domingo, 10 de dezembro de 2017

Cordel - Trump e Israel

Autor: Jénerson Alves


O dia seis de dezembro
Tem registro no papel
Pois o presidente Trump
De modo muito fiel
Disse que Jerusalém
É capital de Israel.

Na campanha eleitoral
Ele anunciava já
Que iria agir assim
Do jeito que agindo está
E vai mudar a embaixada
De Tel Aviv pra lá.

No ano 95
O congresso americano
Criou a Lei da Embaixada
Que já trazia este plano,
Mas Clinton, Bush e Obama
Protelavam a cada ano.

Mais de duzentos rabinos
Foram gratos totalmente,
Dizendo que esta ação
Foi correta e eloquente,
Benjamin Netanyahu
Aplaudiu o presidente.

Dizem que Donald Trump
Com o rei Ciro é parecido,
Estabelecendo as bases
Do reino estabelecido
E o terceiro templo mais
Perto de ser construído.

Por parte da Palestina,
Tem ira, fúrias e ais,
Protestam com violência
O Fatah e o Hamas,
Estão promovendo a guerra,
Mas dizem que querem a paz.







segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Pernambuco: Pedestal do Nordeste



Jénerson Alves

Pernambuco, uma terra de fartura,
Vai crescendo com vastos compromissos.
Desenvolve os setores de serviços,
A indústria, o comércio, agricultura...
Nosso povo possui tanta bravura
Que o símbolo da gente é um leão,
Sob o sol reluzente no brasão:
Espetáculo de glórias e grandezas!
Pernambuco é um centro de riquezas,
Pedestal do Nordeste e da nação.

Munguzá, tapioca, mais beiju,
São exemplos da nossa culinária.
Carnaval tem no frevo indumentária,
Mais caipora, careta, papangu...
Se você visitou Caruaru,
Conheceu o mais célebre São João.
Todos outros estados belos são,
Mas o nosso tem muito mais belezas!
Pernambuco é um centro de riquezas,
Pedestal do Nordeste e da nação.

Sairé tem laranjas sem ter fim,
Queijo bom com bom leite em Sanharó,
Vê-se ecoturismo em Bodocó,
Agrestina mantém o alfenim.
São José, mais Tabira e Itapetim
Formam o berço poético do Sertão,
Que se a seca castiga e racha o chão,
Mas os versos produzem correntezas,
Pernambuco é um centro de riquezas,
Pedestal do Nordeste e da nação.


Meu Estado, são tantos teus valores,
Que me inspiram com glórias e princípios.
Cento e oitenta e quatro municípios,
Todos dignos de louros e louvores.
Teus artistas, teus mestres, teus cantores,
Tua gente de sangue e coração...
Alquimia de etérea vibração
Convertendo em sorrisos mil tristezas...
Pernambuco é um centro de riquezas,
Pedestal do Nordeste e da nação.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Sina de Poeta

Jénerson Alves

Poeta, não sonhe tanto...
Não terás teu paraíso!
Não te iludas, pois teu riso
Não ocultará teu pranto.

Permanecerás sem manto,
Sem afago, sem sorriso...
Velho, fraco, triste e liso,
Esquecido em um recanto...

Tu não terás os presentes
Dos doces sonhos latentes
De ouro, prata nem rubi...

Poeta, tu vais chorar,
Sem ninguém pra consolar
A tristeza que há em ti!


(Poema classificado para coletânea da Editora Vivara, em 2012)

Revolução Pernambucana

Jénerson Alves

Benção da Bandeira (José Cláudio Silva) - historiasylvio.blogspot.com.br


Diz o hino da terra dos coqueiros,
Paraíso do vate que declama:
“Liberdade! Um filho teu proclama!”
Nos seus versos sublimes, altaneiros.
Pernambuco, teus filhos são guerreiros
Combatendo a perversa tirania,
Cuja prática é maior que a teoria,
Nosso Estado demonstra, em sua história,
Uma luta de amor à sacra glória
Em favor da real democracia.

Teve a Revolução Pernambucana,
Movimento emancipacionista,
Baseado em ideia iluminista,
E contrário à Coroa lusitana.
A elite com o povo se irmana
No alcance da força liberal.
Quer um fim do poder colonial,
Novo olhar pra cuidar da coisa pública,
Implantar o regime da República
E libertar o Brasil de Portugal.

Foi em 1817
Que o grupo rebelde, muito ufano,
Pôs um fim ao governo de Caetano
E instaurar a República compromete.
Uma Bárbara Alencar virou vedete,
E Domingos Martins, líder certeiro,
Da maneira do padre João Ribeiro,
Avançando na lei e pensamentos.
Foi a fonte de outros movimentos
(Equador, Cabanagem e Praieiro).


O Leão Coroado coroou
O estopim do cenário de porfias.
O total de setenta e cinco dias
Que a República o meu chão engravidou.
Se parar pra pensar no que passou,
Vendo o chronos passando tão veloz,
No presente é preciso erguer a voz
E do pretérito aprender toda a lição,
Pra cantar com a voz do coração:
“Liberdade! Abre as asas sobre nós!”

Cinco Impedimentos ao Sucesso

Jénerson Alves

Em uma biblioteca,
Folheando um calhamaço,
Encontrei um texto antigo
Corroído num pedaço.
Mas vi lições destacadas
Nas páginas amareladas
Às quais ali tive acesso.
Tinha pontos pertinentes,
Cinco atitudes frequentes
Que atrapalham o sucesso.




O primeiro destes hábitos
Se chama Leviandade,
Muita atenção ao que é líquido,
Paixão à futilidade,
Quantas pessoas estão
Preenchendo o coração
Com coisa frívola, banal?
Tendo um sentimento histérico
Valoriza o periférico
E esquece o essencial...

O segundo impedimento
É chamado Negligência
(Ou seja, é o desmantelo,
A falta de diligência).
Pensamentos negligentes
Geram ações indolentes
De história malsucedida
Todo o desleixo se espalha
E como um verme atrapalha
Todas as áreas da vida.

O terceiro impedimento
É a famosa Preguiça
Peça que afrouxa o caráter
E que ao bom ânimo enguiça.
Irmã da ociosidade,
Mãe da licenciosidade,
Rainha dos maus cortejos,
Nesta hora, pare e pense:
Quem vence a preguiça, vence
Muitos outros vis desejos.

A quarta atitude falha:
A tal da Tagarelice.
Quem muito fala, faz nós
E se engancha no que disse.
Deve-se aprender primeiro
Pra depois ler o roteiro
Da estrada pra seguir.
Quem quer sucesso alcançar
É tardio pra falar
E sempre pronto a ouvir.

Por fim, a quinta atitude
É mesmo a Imitação.
Falta de autenticidade
Procurando aceitação.
Faz tudo o que os outros querem,
Com atitudes que ferem
Sua própria consciência
Quem sempre procede assim
Só pode encontrar no fim
Desespero e decadência.

Da mesma forma que a gente
Sabe pr’onde o vento vai
Vendo um papel pequenino
Ou uma folha que cai.
Há nas simples atitudes
Os vícios ou as virtudes
Que emolduram nossa história
Só vence seus pontos falhos
Quem elimina os cascalhos
Do caminho da vitória.

Tire o seu preconceito do caminho

Jénerson Alves


Tire as pedras que estão em sua mão,
Que eu não quero morrer apedrejado.
Eu não posso viver subjugado
Pela sua perversa opinião.
Tire o ódio que pesa o coração,
Que eu prefiro levar meu leve amor.
Faça isso e perceba que a flor
Vai brotar no local onde era espinho.
Tire o seu preconceito do caminho
Que eu quero passar com minha cor.

Sou um fruto oriundo da raiz
Germinada nos solos africanos
Que em tumbeiros, navios desumanos,
Foi trazida pr' os chãos deste país.
Um Estado servil, com ações vis,
Massacrou o meu povo sofredor
Que, ao invés de maldade e de rancor,
Vai pagar o maltrato com carinho.
Tire o seu preconceito do caminho
Que eu quero passar com minha cor.

Todos seres humanos são iguais:
Têm molécula, têm células, cromossomos.
No princípio de tudo, todos somos
Substância sem forma, nada mais!
Ao nascer, as camadas sociais
Distinções entre nós querem impor,
Mas a morte, ao chegar, causa pavor
E nós voltamos ao nada rapidinho!
Tire o seu preconceito do caminho
Que eu quero passar com minha cor.


Quebre toda barreira do humano,
Queime as ramas do mal e plante calma,
Queira os grãos do amor em sua alma,
Dissipando o racismo e o engano.
Na parábola do Bom Samaritano
Ensinada por Cristo Salvador,
Aprendi que o próximo tem valor
E ninguém é feliz sendo sozinho.
Tire o seu preconceito do caminho
Que eu quero passar com minha cor.



https://www.youtube.com/watch?v=FkvcykKSEUY

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Cordel narra a história da Reforma Protestante

Obra escrita por poeta pernambucano alude aos 500 anos do movimento religioso

Narrar os eventos e analisar as repercussões da Reforma Protestante de forma lúdica. Este é o objetivo do livreto ‘A Reforma Protestante em Literatura de Cordel’, que também alude aos 500 anos do movimento que rompeu a unidade religiosa da Europa no século XVI. O autor do folheto é o cordelista pernambucano Jénerson Alves, que também é jornalista e presidente da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel (ACLC).

De acordo com o autor, o momento é propício para que os evangélicos reflitam acerca da história da Igreja. “Devido ao grande aumento no número de igrejas evangélicas no Brasil nas últimas décadas, nem todos conhecem bem as origens do segmento. Através do cordel, esta mensagem é narrada de maneira clara e objetiva, pois a poesia popular traz a síntese como uma de suas características mais marcantes”, observa.

Os interessados em adquirir o folheto, que tem 24 páginas, devem entrar em contato diretamente com o poeta, por intermédio do e-mail jenersonalves22@gmail.com. O valor do livreto é R$ 5,00, e pode ser enviado para todo o Brasil.

Confira trechos:

Ao entender a Mensagem,
Teve alegria tamanha
Que escreveu noventa e cinco
Teses contra a venda estranha
De indulgência papal
E expôs na Catedral
De Wittenberg, Alemanha.

Fizeram cópias das teses
Em latim e alemão.
Um tempo depois, as tais
Se espalharam na nação,
Gerando o maior abalo
E o papa quis obrigá-lo
A fazer retratação.

Mas Lutero recusou-se
Renunciar a Verdade.
Não viu o poder do papa,
Viu de Deus a majestade.
Com a fé que ninguém toma,
Foi infiel ante Roma,
Mas foi fiel à Trindade.

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