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Mostrando postagens de março, 2013

Meu D-us frustrado

Admito que eu bem que queria ouvir um ‘não’. Pronto. Ponto. Mas, nem isso. Pior do que um ‘não’, é a indiferença. O ‘não’ é o retrato de um amor negado. É ela proferir que sente repulsa pelo que há de mais nobre no meu coração. A indiferença, porém, é o total desprezo pelo meu afeto. Quão dolorido é saber que ela sabe que isso dói tanto dentro de mim que extravasa pelos meus olhos, mas ela não liga. Isso me frustra. Sinto-me um nada (que é menos do que ‘ninguém’). Ah! Ela me mata, lentamente, quando não dá qualquer valoração ao meu sentimento, ao meu espírito que tenta entrar em consonância com o dela. Minhas mensagens são deletadas do seu celular, antes mesmo de serem lidas. Meu número na agenda dela serve como um sinal de que não é para atender. Como é triste querer abraçá-la, mas isso não é possível. A explicação é simples, resume-se a três palavras: ela não quer.  Bem que eu gostaria de entender o(s) motivo(s) de ela não (me) querer, mas acho que essa parte é incompreensível.

Microconto despretensioso

Tímido, e com a autoestima baixa, ele nunca entendeu as cantadas dela. Afinal, ela é tão bela, o que aqueles olhos da cor de ébano poderiam ver em um rapaz como ele? Portanto, decidiu que iria tão somente admirá-la. E, por ter se aplicado tanto a esse propósito, demorou a perceber que a amava. Só veio a dar-se conta disso muito tarde, quando ela assumiu relacionamento com outro moço, o qual talvez não compreendesse a real magnitude que ela possui. Teimosa, ela não cogitava mais dar outra chance a ele. O outro moço já havia conseguido espaço no coração dela. Casaram-se. Mesmo assim, de vez em quando ela se perguntava como seria se tivesse optado pelo rapaz tímido que sempre pensava nela, ao invés do moço forte que estava ao seu lado. Às vezes, ela chega a pensar que a vida seria mais bela, mais poética, mais doce. E ele, que optou pela solidão a ter de viver com alguém a não ser ela, preferiu mergulhar no mundo dos sonhos, por saber que ela estaria lá, sorrindo, para ele...

Entrevista - José Ricardo do Nascimento

Formado em Teologia com Especialização em Missões, o missionário José Ricardo do Nascimento Santos – que também é pedagogo e técnico em Enfermagem – há seis anos trabalha no Senegal. Atualmente, ele desenvolve atividades em uma igreja em Dakar, capital daquele país, promovendo atendimentos na área de saúde, além de integrar o Projeto Moisés, voltado para profissionalização dos novos crentes daquele lugar, e atuar no Programa de Educação Pré-Escolar (PEPE), com 58 crianças, bem como com uma classe para surdos. José Ricardo No último fim de semana, ele esteve em Caruaru, participando do Conexão Missionária, evento promovido para despertar o sentimento por missões nos cristãos evangélicos, que aconteceu durante todo o sábado 2, na Primeira Igreja Batista de Caruaru. Eis a entrevista: Você é bem jovem – tem 35 anos –, tendo se convertido aos 19 anos e tornado-se missionário em 2005. De que forma aconteceu a certeza da vocação ministerial? Foi através de

Missionários brasileiros estão presos há três meses no Senegal

O pastor presbiteriano José Dilson, e a missionária da Missão Servos Zeneide Moreira estão detidos desde o dia 6 de novembro de 2012 no Senegal. Eles trabalham com o Projeto Obadias, que acolhe e cuida de crianças em situação de risco, mas foram acusados de alojá-las sem permissão dos pais ou da justiça. Dilson informou que o processo de pedido de legalização do projeto já foi iniciado há algum tempo, mas as explicações não foram suficientes. Segundo o executivo da APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais), Marcos Agripino, “o processo contra os missionários está correndo dentro das ‘normalidades da lei’ senegalesa. Não existe, até o momento, nenhuma acusação formal por parte do Ministério Público do país. O que há é apenas uma denúncia”. Em visita recente ao projeto Obadias, José Dilson, Zeneide e os missionários Gerson e Marília Troquez acompanharam o juiz e sua equipe até o Projeto Obadias. Cada criança foi ouvida individualmente pelos oficiais da justi