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Mostrando postagens de fevereiro, 2014

O pastor que 'cheirou' a Bíblia e o 'cheiro' que fica no ar

Sempre olhei de soslaio para o pastor que ‘cheirou’ a Bíblia . Um ‘coroa’ de 42 anos que age como pré-adolescente, a meu ver, é sempre alguém que possui problemas. O uso de gírias e de uma aparência diferenciada parece necessidade de se expor. Enfim, ele tem tudo para ser mais um produto de marketing religioso do que um religioso autêntico. No sábado (15/02), o pastor Lucinho esteve em Caruaru, ministrando palestras em uma série de conferências. Milhares de jovens – e, sobretudo, adolescentes e pré-adolescentes – compareceram ao evento. Alguns conhecidos me chamaram para lá e eu terminei indo. Nestes tempos de ‘Evangelho’ falso, fácil, a partir do qual tudo que é ‘gospel’ é bonito, fica cada vez mais difícil olhar com otimismo quando surgem nomes nesse meio. Infelizmente. É bem verdade que ouvi certas frases que considero um tanto deslocadas. O pastor Lucinho testemunhou que, quando adolescente, era um ‘estudante chato’. Entrava em controvérsias com professores de maneira

Odeio...

Eu odeio o arrodeio Quando eu escrevo ou leio, Sem ter começo nem fim... Odeio ser um ET Que faz tudo sem o que Que não fala 'não' nem 'sim'; Odeio ser tão estranho, Tão matuto, tão tacanho, Tão horrendo, tão chinfrim; Mas odeio muito mais Não saber me dar cartaz, Não honrar meu folhetim, E odeio muito o dilúvio De lavas, feito o Vesúvio, Que você é para mim.

Experiência de leitura

Foi um presente. Pelos correios, chegou o livro 'O Sertão é meu lugar', de um poeta cearense radicado em São Paulo chamado Moreira de Acopiara. Na obra, uma compilação de poemas simples, bucólicos, com temática regionalista e linguagem coloquial. Como eu já conhecia boa parte dos textos ali impressos, não outorguei, inicialmente, a atenção devida à peça. Contudo, enquanto eu deixava de lado o livro do cearense e mergulhava em outras fontes que jorravam letras, meu pai - mesmo doente - inalava os olores sertanejos advindos da pena do Moreira. Depois de um tempo, quando peguei o livro, percebi que meu genitor não apenas lia a obra, mas também fazia sutis marcações em algumas páginas. Hoje, ter em mãos esse livro é tocar as mãos do meu pai, que já não toca em mais nada.