quinta-feira, 16 de julho de 2015

Eu escolhi escolher (e prepara que eu escolhi fazer textão mesmo!!!)

por Bela Barbosa

Recentemente, numa rodinha de amigas da escola, vi que uma das meninas usava duas ou três pulseiras do movimento Eu Escolhi Esperar. Não simpatizo muito com esse tipo de manifestação, mas fiquei na minha. O direito que ela tem de ser adepta, eu tenho de não ser. Foi então que as outras se dispersaram e ficamos apenas eu e ela, no que a mesma tirou uma das pulseiras e me ofereceu, dizendo “Bela, toma uma dessas!”. Eu agradeci, no entanto, recusei. “Mas você não é cristã? Tem que casar virgem, menina!”, replicou, no que teve como resposta uma feição minha meio debochada, “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, falei, “Casar virgem, ser cristão e ser adepto do Eu Escolhi Esperar são coisas bem distintas”.
Ainda ontem, estava na casa do meu namorado conversando com ele sobre sexo (nota para o meu pai, José Barbosa Junior: estávamos conversando sobre, não fazendo, relaxa) quando tocamos no assunto do famoso EEE. Ambos concordamos que o movimento, além de desnecessário, é cheio de furos e falhas que apenas fomentam grandes males da atualidade, como a religiosidade, o machismo intransigência, uso de textos bíblicos sem levar em conta o contexto da época e alguns mais. Fiz, então, algumas observações e listei alguns motivos pelos quais eu, Isabela Barbosa, não escolhi esperar e acredito que muitas outras pessoas (especialmente meninas) deveriam optar pela mesma escolha.
Primeira observação, inclusive, na qual explicarei por que citei especialmente as meninas no primeiro parágrafo acima: Eles se alimentam da insegurança feminina para nos empurrar goela abaixo suas ideologias furadas sobre o sexo e o casamento.
Assistindo aos vídeos do EEE, notei que a esmagadora maioria das cartas recebidas são escritas por mulheres, e mulheres inseguras, com medo do “pecado sexual”. Claro que não é errado ter dúvidas, e ainda ressalto a importância do questionamento, porém, convenhamos, quando a Bíblia te diz que você não precisa de nenhum sumo sacerdote ou mediador para chegar a Deus porque seu elo com Jesus já é direto e se dá através da Palavra, acredito que você pode sim se basear nas suas próprias interpretações bíblicas para guiar sua vida. Afinal, os idealizadores do EEE que respondem às perguntas não se baseiam nas deles? Você tem um cérebro igualzinho e é movido pelo mesmo Espírito. Saiba usar isso. Você não necessita de um líder religioso para te dizer o que é errado. Em Romanos 14:22-23, Paulo diz: “... Bem aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se o pratica, está condenado, porque o que faz não provém da fé; e tudo o que não provém da fé é pecado”. Parafraseando, aquilo que você considera errado, não faça, mas se achar certo, não estará pecando. Estaria em pecado apenas caso você estivesse indo contra sua própria fé ou sua própria verdade, mas se sua verdade diz que aquilo é certo: sinal verde. É como comer carne, por exemplo. Se você acha certo comer carne e acredita que nisso não há pecado, mas deixa de comer porque seu líder te diz que é errado, é como estar pecando contra si mesmo e contra o que você acredita. Se você acha que algo é errado ou tem dúvidas, fique na sua. Mas, se acha correto, o que há de errado em fazê-lo? Nenhum cristão deve ser inseguro; temos um manual de como levar a vida em nossas mãos, devemos apenas aprender a interpretá-lo.

Em segundo lugar, ainda explicitando a relação entre as mulheres e o movimento Eu Escolhi Esperar, tenho a dizer apenas que o conteúdo dos seus vídeos e textos é indubitavelmente machista. E machista com M maiúsculo! Achei várias, mas várias MESMO, situações em que o machismo foi latente nos conteúdos do EEE, contudo, o que mais me chamou a atenção foi o vídeo do “A inciativa pode partir de uma mulher?” obtendo a óbvia e machista resposta: não. Logo depois da negativa, Nelson Jr., o idealizador, diz que isso não é machismo, é “papo cristão”. Seria uma pena se ele descobrisse que Jesus foi o maior dos feministas até hoje. Nelson afirma que em todos os romances da Bíblia, a iniciativa partiu de um homem e por isso, essa é a forma correta de ocorrência dos fatos. Alguém diz para ele que a Bíblia foi escrita por homens, focando em homens, sob pontos de vista de homens e numa sociedade regida culturalmente por homens? Agradecida. Nem em Maria Madalena acreditaram quando ela disse que tinha visto o Cristo ressuscitado, por que dariam trela para a fulaninha de 1.200 a.C. que disse que achou Jonas um gato? Ninguém queria saber o que elas achavam, e se elas dissessem, eram silenciadas por mal ou por mal, simples assim. Ainda nesse vídeo, Nelson Jr. deixa bem claro que nas moças de hoje em dia falta paciência para esperar a iniciativa masculina. Amigo, paciência? Minhas antecessoras brasileiras puderam votar apenas em 1932, estudar apenas em 1827, foram votar pela primeira vez em todo o mundo no ano de 1893, foram queimadas por pedirem menos horas de trabalho e licença à maternidade no ano de 1857 e você me pede para ter calma? Se Jesus veio ao mundo para me dar voz, não é nenhum homem que vai conseguir me calar. Estou muito bem, obrigada, com meu namoro e compartilho com naturalidade que quem o chamou para o primeiro encontro fui eu, sendo que somos os dois cristãos. Não há erro ou pecado nenhum nisso. Mas há em ser machista e fazer distinção entre as pessoas. E nem me venha com os textos de Paulo que dizem que a mulher deve ficar calada no culto, esse mesmo Paulo, em Gálatas 3:28, disse que não há mais homem nem mulher porque todos são um em Cristo. Isso se assemelha muito mais a Jesus do que as cartas que mandam a mulher ficar calada, lembrando aqui que são cartas instrutivas, não normativas. Querer aplicar essa regra e esse machismo a todos os contextos sociais e históricos é, no mínimo, falta de conhecimento interpretativo e até bíblico.
“Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”, Mateus 5:28. É com essa premissa que defendo, em minha terceira observação, que o EEE é uma grande falácia. Vejam bem como o próprio Jesus explicita que o simples querer dentro do coração é tão pecaminoso quanto a prática, coisa para a qual o Eu Escolhi Esperar parece não estar nem aí. Num vídeo em que falam sobre beijar antes do casamento (o que eles, obviamente, recomendam que não seja feito), o idealizador da campanha diz que o beijo é a primeira forma de penetração e atiça os órgãos sexuais, por isso deve ser evitado. Sim, isso mesmo que você leu. Adianta de alguma coisa uma das partes do namoro ficar subindo pelas paredes com o desejo de fazer sexo ou de simplesmente beijar e não fazer nem uma coisa nem outra porque dizem que é pecado, sendo que é o que ele/ela mais quer? Quer dizer, se ele deseja isso no coração dele, já é como se tivesse praticado aquilo. Pecado ou não, o querer vale pelo praticar. O EEE trata a situação como se apenas o fazer sexo fosse pecado, não o deseja-lo. E leva a mesma lógica para o beijo, que dizem que te fará desejar o sexo. Lamento informa-los que os cristãos possuem o mesmo código genético dos outros seres humanos e não estão imune aos desejos “da carne”. É uma imensa hipocrisia achar que casar virgem é algo lindo mesmo quando o casal desejou mais que tudo o sexo em todo o tempo de namoro. É uma questão de aparência, não de consciência. É uma falácia sem medidas. Se segurar até o casamento só é válido quando você em momento algum desejou fazer aquilo com a outra pessoa, mas caso tenha sentido esse desejo, sua ida ao altar se sacrificando para não transar antes daquele dia não tem diferença nenhuma daquele casal que não escolheu esperar.
Além de tudo isso, ainda há o tópico que poderia ser abordado com mais extensão e calma nesse texto, mas acredito que ele mereça um espaço solo daqui a algumas semanas: a fé cega em líderes religiosos, dogmas e doutrinas de certa denominação. Isso já está na cara. Mas admito que ficou mais óbvio quando vi um vídeo deles sobre sexo oral DENTRO do casamento. Isso mesmo, eles querem reger sua vida sexual até mesmo depois que você casar. Segundo Nelson Jr., você precisa consultar seus líderes e seu livro de doutrinas para saber se pode ou não fazer sexo oral depois que casar. Minha gente, que tanta vontade é essa de querer ser (com o perdão da palavra) fiscal de foda alheia? Por que a igreja, enquanto instituição, busca controlar tão freneticamente a vida sexual dos fiéis? Não há a mínima necessidade. Quero que me digam uma única passagem bíblica em que Jesus fica de olho no furico dos outros. É uma demagogia sem limites! Inclusive recomendo a vocês um texto de José Barbosa Junior sobre o assunto, o porquê de a igreja querer controlar tanto a vida sexual dos que a seguem. Resumindo aqui, é porque os instintos sexuais, nos seres humanos, são o que há de mais primitivo. Se conseguem controlar até o desejo sexual, aquele que é o mais frenético de todos, o mais convulso, mais intrínseco e animal, é porque conseguem controlar todo o resto. Tudo se dá por causa de uma relação de poder, gerando uma “crentaiada” frustrada sexualmente por só poder fazer o abençoado papai e mamãe, já que o resto, a denominação não permite. Isso é jogar a própria liberdade fora por submeter-se àquilo que nosso Senhor veio para abolir: a religiosidade. É necessário sim dar vazão aos instintos, isso é biológico, mas só porque na nossa espécie, essa vazão está relacionada ao prazer, deve ser tão duramente abordada nas igrejas? Sujeitar-se a isso é negar praticamente todo o evangelho, deixar de lado a liberdade que Cristo precisou morrer para conquistar para seguir veementemente líderes que visam nada mais que o poderio próprio sobre os fiéis. Quem submete até sua vida sexual ao aval de um pastor, tem mesmo mentalidade de ovelha.
É por isso, meus caros, que eu escolhi escolher. Escolhi escolher por mim mesma, sem demagogias. Escolhi escolher o que acho que Jesus escolheria. Escolhi escolher porque um nazareno morreu para que eu tivesse essa liberdade há quase dois mil anos atrás. Escolhi escolher o que me faz feliz e me liberta. Escolhi escolher porque não quero ser hipócrita quanto às minhas próprias opções. Eu escolhi escolher.


BELA BARBOSA (Isabela) tem 16 anos. É estudante, filha do músico e pregador José Barbosa Júnior (Caminho da Graça-SP), o qual é coordenador do movimento Jesus Cura a Homofobia

domingo, 14 de junho de 2015

Dia do Pastor



Sim, é verdade que atualmente vê-se pseudo pastores que distanciam as pessoas de Deus e só querem sugá-las, ganhar dinheiro alienando-as, que deturpam as Sagradas Escrituras e não se importam com o bem mais precioso do Universo: a vida humana.
Sim, é verdade também que ainda há pastores sérios, que valorizam o chamado ministerial e que, literalmente, entregam-se para expandir as consciências de suas ovelhas, ministrando a Palavra e expressando com ações a mensagem do Evangelho. A esses, minha homenagem e agradecimento:



14 de junho é
Uma data especial
Com aspecto divinal,
Pois é Dia do Pastor.
Esse homem consagrado
Que vive sempre cuidando,
Ensinando, apascentando
As ovelhas do Senhor.

Que ora de madrugada
Pelas ovelhas que tem.
Mesmo assim, acorda bem
Cedo, cumprindo a missão
De pregar o Evangelho,
De procurar os perdidos,
Batizar os convertidos
E zelar pela comunhão.

O mundo é sua paróquia,
A semente, o grão que lavra,
Vai proclamando a Palavra
Do Deus que não fica velho,
Em todo lugar que vai
Preenche o seu coração
Ao fazer explanação
Das alvíssaras do Evangelho.

Articulando os princípios
Que a Teologia ensina,
Ensinando a sã doutrina,
Suando a própria camisa,
Na obra santa imbuído
Noutra obra não labora,
Ora, prega, canta e ora,
Lê, escreve e profetiza.

Tem os valores do Reino:
Não busca fama ou milhão,
Rádio nem televisão,
Nem jatinho pra voar,
Voa nas asas da Graça,
Fonte Eterna de Saber,
E a sua riqueza é ver
Um pecador se salvar.

Pastor, homem de virtude,
Que exorta, mas dá carinhos,
Prega flores e espinhos,
Explanando as Santas Leis,
Que um dia disse Sim
À vocação, favorável
Ao chamado irrevogável
Feito pelo Rei dos reis.



Jénerson Alves, 14-06-2015



Crédito da foto: Divulgação

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Cordel reconta a história da Igreja Batista no Brasil

Estudar a história da Igreja é de grande relevância para melhor conhecer a caminhada da fé. Sob essa premissa, o poeta cordelista pernambucano Jénerson Alves, também jornalista, escreveu o folheto intitulado ‘A História da Igreja Batista no Brasil em Versos de Cordel’. A obra, de 20 páginas, utiliza a estrutura da literatura nordestina como uma ferramenta de registro histórico da vida e das ações de homens e mulheres que foram usados por Deus na transmissão da mensagem do Evangelho, implantando comunidades batistas por todo o território brasileiro.

De acordo com o autor, a inspiração para escrever o cordel partiu de uma análise do tempo presente. “Vivenciamos um momento de grande expansão de igrejas evangélicas, sobretudo de linha pentecostal e neopentecostal. Nesse cenário, acho que é pertinente conhecermos a nossa história, pois apenas com uma memória vívida podemos adquirir identidade e compreendermos melhor o nosso papel enquanto no mundo”, analisa Jénerson Alves, que é membro da Igreja Batista Emanuel em Caruaru-PE.

O livreto é prefaciado pelo administrador de empresas Estevão Soares, o qual é vice-presidente da Juventude Batista do Agreste de Pernambuco (Jubagre). Ele atesta que a linguagem de cordel apresenta uma ludicidade que prende a atenção do leitor, garantindo uma maior compreensão da obra, bem como estimula um caráter mnemônico no que concerne ao entendimento das informações. Soares ainda salienta a importância de trazer essa temática à tona no período hodierno, tendo em vista o contexto de velozes mudanças pelas quais o planeta está passando, mas que a mensagem do evangelho eterno precisa ser ainda mais evidenciada. “Atualmente, os Batistas estão presentes, em cerca de 200 países, representam uma população de perto de 40 milhões de membros e atingem cerca de 100 milhões de pessoas no mundo inteiro. Não é apenas uma denominação, não é apenas uma história, é a visão de uma obra missionária que a cada dia, de maneiras diversas, expande o Reino de Deus, aqui e agora”, declara.

Os interessados em adquirir a obra devem entrar em contato através do e-mail jenersonalves22@gmail.com. O autor disponibiliza gratuitamente o arquivo digital do cordel.



TRECHOS DO CORDEL
(...)
É bom salientar, pois,
Pra não haver confusão:
Os batistas no Brasil
Se inseriram em dupla ação;
Uma pelos imigrantes
E a outra pela missão.

(...)
Mas, voltemos à missão.
Deus, com ação altaneira,
Integrou ao Seu trabalho
O ex-padre Antônio Teixeira
(Primeiro pastor batista
Desta terra brasileira).

O ex-padre Antônio Teixeira
Teve vida abençoada.
Foi sacerdote católico,
Porém mudou de estrada
E se converteu sozinho
Ao ler a Bíblia Sagrada.

Nesta missão empenhada
Na relação se inclua
O casal William Buck
E Anne Luther, que atua
Mais Zacharias Clay Taylor
E Kate, a esposa sua.
(...)


SOBRE O AUTOR
Jénerson Alves nasceu em Palmares-PE, no dia 20 de junho de 1987. Escreve cordéis desde adolescente. Nesta área, já ganhou prêmios de reconhecimento nacional. Inclusive, seu talento chegou a romper as barreiras do Brasil, tendo em vista que seu folheto ‘Israel e Palestina: razão do conflito’ consta no acervo da Princeton University Library. Ademais, Jénerson é um dos fundadores da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel. Além de poeta, é jornalista e estudante de Letras. Integra a Igreja Batista Emanuel em Caruaru, atuando como professor da Escola Bíblica Dominical.


SOBRE A LITERATURA DE CORDEL

A literatura de cordel tem raízes europeias e maior destaque no Nordeste brasileiro. O nome ‘cordel’ advém do fato de, inicialmente, os folhetos serem comercializados pelas feiras expostos em cordões. Entre os ícones da área, destacam-se Leandro Gomes de Barros, João Martins de Athayde e, mais recentemente, Manoel Monteiro, Luciano Dionísio e Moreira de Acopiara.

sexta-feira, 20 de março de 2015

“O Sublime se veste de simplicidade”

Aprendemos a entender Deus como um Ser etéreo, que paira nos mais altos céus. Ora com uma mão de ferro, para nos julgar, ora totalmente desinteressado com nossas angústias e inquietações. Na Bíblia, vemos a revelação de um Deus que sempre fez de tudo para se relacionar com o ser humano. No Antigo Testamento, Ele próprio estabeleceu uma tenda para que pudesse estar com Israel no deserto. No Evangelho, Ele se fez carne e habitou entre nós. Atualmente, Ele mora dentro de quem O invoca. A manifestação dEle não se traduz em pirotecnia, em grandes milagres, em eventos gigantescos, nem em pressões políticas. Pelo contrário. O Eterno habita na senda do transitório, do efêmero. O Sublime se veste de simplicidade. Seu aroma é percebido nas mais puras expressões de amor. No carinho de um filho para os pais (e dos pais para os filhos), na mão que ajuda o necessitado, na lágrima que rola por causa da dor alheia, no riso sincero pelo bem comum, no brilho do olhar que revela esperança. 

domingo, 15 de março de 2015

Em trevas

Às vezes, nos sentimos envoltos em densas trevas, sem a mínima condição de enxergar um palmo à nossa frente. Estamos sentados à beira do caminho, ouvindo barulhos e sussurros que nem sempre compreendemos. Somos ignorados por uma multidão que passa apressadamente.
Nessas situações, cabe a nós agir como o cego Bartimeu. Ao perceber que Jesus passava, ele tão-somente pôs-se a gritar: "Filho de Davi, tem misericórdia de mim!".
Bartimeu sabia que Jesus é a Fonte da Luz, que clareia o caminho de nossa existência. Com possibilidade de enxergar, podemos percorrer a estrada, ao invés de ficarmos sentados. Conseguimos uma compreensão além dos barulhos e sussurros que nos circundam. Não nos preocupamos mais com a multidão. Preferimos o Caminho Estreito, no qual o Rei está conosco.

(Jénerson Alves)

sexta-feira, 13 de março de 2015

Nuances...

Somos acostumados a condicionar nossas mentes. Ideologias, idílios, padrões que nos impelem a enxergar um mundo imaginário. Queremos que a realidade se adéque à nossa vontade. Mas não é assim.
Não temos domínio. Nada sabemos sobre o amanhã. Não sabemos definir qual a melhor estratégia hoje, nem os impactos dela para o devir. Não temos como traçar a rota.
Há coisas que dão errado. Há casamentos que são desfeitos (muitos destes, antes mesmo de serem feitos). Há erros que simplesmente 'acontecem'. Há crenças que deixam de fazer sentido. Há amores que vão embora. Há feridas que sangram e sangram... E não páram.
O melhor que podemos fazer é sentir o nosso espírito em consonância com a fluidez da vida. É pedir que o Autor se apresente, de alguma forma, também como personagem (pois só assim é possível que aconteça relação).
Dúvidas, incertezas, inquietações. Isso tudo faz parte da existência. A única certeza de tudo é que um dia seremos nada. Porém, acima desta certeza, há uma esperança: Naquele Dia, seremos um com o Todo.

(Jénerson Alves, 13.03.2015)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Tremores de terra em Caruaru viram mote de cordel



Os famosos 'estrondos' sempre deram o que falar em Caruaru. O fenômeno acontece de maneira cíclica e voltou à pauta no início do mês, quando novos tremores foram sentidos pela população. Esse assunto se tornou 'mote' para o poeta Jénerson Alves, que também é jornalista, desenvolver uma literatura de cordel. Com o título 'Tremores em Caruaru', a obra retrata, com bom humor, as diversas reações da população e o clima de 'mistério' gerado pelos fenômenos naturais.

De acordo com o autor, o livreto busca cumprir o papel da literatura popular de registrar o imaginário do povo sobre fatos que o rodeiam. "As brincadeiras sobre o tema nas redes sociais e as várias versões populares sobre as causas dos abalos - como a clássica versão que o monte é um vulcão - fazem parte da abordagem do cordel", explana. Contudo, o cordelista acentua que o livreto também traz elementos científicos e históricos, servindo de material educativo.

Os livretos estão à venda no Museu do Cordel (Parque 18 de Maio), na Livraria Estudantil e na Banca Terceiro Mundo. Interessados podem entrar em contato pelo e-mail jenersonalves@hotmail.com .

Praia ao luar

  Certamente Caspar David Friedrich é o nome mais famoso do romantismo alemão. Nascido no dia 05 de setembro de 1774 na cidade de Greifswald...