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3 mulheres cordelistas que você precisa conhecer

  JOSILEIDE CANTALICE Josileide Cantalice nasceu em Bezerros-PE, em 1959. É casada, mãe de dois filhos e avó de cinco netos. Aposentada. Começou a escrever poemas em 2015, aos 56 anos de idade. Ainda criança apreciava a Literatura de Cordel, lendo folhetos para seus pais e vizinhos. Recentemente publicou o seu primeiro livro, intitulado 'Poesia e Fé'. Disse Rute a Noemi: Eu não vou te abandonar Aonde quer que tu fores  Eu irei te acompanhar  E onde quer que pousares Também eu irei pousar. EDIANA TORRES Ediana do Socorro Torres Fraga nasceu em 01.05.1977, na cidade de Bezerros-PE. É mulher negra, agricultora, artesã, cabeleireira, poetisa e declamadora. Em 2017, foi uma das vencedoras do Primeiro Recital Poético de Bezerros. É integrante da AMALB (Associação do Movimento Artístico e Literário de Bezerros). Ensinar nossas crianças  Com carinho e com respeito  Ainda é o melhor caminho  Para um futuro perfeito; É formando o cidadão  Que se faz uma nação...

Uma mulher notável

  As terras bíblicas foram o cenário de viagens feitas por Egéria, uma mulher incrível que viveu no século IV. Estudos apontam que ela possuía origem ibérica e viajou por terras distantes, como a Palestina, Península do Sinai, Egito, Síria e Edessa, para além do Rio Eufrates. Boa parte dos seus relatos de viagens foi preservada. Ela mandou o documento a suas "irmãs" - provavelmente monjas. Em um dos trechos, ela narra como foi sua chegada ao Monte Sinai. "Conforme caminhávamos, chegamos a certo lugar onde as montanhas que atravessávamos abriam-se para dar lugar a um extenso vale, plano e belíssimo, e, mais além do vale, víamos o Sinai, a montanha sagrada de Deus (...). Era o grande extenso vale onde os filhos de Israel esperaram por Moisés, que tinha subido ao monte e passado ali quarenta dias e quarenta noites. Foi nesse vale que fizeram para si o bezerro de ouro, e até o dia de hoje, uma grande pedra marca o lugar. Foi na entrada desse vale que o santo Moisés apascenta...

Salmo 1 em poesia - por Jénerson Alves

 É bem feliz quem é justo, Que possui retos valores, Não anda segundo os ímpios, No rumo dos pecadores, Nem se assenta na roda Dos vis escarnecedores. É feliz quem dá louvores A Deus em santa homilia, Tem prazer na Sua Lei, Ouve a Sua profecia E nas palavras do Senhor  Medita de noite e dia. É como a árvore sadia Plantada junto às correntes Que, no momento propício, Dá frutos com nutrientes, E em tudo quanto fizer  Terá risos excelentes. Os ímpios são diferentes, São como poeira ao vento, Não ressurgirão no Dia Do celeste Julgamento, Na assembleia dos justos Jamais lhes darão assento. Deus a tudo está atento, Reinando nos céus está; Que do ímpio para o justo  Grande diferença há: O justo herdará a vida, O ímpio perecerá.

Salmo 23 na lira nordestina - por Jénerson Alves

  O Senhor é meu Pastor, E nada me faltará. Ele é a fonte do bem, Mas perto de mim está; Paz, prudência, provisão, Todo dia me dará. Faz deitar-me em verdes pastos, Leva-me a águas tranquilas. Nas mais bonitas campinas, Não há trevas nem quizilas, E as minhas necessidades, Sei que Deus irá supri-las. Refrigera a minha alma Na justiça por amor. Quando as forças se esvaem, Ele restaura o vigor, Orientando no rumo Do Seu perfeito esplendor. Mesmo andando pelo vale Onde há a sombra da morte, Não temerei mal algum, Pois dEle tenho suporte, Tenho a Sua proteção, Apoio em Seu braço forte. Uma mesa me prepara  Diante de quem me aborda, Ungindo a minha cabeça  Com o óleo que concorda, Em Sua plena alegria  O meu cálice transborda. Bondade e misericórdia  Por certo me seguirão (Pois Deus é bom e perdoa A todos que a Ele vão) E habitarei para sempre Em Sua santa mansão. Jénerson Alves 

Carpe Diem

  Famosa é a expressão latina "Carpe Diem", extraída do verso de Horácio "... carpe diem, quam minimum crēdula posterō" (traduzida por "colhe o dia, confiada o menos possível no de amanhã". Arraigada a este ensino está uma certa desconfiança com relação ao que nos trará o amanhã, diferentemente do que muito se vê hoje, em pessoas que se fiam no porvir - ora com uma esperança desmesurada, ora com uma descrença extenuante. Ecoam trazendo serenidade as palavras do Senhor Jesus: "Não andeis inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado: ao dia basta a sua própria aflição" (Mat 6:34). Na essência deste conselho, está a confiança que a Providência continuará providente. A escritora cristã Ellen G. White registrou: "Nada temos a temer quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e Seu ensino em nossa história passada". Lembrando de Horácio, podemos "colher" o d...

Cordel: É nascido o Deus-Menino - por Jénerson Alves

  I Pelos olhos de Maria, Se acaso eu pudesse ver, Faltando menos de um mês Pr’o milagre acontecer. Por certo, ela estava orando; E cada segundo contando Pr’o Filho de Deus nascer. II Maria seguia a lida Entre ternas orações. Nos seus seios, o colostro; No seu ventre, contrações; No seu coração, amor Por gerar o Salvador, Desejado das nações. III A Doce Mãe do Senhor Recordava todo dia Da visita do Arcanjo Com a voz da profecia. Hoje, o relato nós lemos. Como o Arcanjo, dizemos: “Agraciada Maria!” IV Santa Virgem visitada Pelo Anjo de Elohim, Disse a ele: “Eis Tua serva, Cumpra Teu querer em mim”. Da maneira de Maria, Devemos nós todo dia Falar para Deus assim. V Se uma flor tivesse voz, Qual seria a voz da flor? Seria qual voz daquela  Que gerou o Redentor,  Nazarena meiga e calma, Que dizia: “Minha alma Se alegra no meu Senhor”. VI Quando o Bebê dava ‘chutes’ Com os santos pezinhos Seus, São José se aproximava Pra sentir seus apogeus. Nobre servo de Adonai Eleito pra se...

O Medo que me expulsa e leva ao paraíso - por Jénerson Alves

  O Medo! Essa constante e indesejada companhia! “Fiquei com medo e me escondi”, confessou Adão pouco antes de ser expulso do paraíso. O Medo evoca o desejo de fugir, evadir-se, esconder-se. Debandar-se. De quem? Do outro? Ou de si? À semelhança do primeiro homem, temo e tremo perante uma pergunta do Criador: “Ubi es?” (Onde estás?). Tal indagação não me coloca diante de um senhor barbudo, como o retratado por Michelangelo. Antes, posiciona-me diante de mim mesmo – e da minha humanidade. A essência adâmica que em mim habita é convocada a mirar-se em um espelho. E as palavras de Gustavo Corção fulgem como uma imagem: “Pássaro e lesma, o homem oscila entre o desejo de voar e de rastejar”. Como disse Pascal, sou “misto de grandeza e miséria”. E isso me amedronta. A meia distância do Logos e de Lúcifer, o Medo parece expulsar-me do Jardim do Éden, mas não sei o que há por trás do rio. Curiosamente, o Medo também me transporta para outro jardim: o Getsêmani. Ali, vejo o Mestre...