sexta-feira, 25 de abril de 2014

Mentes aprisionadas



Nós vivemos em sistemas
Onde há falsas liberdades
Que criam necessidades
E fantasiam problemas,
Põem nos humanos algemas
E os tornam decadentes,
Pálidos, miméticos, doentes,
Ascos, volúveis, banais...
Estruturas sociais
Que aprisionam mentes.

Essas grades invisíveis
Ferem, dopam e viciam,
As virtudes se atrofiam
Formando chagas terríveis,
Barreiras intransponíveis,
Difusão de violências,
Que agridem as essências
As diluindo em frações,
Robotizando as ações,
Deletando consciências.
  
Depende de cada um
Querer encontrar o Bem,
Mas deve-se enxergar além
Para achar o bem comum.
Entre espinhos, ver algum
Jeito de oscular a flor,
No horizonte pôr cor
Com a tinta da emoção,
Entrando em conexão
Com o plano do Criador.

Enxergar a luz do dia,
Sentir do Sol o calor,
Saber lidar com a dor,
Semear a alegria.
A pura sabedoria
Gerada no coração,
Advém de construção,
De busca incessante, ardente,
Porque na vida da gente
Tudo, tudo é decisão.


Jénerson Alves, 09 e 10.03.2014

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