, trazem resquícios do meu espírito. Queria dar-te a maior porção da minha felicidade para ti, que és a felicidade que habita em mim. ---------------- Sim, meu Pai, Eu choro... Não tenho uma fé inabalável. Não tenho todas as respostas. Não tenho todas as certezas. Sim, meu Pai, Eu tenho um coração impuro, Mas sincero... Sim, meu Pai... Meu coração É Teu.

Amor banal x Amor real

Acabo de dar uma rápida olhada nas mensagens que me chegam via Orkut, Facebook, E-mail, Twitter e celular. Percebo quão banalizadas estão duas palavras que considero da mais alta importância: Amo Você. Reflito diante de frases copiadas não sei de onde e enviadas para “todos os amigos” das redes sociais. Vejo que recebo palavras de carinho on-line oriundas de pessoas que não costumam, sequer, responder a cumprimentos meus no cotidiano. Imagino que esse tipo de gente, que não consegue amar na vida real, deve fazer do mundo virtual uma espécie de válvula de escape, no qual o computador serve de ‘analgésico’ diante da dor provocada pelo vazio existencial que lhes crucia. Na internet, não há contato. Não há estresse, não há ‘cara feia’, não há canseira, não há vida. Há apenas ‘emoctions’ e desenhos bem fofinhos, que tornam a página da web “linda” – mesmo que a página da existência seja marcada por conflitos e inseguranças. Fica fácil amar pelo teclado, mas as quatro letras que formam a pa