Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2014

Fim de eleição

Encerrada a eleição, Tão repleta de emoção, De escândalo, de porfia, De reportagens soturnas... Mas, na resposta das urnas, Venceu a democracia. Agora, a oposição Tome nova direção E aja com equidade, Para que em todo arrebol Se faça um trabalho em prol Do bem da sociedade. Agora, demos as mãos, Com respeito, como irmãos, Que o Brasil pra frente vai. Pra quem venceu, o sucesso, Pra quem perdeu, o progresso, E para Lobão? Bye-bye! Autor: Jénerson Alves, 26.10.2014

Escritora critica participação da escola na formação de leitores

Por Jénerson Alves A formação de leitores foi tema da primeira palestra do Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns (Filig). Na ocasião, a escritora colombiana Irene Vasco contou um pouco de sua experiência naquele país, tendo em vista que ela é fundadora do projeto ‘Espantapájaros’, o qual é considerado uma iniciação para autores de livros infantis, bem como também ministra oficinas e participa de contação de histórias. Segundo ela, desenvolver o apreço pela leitura é um desafio dos centros de educação. Quando indagada sobre o papel da escola na formação de novos leitores, ela classificou o cenário como “difícil”. “Na Colômbia, a biblioteca pública é uma grande formadora de leitores. Cada vez, surgem melhores bibliotecas públicas com melhores coleções, os bibliotecários estão cada vez mais entendendo o papel de formação de leitores, de fazer contação de histórias, colocar livros nas mãos das crianças, despertar o interesse pela leitura. A escola, porém, está

Tou doidim

Chega fico zuruó Quando óio pra você, Gostosa ingual manga rosa, Chêrosa feito um buquê. Muié, a tua cintura É do jeito dum pilão, As coxa são vê um toco, Cada peito é um mamão. O prefume do teu corpo Eu guardo no meu nariz, E quase que babo óiano O mexer dos teu quadris. Na hora que você fala, Chega fico arrepiado... Doido pra fazer aquilo Que o padre diz que é pecado. Eu, mesmo assim, meio broco, Fico sempre te óiano... Tu parece atriz de firme Do çunema americano! Oh, menina, eu tou doidim Pra endoidecer com tu. Fica cumigo forever, Mim ame, que I Love you! Jénerson Alves, 02.10.2014

Santinha maliciosa

Teus dotes são valorosos, Misto de gata e rainha: Os olhos maliciosos, O sorriso de santinha. A voz com timbre hipnótico, Roupa que causa mistério, E eu sonho um amor erótico Com essência de etéreo. Um corpo de violão, Um jeitinho de boneca, Diante desta visão Qual o homem que não peca? Mas porque tu não enxergas Que és autora do teu drama? A quem não te quer te envergas, E desprezas quem te ama... Jénerson Alves, 28-09-2014

Isso tudo e muito mais

Seu olhar, uma janela Do palácio da alegria, Corpo que exprime magia E muito me desmantela. Jeito meigo, feição bela, Suas marcas principais. O seu jeito me traz paz, Sua feição me faz bem. Ei, guria, você tem Isso tudo e muito mais. Sua pele é de neném, Mas sua mente é madura, Você é essência pura Do santo aroma do Bem, Tem o cântico do vem-vem, O ritmo dos sabiás, Canção etérea que faz Reacender minha fé, Porque, pra mim, você é Isso tudo e muito mais. Eu quero pôr em seu pé Peças raras, honrarias, As mais finas pedrarias Das montanhas do Tibet, Um passeio por Gorée, Turismo nas capitais, Ametistas e cristais, E de pérolas um colar, A você eu quero dar Isso tudo e muito mais. Lhe convidar pra jantar Com um papo harmonioso, Num recinto luxuoso E depois deixá-la em seu lar, Ouvir o doce estalar Dos seus beijos divinais E os gemidos sensuais Do tresloucado prazer... Com você quero fazer Isso tudo e muito mais. Jénerson Alves, 2

Ah, Guria...

Guria, tu és tão gata, Que me ata, me mata Guria, tu és tão linda, Que se blinda e me fascina Guria, tu és tão santa (sem manta) que me encanta Guria, tu és tão... tão... que eu fico ...tantam Jénerson Alves,  16-09-2014 Para acompanhar ouvindo:

Duas lágrimas

Ela passou a mão no cabelo, jogando-o para trás. O dia estava seco, sem vento, sem graça. E um turbilhão de lembranças invadiu a sua mente. Ela se lembrou que ele tinha um jeito meio estranho – sábio demais para coisas etéreas, abstratas, mas muito bobo diante da vida prática. Ele ficava vermelho toda vez que a via. E os olhos dele brilhavam na presença dela. É claro que ela fingia que não percebia. Dar uma de doida, meu maior talento. Ele tinha um jeito de menino imaturo. Enxergava nela sua ponte para si mesmo. Queria encontrar-se ao encontrá-la. Ele não tinha sonhos. Não tinha lar. Não tinha nada. Só ela. Mas, nem isso ele tinha. Ela nunca o quis. Não que ela não gostasse dele, mas talvez não soubesse distinguir a intensidade do amor que nutria. Mas ela sabia que queria ele por perto. Só não muito perto. Apesar de tudo, ele era bem legal. Tinha uma pureza que não se encontra por aí. Uma sensibilidade que parecia ser sobre-humana. Ele lia pensamentos. Eu juro. Sim, el

É difícil...

É difícil ter que amar alguém! É difícil ou nós que dificultamos? O amor não existe ou será que existe?  Porque orgulho, ciúme, inveja,raiva sempre compromete o bem estar do ser humano? Professores dizem que Saúde é o bem estar físico, mental e sem quaisquer enfermidade do indivíduo. E porque nós indivíduos, não somos sempre saudáveis? Chorar e sorrir,  dois verbos diferentes com significados diferentes. Posso ter um ataque de risos numa situação de perigo, e chorar ao ter uma enorme alegria, ou o contrário! Complicamos tanto nossa vida, e a tornamos mais difícil do que já é. Eu sei... é difícil sim... disso não tenho dúvida. Até mesmo um poeta sofre, e porque não sofreria? Os poetas escrevem, colocando o que sentem, para fora. Não sou poeta, não sou professor, sou só mais uma pessoa comum, como você que está lendo. Não que os poetas e professores, e professores poetas não sejam comuns, mas são seres que nos ajudam tanto, pois nos preparam para a vida, preparam nossa mente e sempre ten

O que a mulher quer do homem?

Foto: Divulgação Estou certo que a mulher Quer sempre que o homem dê A atenção que puder Sem questionar o porquê, Quer carinhos, quer xodós, Ouvidos pra sua voz, Afago pra sua mão. Enfim, relacionamento Em que haja envolvimento Com alma e com coração. Ela quer que o homem saiba Seu silêncio interpretar E que outro alguém não caiba Na estrada a palmilhar, Quer que ele seja um parceiro (Nem um lobo, nem cordeiro), Quer acordo, não comando, Quer gentis ações ordeiras, Quer conversas verdadeiras (E dirty talk vez em quando). Quer que ele sinta que ele Vive na sua memória, Quer olhar os olhos dele E lembrar dos dois a história, Quer viver amor maduro, Que ele seja seguro, Seja alegre, confiante, Em paz com ela e consigo, Tenha abraço de amigo E pegada de amante. Que tenha boa aparência (Mesmo sem ser marombeiro), Tenha bons modos, decência, Saiba lidar com dinheiro, Se vista e se porte bem, Que converse bem também, Respeite-a em todo loca

A menina dos meu olhos

A menina dos meus olhos É uma flor a dança tango, É o frio da Rússia, É o plasma do meu sangue. É a companhia da Evelin, A genialidade de Sabryna, A timidez de Lais, O sorriso de Luana. As poesias de Jenerson, A sinceridade de Everaldo, A filosofia louca de Mohandas, A lealdade de Aldair. A menina dos meus olhos É o barro de Vitalino, As pinturas de Da Vinci, O amor de Romeu, A paixão de Julieta. E todos que não entraram no poema Não fiquem tristes, Pois meu coração já é o poema E todos na minha vida Fazem parte da menina dos meus olhos. Flavio Levi

O que é o Evangelho?

O Evangelho não é um amontoado de versículos, que se decora e repete em reuniões solenes ou na escuridão do quarto, quando tomados de um pavor inexplicável. O Evangelho está além de todos os chavões, de todos os sermões, de todos os livros, de todos os cânticos, de todos os programas, de todos os eventos já feitos (e que ainda serão feitos) em nome de D-us. O Evangelho não cabe em meus versos, nem nos vídeos compartilhados no Facebook, nem nos minutos de exposição dos teólogos. O Evangelho é indescritível, é inenarrável, impronunciável. O Evangelho é improclamável, por isso o Verbo se fez carne. Pelo Evangelho, a habitação do Verbo deixa de ser a Gramática e passa a ser o Coração. Esse fenômeno é uma loucura. Maior do que qualquer fantasia, do que qualquer roteiro de filme de suspense, maior do que qualquer inspiração onírica. Nem H. P. Lovercraft seria capaz de sonhar com tal insanidade. Os quadros de Salvador Dali, diante da revelação do Evangelho, são meras pinturas de criança.

Eu e você

Eu sou silêncio e luar, Você é sol e alegria. Eu sou o campo e a mente, Você cidade e magia... Você é fogo e paixão, É essência, é pulsação. Eu? Eterna solidão E constante nostalgia...

Mais poemas

Namoro aquela menina Que tem um lindo sorriso, Aquela que escreve bem, E a outra, que é 'sem juízo'; Namoro a fofa e a gata, A bela, a inteligente, O meu amor é tão grande Que não é d'uma somente Aviso: não sou promíscuo, Namoro sem namorar, Namoro me enamorando Da voz, do jeito, do olhar, Namoro o Belo e o Justo, Namoro o Sim e o Não, Namoro a aurora santa Que mora no coração. 12-06-2014 Você pensa que se for Comigo a um ambiente, Eu vou tratá-la igual troço, E não agir feito gente? Pensa que eu não respeito Teu coração, tua mente? Acha que vou esquecer-me De agir ordeiramente E só querer 'lepo-lepo' (Que eu quero, realmente) Que é somente no corpo Que aprendi a ser quente? Saiba que não sou partido, Só sei agir totalmente, Que eu não quero partículas, Mas te quero integralmente. Se você não sabe disso, Sabe de nada, inocente! 10-06-2014 Corpo não é objeto, é chão e teto, É abraço e é calor. Relacionar-se é compl

São João – O Aniversário do Priminho de Jesus

Certa vez um garçom batista, em Sergipe, servindo no clube de um restaurante durante o ciclo junino, foi advertido pelo seu pastor para não comer das iguarias típicas da estação, pois  “canjica é carne sacrificada aos ídolos” . Original essa igreja evangélica brasileira: desde quando canjica é carne e João Batista é ídolo? Questionado por uma criança vizinha pentecostal, por estar celebrando  “uma festa do diabo”,  responde o meu filho, carregando um saco de fogos de artifício:  “São João não é do diabo. Estamos comemorando o aniversário do priminho de Jesus...”. Sou um admirador dessa figura exótica que foi João (pelo menos em termos de modelito e de gastronomia...), como ponte entre a antiga e a nova aliança, nascido de um milagre, anunciador da chegada do Messias, profeta corajoso,  denunciando os pecados e conclamando ao arrependimento, que terminou com a cabeça em uma bandeja, por determinação real e capricho de uma mulher mau caráter. Fiquei emocionado quando, ao lado

Ate(r)na

Com lança nas mãos e escudo no peito, Enfrenta entreveros, destravando entraves. Com olhar de garça e graça solene, Traz em sua ação sutilezas graves. É filha da astúcia e da alta potência, Terna aurora, Atena, de gládios suaves. Conserva no corpo sua virgindade, Pois não admite humanas fraquezas, Nariz longo e fino, fronte magistral, Cabelos jogados, com certas rudezas, Capacete aurífero, com corcéis alados, E feição de sábia (a maior das belezas). Esta personagem é mais que um mito, É persona-imagem que jamais hiberna; Disputa com o mar, depois faz as pazes; Não se une a Marte, refuta baderna; É mãe sem marido, guerreira imbatível, Espelho inconteste da mulher moderna. Guerreira com garra que se agarra aos sonhos, Com os pés no chão, com saber profundo, Que faz brotar flores em pântanos sombrios, Dissipando trevas a cada segundo, No vigor da vida, vencendo investidas De Hefestos nefastos que infestam o mundo. Num cenário onde o sexo é banal

To You

My heart I give to You My song I give tou You You are my Dad, my G-d, My King, my Love, my Lord. Oh, My Lord, listen to my heart, My soul is crying att now I’m praying with my blood on my face, But my life is in Your Hand. I see monster wicked by my side, They’re wishing to catch my life Tell an angel to save me, my Lord, I can’t live witnout You. Jénerson Alves, 09/05/2012; 21h26

Mentes aprisionadas

Nós vivemos em sistemas Onde há falsas liberdades Que criam necessidades E fantasiam problemas, Põem nos humanos algemas E os tornam decadentes, Pálidos, miméticos, doentes, Ascos, volúveis, banais... Estruturas sociais Que aprisionam mentes. Essas grades invisíveis Ferem, dopam e viciam, As virtudes se atrofiam Formando chagas terríveis, Barreiras intransponíveis, Difusão de violências, Que agridem as essências As diluindo em frações, Robotizando as ações, Deletando consciências.     Depende de cada um Querer encontrar o Bem, Mas deve-se enxergar além Para achar o bem comum. Entre espinhos, ver algum Jeito de oscular a flor, No horizonte pôr cor Com a tinta da emoção, Entrando em conexão Com o plano do Criador. Enxergar a luz do dia, Sentir do Sol o calor, Saber lidar com a dor, Semear a alegria. A pura sabedoria Gerada no coração, Advém de construção, De busca incessante, ardente, Porque na vida da gente Tudo, tudo é decisão.

Poetas fazem ‘cordel on line’ sobre Ditadura Militar

O Regime Militar no Brasil é o mote principal de um cordel lançado pelos poetas Dorge Tabosa e Jénerson Alves, de Caruaru-PE. Os cordelistas decidiram escrever sobre esse tema devido à passagem dos 50 anos do Golpe. Por intermédio de uma linguagem simples e envolvente, eles retratam os principais fatos que marcaram os ‘anos de chumbo’. Um diferencial é que a obra literária está disponível para download gratuito, sendo chamado pela população de ‘cordel on line’ (ou melhor, ‘e-cordel’). Dorge Tabosa, o qual também é professor de História, declara que o objetivo da obra é contribuir para que o fato histórico não seja esquecido, relacionando-o com o tempo presente. “O Golpe Militar gerou desdobramentos que são percebidos nas últimas décadas. O Brasil está em um processo de consolidação democrática, o qual exige que a população tenha um senso crítico apurado e conhecimento acerca da história recente”, pontua. De acordo com o poeta Jénerson Alves – que também é jornalista –, o cordel fo

A República de Sam Bras

É Sam Bras um País localizado Nos terrenos mais belos das Américas, Porém tem lideranças tão histéricas Que o tornam um chão amalucado, Pois na Câmara e também lá no Senado Se legisla por causas pessoais, E grande parte do povo ainda jaz À espera de boas condições, Prometidas durante as Eleições Na fantástica República de Sam Bras. A Saúde tem fracas pulsações, Está gélida no leito da UTI, O idoso padece por aí As piores e tristes privações. Nos presídios, se há rebeliões, Como mostram as páginas dos jornais, Há narcóticos em todos os locais, A Polícia está sucateada, A Justiça argumenta não ver nada Que acontece na Terra de Sam Bras. A infância não é bem educada, A família é omissa e só desliza, A escola sem mérito leva pisa E no teste do PISA ela é pisada. A Igreja, bastante alienada, Troca Cristo buscando vis metais, Uma imprensa imprensada, tão sagaz, Até mostra as notícias pela tela, Mas o âmago dos fatos não revela Nesta estranha República de S

Teu dia...

Hoje é teu dia. Tu és poesia. Tu és encanto Que eu decanto Em todo canto (E não alcanço Nem me canso) Tu és mar És veleiro... Viajar... Nevoeiro... É. És. Mãos, pés... Joias, anéis... Nota 10. Linda. Infinda... Parabéns pela data (Sábia e gata...) Te rendo uma serenata! Me rendo. Tu rindo. Vá vivendo, Vá seguindo... Porque com D-s  nos passos teus... Viver é bom, O mundo é lindo.

Cordel sobre a TV Cultura

Neste mundo de tanta informação, Uma luz resplandece com essência (Não visando a lucrar com audiência, Mas buscando formar o cidadão). A Cultura possui programação Que agrada do jovem ao senil, Expressando o valor santo e sutil De artes plásticas, canções, literatura... Parabéns a você, TV Cultura, A melhor emissora do Brasil. Cartão Verde lidera na jogada; O Metrópoles , programa tão simpático; O Jornal da Cultura é mais didático, Que analisa a notícia veiculada; A Viola é mais bela e afinada, Que Inezita traduz o seu perfil, E Rolando Boldrin, herói gentil, Defensor da poética doce e pura, Parabéns a você, TV Cultura, A melhor emissora do Brasil. Uma história bonita e incomum Que o passado também se faz presente Ao lembrar Confissões de Adolescente , Glub-Glub , Castelo Rá Tim Bum ... Para mim, ela é número um, Companheira quando eu era infantil, Me acompanha no tempo juvenil E estará na idade mais madura. Parabéns a você, TV Cultura, A me

O pastor que 'cheirou' a Bíblia e o 'cheiro' que fica no ar

Sempre olhei de soslaio para o pastor que ‘cheirou’ a Bíblia . Um ‘coroa’ de 42 anos que age como pré-adolescente, a meu ver, é sempre alguém que possui problemas. O uso de gírias e de uma aparência diferenciada parece necessidade de se expor. Enfim, ele tem tudo para ser mais um produto de marketing religioso do que um religioso autêntico. No sábado (15/02), o pastor Lucinho esteve em Caruaru, ministrando palestras em uma série de conferências. Milhares de jovens – e, sobretudo, adolescentes e pré-adolescentes – compareceram ao evento. Alguns conhecidos me chamaram para lá e eu terminei indo. Nestes tempos de ‘Evangelho’ falso, fácil, a partir do qual tudo que é ‘gospel’ é bonito, fica cada vez mais difícil olhar com otimismo quando surgem nomes nesse meio. Infelizmente. É bem verdade que ouvi certas frases que considero um tanto deslocadas. O pastor Lucinho testemunhou que, quando adolescente, era um ‘estudante chato’. Entrava em controvérsias com professores de maneira

Odeio...

Eu odeio o arrodeio Quando eu escrevo ou leio, Sem ter começo nem fim... Odeio ser um ET Que faz tudo sem o que Que não fala 'não' nem 'sim'; Odeio ser tão estranho, Tão matuto, tão tacanho, Tão horrendo, tão chinfrim; Mas odeio muito mais Não saber me dar cartaz, Não honrar meu folhetim, E odeio muito o dilúvio De lavas, feito o Vesúvio, Que você é para mim.

Experiência de leitura

Foi um presente. Pelos correios, chegou o livro 'O Sertão é meu lugar', de um poeta cearense radicado em São Paulo chamado Moreira de Acopiara. Na obra, uma compilação de poemas simples, bucólicos, com temática regionalista e linguagem coloquial. Como eu já conhecia boa parte dos textos ali impressos, não outorguei, inicialmente, a atenção devida à peça. Contudo, enquanto eu deixava de lado o livro do cearense e mergulhava em outras fontes que jorravam letras, meu pai - mesmo doente - inalava os olores sertanejos advindos da pena do Moreira. Depois de um tempo, quando peguei o livro, percebi que meu genitor não apenas lia a obra, mas também fazia sutis marcações em algumas páginas. Hoje, ter em mãos esse livro é tocar as mãos do meu pai, que já não toca em mais nada.

Por Causa

Não é por causa das palavras que você me fala, é por tudo aquilo que você cala. Não é por causa das coisas que você usa, é por tudo aquilo que você desusa. Não é por causa do que você faz, é por tudo aquilo que você desfaz. Não! Não são os sapatos que são tortos! É que os pés são tortos! Não! Não é por tudo o que você é, Mas é por causa do nada que eu sou (pra você).

Família feliz

Família inicia quando há harmonia de moça e rapaz Os pais abençoam e eles entoam a canção da paz Sonham em comum virar dois em um, arroz e feijão, A fruta, a semente, e eternamente selar união. A moça é princesa, cheia de beleza, graça e esplendor. O rapaz, honrado, príncipe dedicado que oscula a flor. Quando nascem os filhos, aumentam os brilhos da família unida Honra meritória, palácio de glória no reino da vida. Vão passando os tempos, surgem contratempos, provocando dor, Óleo corrosivo, néctar negativo que machuca a flor. Sem ter bate papo, vira o príncipe um sapo e a princesa, bruxa. Os filhos, coitados! Ficam isolados, com alegria murcha. Nessa hora tensa de pressão intensa, o palácio trunca Mas quem tem no peito o Caminho Estreito não desiste nunca Pede e dá perdão, trata o coração, reconstrói, bendiz, Que a família é feita não pra ser perfeita, mas pra ser feliz. Jénerson Alves, 09.01.2014

Cantadas

Tanto faz ser no shopping, sítio, praia, Livraria, na rua ou no busão, Se uma dama chamar minha atenção Minha lábia é ruim, recebo vaia... Puxo assunto, pra ver se a mesma ensaia Um sorriso. Qual, não! Fica corada. Falo tudo, mas ela não diz nada, Peço para ficar, ela se manda, Eu sou fraco demais na propaganda, Reconheço: não sei soltar cantada. Certa vez, avistei uma princesa Pela rua, fazendo algum passeio, Um ‘psiu’ eu não dei (pois acho feio), Nem falei expressão de safadeza. Procurei a tratar com gentileza, E ofertei um café para tomar, Uns assuntos afins quis conversar, Demonstrando o melhor que há em mim, Porém ela fez cara que achou ruim E partiu sem querer dialogar. Outra ninfa algum tempo eu paquerava E pela net buscava sintonia. Mesmo sem roupa curta eu lhe curtia E até ficar on eu lhe esperava. Um assunto qualquer quando eu puxava, Era sempre por ela desprezado... (Eta poxa! Que mal ficar ‘xonado’ E a guria achar que faço mal...) Ho