terça-feira, 27 de janeiro de 2026

IA: das telas de Hollywood à realidade que nos espera - por Jénerson Alves

 Recentemente, o ator Ben Affleck emitiu uma opinião contundente, afirmando que a Inteligência Artificial está distante de desempenhar um papel relevante na indústria cinematográfica. “Não acho muito provável que [a Inteligência Artificial generativa] consiga escrever algo significativo ou que faça filmes de raiz”, declarou Affleck, que é um dos protagonista do mais recente filme da Netflix, intitulado "The Rip - Ponto de Ruptura". 


Entre outras coisas, essa declaração nos leva a refletir sobre a forma como a IA tem sido utilizada, seja por Hollywood, seja pelo cidadão médio. Da personagem ficcional HAL 9000 (de "2001, Uma Odisseia no Espaço") a enredos como o de "A. I. - Inteligência Artificial" (2001) ou "Ex Machina: Instinto Artificial" (2014), vemos como os algoritmos inteligentes têm sido cada vez apresentados de forma positiva para a população.


Possivelmente, em alguns anos, veremos uma enxurrada de filmes criados basicamente por ferramentas de IA, sem a coloração e expressividade que somente a mente humana seria capaz de criar. Os catálogos ficarão repletos de filmes medíocres (já o são, aliás), mas de produção muito mais barata do que a atual - sem a necessidade de pagar roteiristas, atores, diretores e outros profissionais da produção.


Neste futuro distópico, o contraponto será o que hoje já serve como ponto de equilíbrio: não deixar que a Inteligência Artificial suplante a inteligência humana. Lembremo-nos de que os entusiastas da IA supervalorizam os benefícios desta para a humanidade. Sam Altman, criador do ChatGPT, apregoa que a tecnologia poderá encontrar a cura do câncer ou aumentar a longevidade das pessoas. Entretanto, o que se vê no cotidiano é a IA sendo usada pela população para criar memes e espalhar notícias falsas. Venderam a pílula da saúde, entregaram uma foto bonitinha com o Chapolin Colorado.


Acredito que aprenderemos, enquanto sociedade, como lidar com a IA, beneficiando a vida humana e melhorando o bem-estar coletivo. Para isso, convém nutrirmos nossas inteligências - intelectual, emocional e espiritual. Essas qualidade brotam, naturalmente, onde há talento, cultura e liberdade.



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