quarta-feira, 27 de abril de 2011

Deus não nos livre de um Brasil evangélico

Por Robinson Cavalcanti, bispo da Diocese Anglicana do Recife

Uma primeira constatação é que estamos ainda distantes de ser um “país evangélico”: quarenta milhões da população é formada por miseráveis; uma insegurança pública generalizada; uma educação pública de faz-de-conta; uma saúde pública caindo aos pedaços, assim como as nossas estradas, a corrupção endêmica no aparelho do Estado, o consumo da droga ascendente, prostituição, discriminação contra os negros e os indígenas, infanticídio no ventre, paradas de orgulho do pecado, uma das maiores desigualdades sociais do mundo. Uma grande distância do exemplo de vida e dos ensinamentos de Jesus de Nazaré, cujas narrativas e palavras somente conhecemos por um livro chamado de Bíblia, que o mesmo citava com frequência, e que foi organizado por uma entidade fundada pelo próprio: uma tal de Igreja. Uma grande distância da ética e da “vida abundante” apregoada pelas Boas Novas, o Evangelho.
Percebemos sinais do sagrado cristão em nossa História e em nossa Cultura, mas, no geral, ficando na superfície. Se os símbolos importassem tanto, o Rio de Janeiro, com aquela imensa estátua do Cristo Redentor, deveria ser uma antecâmara do Paraíso.
Como cidadão responsável, e como cristão, como eu gostaria que o meu País fosse marcado pela justiça, pela segurança, pela paz, fruto do impacto das Boas Novas, do Evangelho. Sinceramente, gostaria muito que tivéssemos um Brasil mais evangélico.
Fico feliz que Deus não tenha nos livrado da imigração dos protestantes alemães, suíços, japoneses, coreanos, e tantos outros. Fico feliz pelo seu trabalho e por sua fé.
Fico feliz por Deus não nos ter livrado do escocês Robert R. Kalley, médico, filantropo e pastor escocês, fugindo do cacete na Ilha da Madeira (Portugal), pioneiro da pregação do Evangelho entre nós, nos deixando as igrejas congregacionais. Ele nem era norte-americano, nem fundamentalista, pois esse movimento somente surgiria meio século depois. Eram norte-americanos, e também não-fundamentalistas os pioneiros das igrejas presbiteriana, batista, metodista e episcopal anglicana que vieram ao Brasil na segunda metade do século XIX.
Fico feliz por Deus não nos ter livrado desses teimosos colportores que varavam os nossos sertões sendo apedrejados, vendendo aquelas Bíblias “falsas”, cuja leitura, ao longo do tempo, foi tirando gente da cachaça e dos prostíbulos, reduzindo os seus riscos de câncer de pulmão, cuidando melhor de sua família, como trabalhadores e cidadãos exemplares.
Fico feliz por Deus não ter nos livrado desses colégios mistos, desses colégios técnicos (agrícolas, comerciais e industriais), trazidos por esses missionários estrangeiros, em cujo espaço confessei a Jesus Cristo como meu único Senhor e Salvador. E, é claro, tem muita gente agradecendo a Deus por não nos ter livrado do voleibol e do basquetebol introduzido pioneiramente nesses colégios… nem pelo fato do apoio à Abolição da Escravatura, à República ou ao Estado Laico.
Por essas e outras razões, é que vou comemorar (com uma avaliação crítica) com gratidão, dentro de seis anos, os 500 anos da Reforma Protestante do Século XVI, corrente da Cristandade da qual sou militante de carteirinha desde os meus dezenove anos.
Essa gratidão ao Deus que não nos livrou dos protestantes de imigração e dos protestantes de missão, inclui, sinceramente, os protestantes pentecostais, herdeiros daquela igreja original, dirigida por um negro caolho (afro-descendente portador de deficiência visual parcial, na linguagem do puritanismo de esquerda, conhecido por “politicamente correto”)…, mas que abalaria os alicerces religiosos do mundo. Eu mesmo sou um velho mestiço brasileiro e nordestino, e não me vejo como um ítalo-luso-afro-ameríndio de terceira idade…
Olhando para o termo “evangélico”, usado sistematicamente na Inglaterra, a partir de meados do século XIX, como uma confluência da Reforma e de alguns dos seus desdobramentos, como o Confessionalismo, o Puritanismo, o Pietismo, o Avivalismo e o Movimento Missionário, com paixão missionária pelo Evangelho que transforma, dou graças a Deus que Ele não nos tenha livrado da presença dos seus seguidores e propagadores. Até porque, por muito tempo, não tivemos presença fundamentalista (no sentido posterior) e nem do liberalismo, pois esses últimos são bons de congressos e revoluções de bar, mas não muito chegados a andar de mulas por sertões nunca antes trafegados…
Minha avó é quem dizia que “toda família grande vira mundiça”, se referindo ao fato de que quando qualquer instituição, grupo ou movimento social cresce, é inevitável que ao lado do crescimento do trigo haja um aumento significativo do joio. Nesse sentido, o protestantismo e o evangelicalismo brasileiro são normais (com desvios e esquisitices), mas, garanto que temos muitíssimo mais trigo (às vezes armazenados nos celeiros, quando deveriam estar sendo usados nas padarias). No meu tempo só tinha crente militante e desviado; depois apareceram os descendentes, os nominais, os de IBGE, os bissextos e os ocasionais.
No sentido histórico dou graças a Deus pelo localizado movimento fundamentalista nos Estados Unidos, em reação ao racionalismo liberal, pois também afirmo a autoridade das Sagradas Escrituras, o nascimento virginal, a cruz expiatória, o túmulo vazio e a volta do Senhor. Depois o termo foi distorcido por um movimento sectário, antiintelectual, racista, e hoje é aplicado até ao Talibã, em injustiça à proposta original
Quanto ao Tio Sam, nem todo republicano é evangélico, nem todo evangélico é republicano, embora, de época para época, haja deslocamentos religiosos-políticos naquele país. Eu mesmo não tenho muita simpatia (inclusive aqui) pelo Partido do Chá (Tea Party), pois tenho longa militância no Partido do Café e no Partido do Caldo de Cana com Pão Doce.
A Queda do Muro de Berlim assinalou o ocaso da modernidade e o início de uma ainda confusa pós-modernidade, com a mundialização da cultura anglo-saxã, no que tem de bom e no que tem de mau, mas, como nos ensina Phillip Jenkins, a Cristandade está se deslocando do hemisfério Norte para o hemisfério Sul, e, inevitavelmente, revelamos nossas imaturidades, que devem e podem ser superadas.
Agora, todo teólogo, historiador ou sociólogo da religião sérios, perceberá a inadequação do termo “protestante” ou “evangélico” (por absoluta falta de identificação caracterizadora) com o impropriamente chamado “neo-pentecostalismo”, na verdade seitas para-protestantes pseudo-pentecostais (universais, internacionais, mundiais, galáxicas ou cósmicas), e que é algo perverso e desonesto interpretar e generalizar o protestantismo, e, mais ainda, o evangelicalismo brasileiro, a partir das mesmas.
O avanço do Islã e a repressão aos cristãos onde eles dominam é um “óbvio ululante”, a defesa da vida em relação ao aborto, à eutanásia, aos casais que não querem ter filhos, ao homossexualismo, o atentado ao meio ambiente (“cultura da morte”) é coerente com o princípio da Missão Integral da Igreja na “defesa da vida e da integridade da criação”.
A identidade evangélica se faz por um rico conteúdo e não por antagonismo ou relação reativa a conjunturas.
Sabemos que o mundo jaz do maligno, que o evangelho será pregado a todo ele, mas não que todos venham a se converter, e que descendentes de cristãos nem sempre continuam nessa fé. Assim, o Brasil nunca será um País totalmente cristão, protestante ou evangélico, mas creio que será bem melhor com uma Igreja madura que, sem fugas alienantes, adesismos antiéticos ou tentações teocráticas, possa “salgar” e “iluminar” com os valores do Reino.
Para isso necessitamos (na lícita diversidade protestante quanto a aspectos secundários e periféricos) de líderes sólidos e firmes, vestindo a camisa do nosso time com entusiasmo e garra para o jogo, sem se perderem em elucubrações estéreis, de quem já perdeu a fé na Palavra, não acredita mais na Queda, nem na Redenção, nem na singularidade de Cristo, deixando uma geração órfã de heróis.
Assim, espero que Deus não nos livre dessa presença cultural transformadora; que Deus não nos livre de ser, cada vez mais, um País evangélico.
A Ele, Onipotente, Onisciente e Onipresente, Senhor do Universo e da História, com os anjos e arcanjos, coma Igreja Triunfante e a Igreja Militante, intercedendo por todos que atravessam crises espirituais, seja toda a honra e toda a glória!

Fonte: Pavablog

Deus nos livre de um Brasil evangélico

Por Ricardo Gondim, pastor da Igreja Betesda
Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.
Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.
Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).
Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.
Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?
Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?
Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.
Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.
Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?
Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.
Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.
Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.
Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.
Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista. 
O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.
Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.
Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.

Soli Deo Gloria
7-02-11

sábado, 23 de abril de 2011

Eu sou herege



Sinceramente, me sinto cada vez mais deslocado no ambiente evangélico hodierno. Cada vez mais, percebo que não me encaixo nos padrões religiosos, que minha visão é dissonante e que meus pensamentos não são iguais aos da maioria.
Um dia desses, conversei com uma grande amiga, e compartilhei que me sentia um herege. Na verdade, ela se escandalizou um pouco com a minha declaração. No fundo, no fundo, eu acho que gostaria de voltar a um passado não tão distante, no qual eu cria que os pregadores falavam “usados pelo Espírito Santo”, que as orações resolviam problemas pessoais e que as questiúnculas protestantes (piercings, tatuagem, roupas, músicas “mundanas” e tal) eram temas da mais alta relevância social, pois traduziam verdades espirituais.
Mas não consigo. Não me enquadro nos parâmetros ortodoxos da igreja evangélica contemporânea. Sou um herege. Todavia, vale lembrar que a palavra ‘heresia’ vem do grego, ‘haíresis’, cujo significado literal é 'escolha'. Herege, portanto, é quem escohe aquilo que pode ser feito (embora muitos digam que não seja).
Precisamos entender que quem levanta heresia é aquele que suspeita de quem se diz dono da razão. Assim sendo, sigo um dos maiores hereges da humanidade. Jesus escolheu seguir o caminho estreito, mesmo quando o judaísmo o ensinava a fazer outras coisas.
Ele curou no sábado, mesmo quando não podia.
Ele perdoou os pecadores, a exemplo de Maria Madalena, mesmo quando os religiosos tiravam pedras do coração para matar lentamente.
Hoje eu sou herege, diante de uma igreja apóstata. Prefiro seguir o Caminho de um andarilho que iniciou um movimento com pescadores, não com políticos. Detenho-me na mensagem de um homem que ensinava o amor e o perdão, ao invés dos rigores e rancores. Desejo inspirar-me nAquele que se entregou à Cruz e não se rendeu ao ‘poder’. Quero conectar-me ao Alto. Busco segui-Lo, amá-Lo.
Não me considero digno de nada, não sou representante de nada, não sou ‘poderoso’, não piso em demônios, não curo. Mas creio que Ele está conosco todos os dias, até a consumação dos séculos. E acho que isso basta. A presença dEle faz com que qualquer existência se transforme em Céu...

Por Jénerson Alves
23-04-2011, 0h17

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mensagem de Páscoa de um ateu

Texto de Ricky Gervais publicado originalmente no The Wall Street Journal
No último Natal escrevi um texto chamado “Uma mensagem de festas de Ricky Gervais: porque eu sou ateu”.
O Wall Street Journal o reproduziu e isso causou um certo rebuliço. Pediram-me até para responder a alguns dos comentários. Nesta Páscoa pensei em fazer outro texto. Aqui está:
Mensagem de Páscoa de Rick Gervais: porque sou um bom cristão
O título deste texto pode parecer um pouco enganoso, ou pelo menos enigmático. Naturalmente, não sou um bom cristão como os que dizem acreditar que Jesus era metade homem e metade Deus. Mas certamente acredito que sou um bom cristão comparado com um monte de cristãos que conheço.
Não que acredite que os ensinamentos de Jesus, se fossem seguidos, não fariam desse um mundo melhor. É que eles raramente são seguidos.
Gandhi conseguiu resumir bem isso. Ele disse: “Gosto do seu Cristo, mas não gosto de seus cristãos. Seus cristãos são tão diferentes de seu Cristo”.
Sempre me senti assim, mesmo quando acreditava em Deus. De um modo estranho, sinto que ainda sou um “cristão” muito bom,  que apenas não acredita em Deus.
Muitos cristãos acreditam que pelo fato de acreditar no Deus certo, são automaticamente bons e têm uma passagem só de ida para a vida eterna. Atrevo-me a dizer que suspeito ser essa a razão principal para eles acreditarem. Já ouvi tantos “crentes” dizendo: “Bem, já que não há como ter certeza se há um Deus ou não, é melhor acreditar em Deus do que não acreditar. Sendo assim, se você estiver errado não fará diferença, e se você estiver certo, ganha a vida eterna”. Assim todos ganham.
Este é o conhecido desafio de Pascal. Presume que Deus, se ele existir, recompensaria a fé cega mais que a lógica de viver uma boa vida sendo ateu.
Aliás, para o Deus dos cristãos é tão ruim acreditar no deus errado quanto não crer em deus nenhum. A ideia de outros deuses é certamente ridícula para os cristãos. Tolices sobrenaturais. Como se existisse um Zeus; superstição estúpida, antiga e ignorante. E mesmo que existissem outros deuses (e certamente não existem), então o Deus dos cristãos é o melhor. Mais forte, mais esperto… simplesmente melhor. Ele riria de Zeus e o chamaria de um bêbado grego. (Duvido que Deus seja racista e homofóbico, mas a Bíblia não é clara. Algumas vezes fala sobre amor e igualdade e outras diz que você não deve confiar em certas pessoas, e que deitar com um homem como faria com  uma mulher é algo punível com a morte, um pouco doentio e maligno).
Então lembre. Se você é gay, está “dando pinta para Satanás” (isso daria uma camiseta bastante engraçada).
Jesus era um homem (e se você esquecer toda essa besteira sobre ser metade Deus e acreditar nos atos sobrenaturais atribuídos a ele; era um homem cujas palavras sábias muitas pessoas ainda seguiriam). Sua mensagem era geralmente sobre perdão e bondade.
Estas são virtudes maravilhosas, mas tenho visto elas serem rejeitadas por muitos dos chamados tementes a Deus, quando isso lhes convém. Eles basicamente escolhem o que lhes interessa obedecer do seu “livro de regras”. Tenho visto tanta crueldade e preconceito demonstrado em nome do Cristianismo (e de muitas outras religiões também) que me faz pensar se não há um exagero na leitura seletiva da Bíblia e na reinterpretação das doutrinas.
Deus ou não, se eu pudesse mudar uma coisa para um mundo melhor, seria que toda a humanidade seguisse essa pequena jóia: “Aquele que não tem pecado atire a primeira pedra”. Garanto a você que nenhuma pedra jamais seria atirada novamente.
Então, talvez devêssemos voltar ao básico, para tentar descobrir como tudo ficou confuso.
Os Dez Mandamentos
Os Dez Mandamentos são encontrados no Antigo Testamento da Bíblia. Livro de Êxodo, capítulo 20. Eles foram dados diretamente por Deus ao povo de Israel no Monte Sinai, depois que ele os libertou da escravidão no Egito:
“Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus”.
Então vamos fazer o teste. Quantos desses você já quebrou?
UM – “Não terás outros deuses diante de mim.”
Eu definitivamente não tenho. Excelente. Ganho um ponto.
DOIS – “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.”
Isso significa, basicamente, não fazer ou adorar uma estátua religiosa ou se prostrar diante isso pensando que é algo santo. Confere​​. Outro ponto para mim.
TRÊS – “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.”
Nunca faço isso. Mas deixe-me explicar algo. A maioria das pessoas pensa que o terceito mandamento significa que não devem usar seu nome como palavrão, por exemplo gritando “Oh, meu Deus!” quando batem o dedinho do pé em vez de “Ah, que m****!”.
Esse não é o caso (embora eu goste da idéia de que Deus prefere que eles gritem “m****” em vez de falar “Deus”. Isso é legal. Mas não).
O mandamento também poderia ser: “Você não deve ter o nome do Senhor teu Deus por ‘vaidade’, por exemplo, quando o seu inimigo é ferido ou derrotado, dizendo: ‘isso é a ira de Deus’, ou quando você ganha um prêmio, dizendo: ‘graças a Deus’.”
Isso é usar o nome dele por vaidade. Sugere que você sabe que Deus o ajudou a ganhar algo porque merecia mais que os outros, ou porque estava do seu lado. Sempre me divertiu a ideia que Deus ganharia como ator favorito no Globo de Ouro, caso concorresse.
De qualquer forma, ganho outro ponto. Acho que a maioria dos não-ateus perderá um ponto aqui.
QUATRO – Lembra-te do dia do sábado, para santificá-lo.”
Antes de pontuar isso, precisamos descobrir o que realmente significa quando Deus nos ordena a santificar o dia de sábado. Nessa compreensão o que vale é a verdadeira intenção da palavra de Deus, não importa que dia da semana celebramos o sábado.
Não havia calendários quando Deus criou os céus e a terra, logo não sei que dia ele começou e terminou. Não deixe que o “dia” torne-se mais importante do que a “intenção”.
Se olharmos para a parte de Os Dez Mandamentos que se refere a isso, Êxodo 20:8-11, parece ser algo bem específico:
8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. 9 Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; 10 mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. 11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.
De acordo com a Bíblia, Deus mandou santificar esse dia. Mas o que isso realmente significa?
O trabalho é basicamente o que fazemos para ganhar a vida, ou o trabalho que fazemos em casa, ou qualquer trabalho que tomemos parte diariamente. Então, se nunca trabalhamos significa que todo dia seria santo? Não. Isso absolutamente não é ser santo. Em vários lugares na Bíblia somos informados de nossa necessidade de trabalho, que nosso trabalho honra a Deus. Então, basicamente você tem de trabalhar o equivalente a seis dias por semana com um dia de folga.
Eu faço isso. Logo, recebo um outro ponto.
CINCO – “Honra a teu pai e a tua mãe.”
Acho que ganho um ponto se mais alguém ganhar também com esse aqui.
SEIS – “Não matarás.”
Não faço isso. Confere.
SETE – “Não adulterarás.”
Não faço isso. Confere.
OITO – “Não furtarás.”
Não faço isso. Confere.
NOVE – “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.”
Não faço isso. Confere.
DEZ
“Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”
Não faço isso. Confere. Outro ponto para mim.
Nada mau para um ateu.
Eu fiz 10 dentre 10.
E você, como foi?
Mesmo que isso não prove que sou um bom cristão, prova que a Bíblia é um pouco inconsistente, aberta à interpretação e até mesmo um pouco intolerante.
Isso não é característico do cristianismo, para ser justo. E eu gosto de ser justo. Porque ao contrário de TODAS as religiões, sendo ateu, eu trato todas as religiões do mesmo modo.
Tradução: Agência Pavanews
 Fonte: Pavablog

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Perdi a fé

Por Ricardo Gondim, pastor da Igreja Betesda


Sentado na quarta fileira de um auditório superlotado, eu ouvia um renomado orador cativar mais de mil pessoas com sua oratória carismática. Na contramão do frenesi provocado por ele eu repetia para mim mesmo: “Não, não posso negar, já não comungo com os mesmos pressupostos deste senhor”. Aliás, parece que ultimamente vivo em controvérsias, tanto pelo que escuto quanto pelo que falo. Algumas pessoas me perguntam se provoco polêmica para fazer tipo. Outros querem saber se sei aonde quero chegar. Respondo: “Estou mais certo dos caminhos que não quero trilhar”.
Muito de minhas controvérsias surgiram porque eu me recuso a escamotear dúvidas com cinismo. Fujo de tornar-me inconseqüente nas declarações que possa fazer a respeito de Deus e da fé. Receio perpetuar uma espiritualidade desconectada da vida.
Reconheço, algumas intuições sobre teologia ainda estão verdes. Mas, nem sei se quero que elas amadureçam. O pouco de sentido que me fazem basta para que eu me ponha a garimpar a verdade. E isso é bom. Há um fluxo que me faz abandonar certas pedras onde outrora tomei pé. O que abandonei?
1. Não consigo mais acreditar no Deus inativo, que carece de preces “verdadeiras” para mover-se. Uma frase que não faz nenhum sentido para mim? “Oração move o braço de Deus”.
2. Não consigo mais acreditar que os milagres de Deus sejam prêmios que privilegiam poucos. Não consigo entender que Deus se comporte como um “intervencionista” de micro realidades, deixando exércitos de ditadores “correrem frouxos”. Inquieta-me saber que Deus tenha uma “vontade permissiva” para multinacionais lucrarem com remédios que poderiam salvar vidas. Não aceito que haja uma razão eterna para que governos corruptos atolem os mais pobres na mais abjeta miséria.
3. Não consigo mais acreditar que Deus, mantendo o controle absoluto de tudo o que acontece no universo, tenha sujado as mãos com Aushwitz, Ruanda, Darfur, Iraque e outras hecatombes humanas. Não aceito que ele, parecido com um tapeceiro, precisa dar nós malditos do lado de cá da história enquanto, do outro lado, na eternidade, faz tudo perfeito. Qual o propósito de Deus ao “permitir” que crianças sejam mortas pela loucura de um atirador ou que uma menina esteja paraplégica com bala perdida?
4. Não consigo mais acreditar que a função primordial da religião seja acessar o sobrenatural para tornar a vida menos sofrida. Os cristãos, em sua grande maioria, tentam fazer da religião um meio de controlar o futuro; praticam uma fé preventiva, pois aceitam como verdade que os verdadeiros adoradores conseguem se antecipar aos percalços da vida; afirmam que os ungidos sabem prever e anular possíveis acidentes, doenças, ou quaisquer outros problemas existenciais do futuro. Creio que a verdadeira fé não foge da lida, mas encara o drama de viver com coragem.
5. Não consigo mais acreditar em determinismo, mesmo chamado por qualquer nome: fatalismo, carma, destino, oráculo. Depois de ler e reler o Eclesiastes, parei de acreditar que o cosmo funcione como um relógio de quartzo. Acredito que Deus criou o mundo com espaço para a contingência.  Sem esse espaço não seria possível a liberdade humana. Creio que no meio do caminho entre determinismo e absoluta casualidade resida o arbítrio humano. Entendo que liberdade  é vocação: homens e mulheres acolhendo o intento do Criador para que a história e o porvir sejam construídos responsavelmente.
Reconheço que posso assustar na teimosia de importar do mundo do rock para dentro da espiritualidade o significado de “metamorfose ambulante”. Nessa constante fluidez, a verdade pode ser simples, mas nunca deixará de ser perigosa. A  senda sulcada da verdade foi sulcada por muitos, entre os passos, porém, percebo a marca das sandálias do meu Senhor. E só isso basta para eu prosseguir.
Soli Deo Gloria
fonte: site do Ricardo Gondim

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Uma Igreja Chamada Vertigo

Por Carlos Bezerra Júnior, médico e deputado estadual pelo PSDB-SP



“Hello, hello! I’m at a place called vertigo…” Foi ouvindo estes versos que eu me dei conta de onde estava: no estádio do Morumbi, assistindo ao show da banda U2, que tocava a segunda música do dia, em São Paulo. Perto de mim, o prefeito José Serra. A reação à apresentação dos roqueiros irlandeses é geralmente essa mesmo. Ficamos meio que tontos diante do cenário gigante, da performance perfeita, do carisma de Bono. Depois do show, recebi vários e-mails de irmãos questionando o conteúdo cristão das músicas do U2 e das bandeiras sustentadas pelo vocalista. Resolvi escrever o que penso.


Seriam eles cristãos? Sim, eles são. Alguns podem torcer o nariz para essa afirmação. Conheço todos os argumentos contrários de cor, e, sobre isso, penso sobre como o nosso olhar se tornou superficial nos últimos anos, ou, então, como a nossa teologia se tornou rasa. Excluímos do nosso círculo quem não segue os mesmos padrões de comportamento. Enquanto isso, o “Você também” do U2 prefere incluir.

Não sei se a maioria quer enxergar o miolo da questão, se quer tocar a alma desses artistas. Aos que desejam isso, sugiro uma leitura atenta das músicas. O U2 fala, principalmente, da loucura da vida moderna, das nossas cidades, da ausência de sentido das guerras, das conquistas, dos fracassos. Num mundo vertiginoso, eles procuram algo que os faça “sentir” –é o que diz “Vertigo”. Mas é também o que diz “I still haven’t found what I’m looking for”, na qual Bono canta a sua busca por entender o sentido da condição humana.

As cidades sem nome, onde as luzes cegam, os arranjos eletrônicos que causam estranhamento… São esses os cenários desenhados pelo U2 em seu lamento pela tristeza do mundo, que vem desde o domingo sangrento de “Sunday Bloody Sunday”. A crítica musical muitas vezes o classifica como piegas. Porém a maneira como os irlandeses se colocam no hit parade, carregados de influências que vão dos Beatles aos punks Ramones, apresentando criações originalíssimas e baladas que marcam gerações, é surpreendente. Em todas as letras, há conceitos cristãos claros, e as bandeiras –como a coexistência pacífica das religiões, e não o ecumenismo – são as mais evangélicas que conheci.

Há canções específicas em que o Evangelho é declarado de forma explícita, porém os que não são cristãos não a compreendem dessa forma. Dos primeiros CDs da banda até o consagrado “War”, as referências à fé predominam. Em “Boy”, o trabalho de estreia do U2, Bono canta em “I Will Folow” (“Eu Seguirei”): “I was on the outside when you said/ You needed me/ I was looking at myself/ I was blind, I could not see. (Eu estava por fora quando você disse. Preciso de você. Eu estava observando a mim mesmo/ Eu estava cego, não podia ver)”. Entre “Boy” e “War”, está “October”, considerado um dos trabalhos mais cristãos da banda.

Além das declarações de fé do U2, o testemunho público de Bono confirma o que ele canta. O envolvimento do vocalista no Jubileu 2000, movimento que propõe o perdão da dívida externa dos países africanos, o forçou a atrasar em um ano o lançamento do novo CD. Há 25 anos casado com a mesma mulher, Bono fala com presidentes, discursa, prega em seus shows usando o palco como púlpito. Em qualquer oportunidade, ele está chamando atenção para a pobreza e a injustiça social.

Tudo isso pode parecer novidade para nós, brasileiros, mas para irlandeses e americanos, a confissão de fé dos roqueiros do U2 é praticamente domínio público. Este fato está sendo corrigido com o lançamento de “Walk On A Jornada Espiritual do U2”, tradução do livro de Steve Stockman (Editora W4 Endonet). Neste ensaio, vemos a compilação de milhares de entrevistas de Bono Vox ao longo dos anos e descobrimos que ele mesmo parou de tocar no assunto igreja para evitar maiores transtornos pessoais e na carreira da banda. Mas há muitas outras coisas interessantes a conferir no livro.

O passado do jovem vocalista em Dublin, o tempo de escola bíblica, é um dos capítulos interessantes. Entendemos o que era o movimento evangélico daquele lugar naqueles tempos. Era o auge da guerra entre católicos e protestantes e a igreja não estava encerrada entre as quatros paredes do templo, e sim nas trincheiras. As canções não eram apenas de louvor, mas também de protesto por tamanha incoerência de ambos os lados da batalha. Quem não se lembra da cena de Sinéad O’Connor, a cantora careca de “Nothing Compares 2 U”, queimando a fotografia do Papa?

O U2 é um produto da Igreja, mas não para consumo interno. Hoje, vejo em Bono inúmeras expressões do Evangelho, e dos valores que aprendemos aos domingos (ou que deveríamos estar aprendendo), vejo a tentativa frutífera de atingir para além do gueto que criamos, para além dos muros do templo. E isso, convenhamos, assusta a qualquer um. Ao mesmo tempo revela uma coragem que a maioria dos nossos músicos maravilhosos não tem. Aqui eu escrevo sem ironia: nós, cristãos, abastecemos o setor fonográfico há anos, com músicos que, fora da igreja, ajudam a embalar multidões com boa música cantada por não-cristãos, enquanto dentro produzem canções muitas vezes repetitivas e sem criatividade, sem força para ir além do muitas vezes mesquinho e vazio mercado evangélico.

Não conheço Bono o suficiente para saber se ele é um exemplo a ser seguido, mas não posso ignorar a verdade de suas bandeiras. Quando assisto a um megashow como o que ele fez em São Paulo, considerado por muitos o maior show de rock da história do Brasil, não posso deixar de me sentir desafiado e de me identificar com a proposta desses malucos irlandeses. Como político, sempre rejeitei o gueto. Sempre me recusei a, como vereador, me restringir a ser um despachante de igreja, a viver de favores, fechado num mundinho autodenominado cristão.

Nunca entendi que Jesus pregava a salvação para aqueles que fossem “bonzinhos”. Entendi que o céu era para aqueles que acolhessem o estrangeiro, para os que desse água ao sedento, comida ao faminto. Talvez seja essa a pergunta perseguida por Bono: o que é a salvação? A julgar por algumas letras e discursos da banda, a salvação é sinônimo de humanização. A partir do momento em que nos tornamos mais humanos, mais parecidos com Jesus nos tornamos. E, acima de tudo, a salvação é para todos, não apenas para um grupo de iniciados.

Para concluir, o U2 nos ensina que o projeto de expressar os valores da Igreja para o além-muro pode dar certo, seja em canções, seja em políticas públicas. Não sei se poderia considerar heresia ouvir uma multidão como a que lotou o Morumbi cantando os versos de “40”, composição do CD “War”, na qual Bono é explícito em sua fé. Na música, ele diz: “You set my feet upon a rock. And made my footsteps firm. Many will see, many will see and hear (Você pôs meus pés sobre a rocha. E firmou os meus passos. Muitos verão, muitos verão, e ouvirão)”. Posso dar o testemunho de quem viu isso ao vivo, como eu. É emocionante. Ouvir o nome do Senhor exaltado dessa forma é de arrepiar.

Por Carlos Bezerra Jr.

Fonte: Carlos Bezerra Jr. – Site Oficial, também reproduzido em http://wavee0.com/2011/04/14/uma-igreja-chamada-vertigo/

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Não abandono a Cristo nem a sua Igreja, mas ficarei extremamente aborrecido com a minha igreja se...

Por Elben M. Lenz César, editor da Revista Ultimato

• Os cristãos ortodoxos demais não colocarem no mesmo nível os pecados sexuais e os pecados sociais.
• Os cristãos fundamentalistas demais aprovarem a guerra e condenarem a guerrilha.
• Os cristãos pentecostais demais não colocarem no mesmo nível de importância os dons do Espírito e o fruto do Espírito.
• Os cristãos ecumênicos demais chamarem de irmãos na fé aqueles que colocam Jesus no mesmo nível de Buda e Maomé.
• Os cristãos liberais demais disserem que Jesus é só Filho do homem e não Filho do homem e Filho de Deus ao mesmo tempo.
• Os cristãos reformados demais não enfatizarem tanto a eleição como a Grande Comissão.
• Os cristãos espirituais demais derem um espaço muito grande para a oração e um espaço muito pequeno para a ação.
• Os cristãos hipócritas demais continuarem a limpar o exterior do copo e não o interior primeiro e o exterior depois.
• Os cristãos esbravejadores demais falarem muito da condenação e pouco da salvação, muito do pecado e quase nada do perdão.
• Os cristãos diplomatas demais falarem muito da salvação e pouco da condenação, muito do perdão e pouco do pecado.
• Os cristãos acadêmicos demais desprezarem o pietismo e os cristãos pietistas demais desprezarem a teologia.
• Os cristãos avivados demais promoverem avivamentos à base de louvorzões, ajuntamentos enormes, passeatas, shows gospel, milagre de cura e enriquecimento, muito barulho e sem contrição, sem confissão de pecado, sem santidade, sem Bíblia, sem paixão pelas almas, sem unidade e sem apego cada vez maior a Jesus Cristo.

Mais uma coisa: estou pronto para ir para a cadeia, se a lei brasileira me proibir de falar que a prática homossexual é contrária à lei de Deus.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Repórter do Extra lança cordel com distribuição nacional



O repórter do Jornal Extra e também cordelista, Jénerson Alves (foto), acaba de concluir o mais novo trabalho, intitulado “Carta a uma amiga suicida”, lançado pela editora Luzeiro, da Capital Paulista, com distribuição para todo o País. No folheto, o defensor da cultura popular trata, através dos versos, valores como a importância da vida.


Vale lembrar que esse não é o primeiro trabalho do poeta, que também assina vários outros cordéis, um livro, além de dois CDs de declamação.

A relação do artista com as letras nasceu desde cedo, quando, aos quatro anos de idade, aprendeu a ler sozinho. Os primeiro versos foram escritos aos 13 anos, tendo no currículo participação em vários festivais, entre eles um nacional, quando, em 2005, conseguiu o 3º lugar com o prêmio melhor cordel, da Biblioteca Belmonte, de São Paulo.



Fonte: http://www.jornalextra.com.br/portal/culturaemdia/


Em tempo, Jénerson Alves colabora também com o Programa Espaço Livre da 107 FM e com a Presentia.

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