segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Confissão de amigo


Eu vi os teus olhos tristes
E fiquei preocupado,
Porque sou acostumado
A vê-los com alegria.
E apenas gaguejei,
Sem saber o que dizer...
Eu queria converter
Tua noite em novo dia.

Posso não ser muito bom
Pra falar palavras belas
(E, assim, por meio delas
Confortar a tua alma...)
Mas, dentro de mim, existe
Algo que nem sei dizer...
É vontade de fazer
Que recuperes a calma.

Olha, eu não posso falar
Como deves proceder
Pra semear o prazer,
Alterar tua emoção,
Nem deletar os percalços
Que te fazem lamentar,
Mas eu te dou meu olhar,
Meu ombro, meu coração...


Se quiseres, podes bem
Contar o que estás sentindo,
Que ficarei te ouvindo
E não vou interferir.
Bem sei que não sou perfeito,
Pouco tenho a ajudar.
Eu sou péssimo pra falar,
Mas estou pronto a ouvir.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A Cruz, o Arco-Íris e a Voz

No País do futebol, o sentimento de ‘torcida’ espraia-se por diversas dimensões do ser. Inclusive para a religião. Quando o religioso é tomado por este sentimento, o caso é sério, pois perde a capacidade de discernir, de dialogar, de praticar a reflexão. Ao invés de conversas, aparece um vociferar de múltiplas tonalidades, no meio da qual nenhum discurso pode ser inteligível.

Infelizmente, tem sido esse o cenário, no meio evangélico brasileiro, quando se trata da questão da homoafetividade. Historicamente, o assunto é espinhoso e motivo de celeumas e discussões. Aliás, a forma como a religião lida com a sexualidade de um modo geral (inclusive a hetero) é, via de regra, baseada em tabus. Com o avanço das lutas sociais de minorias como o movimento LGBT, que começa a alcançar espaços, os religiosos necessitam demarcar, também, espaço no debate público. O terreno fica fértil para excessos. De ambos os lados. Vale lembrar que esta temática constituiu-se uma das tônicas das eleições de 2010, nas quais discussões sobre economia, políticas sociais e ideologia foram silenciadas. Quando o foco da discussão é distorcido, aparece de tudo. Personalismo, propostas nonsense, enfim, excessos.

Nesse cenário, uma ‘voz’ surge e, com meiguice e doçura, faz um convite para que todos se percebam como seres humanos. Sem megafones, programas televisivos, nem marchas, essa ‘voz’ aparece nas letras do livro ‘Entre a Cruz e o Arco-Íris, a complexa relação dos cristãos com a homoafetividade’ (Gutenberg, 2013). Na obra, a jornalista Marília de Camargo César aborda a complexidade desses dois aspectos. A proposta é demonstrar o lado humano das pessoas inseridas nesse contexto. É uma forma de sair do foco dos bufões que – dos dois lados – expõem discursos inflamados, na busca por um olhar sóbrio acerca dessa questão.

Em entrevista concedida a mim, através do Jornal Extra de Pernambuco, Marília compartilhou um pouco da experiência de produzir esse trabalho. “Começaram a surgir em minha mente perguntas como: como será que é ser homossexual e evangélico? Será que existem muitos evangélicos-gays ou esta é uma contradição em termos? Por que, afinal, as pessoas são gays? A princípio, fui movida por curiosidade. Depois, ao contrário do que parece, percebi que se tratava de um ambiente humano onde havia muita dor, anonimato, pessoas feridas, abandono e abuso. Isso foi me motivando a continuar a pesquisa”, declarou.

Em outras palavras, no caminho de procurar compreender um determinado ‘fenômeno’, a jornalista deparou-se com vidas. Vidas que sonham, que choram, que riem, que pensam, que têm carências, que têm esperança... enfim, vidas. Vidas como eu e você. E, ao ficar diante de vidas, não há como olvidar dAquele que disse: “Eu venho dar vida e vida em abundância”.
Diante dEle, não há como não se render ao Amor. Aliás, Ele é Amor. E a jornalista comentou, ainda, na entrevista: “Existe um jargão evangélico muito conhecido: temos que amar o pecador, mas odiar o pecado. O que significa isso na prática? Na verdade, quase nada. É um discurso meio vazio, uma vez que você afirma que ama, porém luta contra os direitos civis dessas minorias, não aceita que eles tenham plenos direitos de cidadania, ergue faixas nas ruas conclamando guerra contra os gays e anunciando que o inferno os aguarda com chamas ardentes”.

Acredito que essa é uma temática que ainda vai render bastante, tanto nos púlpitos quanto nas praças, nas ruas, nas casas. Mas, principalmente, no âmago daqueles que enfrentam problemas na área da sexualidade. Além das vozes que gritam nos microfones, há vozes que gritam no interior das pessoas. E isso gera confusão, insegurança, desespero. Assim sendo, a voz da jornalista vem como um pedido para que seja feito silêncio, até que se ouça Outra voz. A voz dAquele que dá vida. A voz dAquele que diz: “Venham a Mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e Eu lhes darei descanso. Sejam Meus seguidores e aprendam Comigo porque Sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso”.

O chamado à salvação é para todos. Homos, heteros, ricos, pobres, negros, brancos, homens, mulheres, ateus e evangélicos(!). Todos somos pecadores, pois a nossa natureza é pecaminosa. Isso não tem relação, necessariamente, pelo que fazemos, mas pelo que somos: pecadores. E apenas o amor dEle, que foi materializado no sangue que jorrou no madeiro, modifica essa natureza. Precisamos, portanto, guiar-nos pela voz de Jesus, o Bom Pastor, até o dia em que ouviremos dEle próprio o chamado: “Vinde, filhos benditos”.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Fagulhas de esperança na Educação

Apresentação de estudantes na X Expo
Recentemente, vivenciei dois momentos que me marcaram. Em ambos, surgiram luzes em minha consciência acerca do futuro da Educação. Percebi que é possível, sim, construir um novo devir, com novos significados e novos horizontes. O primeiro deles foi no domingo (24.11). No Parque Ambientalista Severino Montenegro, aconteceu a 10ª Exposição de Conhecimentos do Colégio Criativo, de Caruaru.

O dia inteiro foi marcado por atrações artísticas, espetáculos promovidos pelos próprios estudantes, bem como apresentações em stands com temáticas enfocando o meio ambiente. Diferentemente do que normalmente acontece quanto a esse tópico, as propostas apresentadas conectavam-se com a realidade, traduzindo-se em atitudes simples que podem ser incorporadas ao cotidiano das pessoas para a consolidação de uma nova cultura, a qual traduz a sustentabilidade como uma práxis comum.

Além disso, a mostra homenageou nomes com reconhecida luta pela causa ambiental em Caruaru. Reginaldo Melo, Jorge Quintino, Valter Fábio, João Domingos, Luís Aleixo, Luís Torres Neto, Marcelo Rodrigues, Regeane Papaléo, Severino Montenegro, Aldo Arruda e Flávio Martins foram os homenageados.
Sem dúvida, essa foi uma das maiores (se não a maior) Expo de todos os tempos. O contato com a natureza re-significou inclusive o conceito de aprendizado, mostrando que o conhecimento é partejado pelo dia-a-dia, em todos os momentos e lugares, não é algo estanque e acessado apenas em livros ou alfarrábios.
Valter Fábio, coordenador do Ensino Médio do Colégio Criativo

Outro momento que vivenciei foi na sexta-feira (29.11). O local foi a Escola Estadual Professora Maria Ana, no município de Bezerros. Na ocasião, aconteceu o Ciência Show V, o qual pode ser definido como uma forma de aprender Química e Física brincando. Durante o evento, os estudantes fizeram apresentações de experimentos nas áreas supracitadas, sob a coordenação dos professores das disciplinas, além de contarem com o apoio de estudantes do curso de licenciatura em Química do Campus Acadêmico do Agreste da UFPE (Caruaru).

Cheguei, inclusive, a recitar alguns poemas na abertura do Ciência Show. Mas, sem dúvida, o maior show estava no olhar e nos trabalhos de cada estudante e de cada professor, cujo empenho, dedicação e carinho ao serviço estavam impregnados em cada ação.


Quero, portanto, deixar registrado meu agradecimento a todos os que participaram de ambas as programações. Deixo os nomes dos professores Valter Fábio e Marsivaldo Silva (do Colégio Criativo e da Escola Maria Ana, respectivamente), como referência. Em suma, tais situações apenas testificam na prática uma máxima de Paulo Freire: “Não há Educação sem amor”. Continuem assim, mestres, amando o conhecimento, firmes no propósito sacrossanto de estimular o próximo a elevar o uso da razão aos mais altos degraus. 

Professor Marsivaldo Silva e alunos da Escola Maria Ana

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Perdi a cabeça com a pergunta

Cheguei no buffet para realizar o casamento.
Praticamente ninguém cristão. Um pastor era apenas para satisfazer o desejo da mãe do noivo.

Situação constrangedora por si só e mais ainda porque marcaram comigo um horário em que a festa já estava rolando e para realizar a cerimônia teria que interromper a bebedeira.

Quando anunciaram o pastor ouvi gracejos que me levaram ao arrependimento de estar ali.

Conseguimos o silêncio, cerimônia realizada e passando por entre os festivos convidados, um senhor daquele tipo que mesmo sem estar em situação de risco etílico, aproveita-se do copo para mostrar-se "o tal, gritou:

— Ô crente!
Desde minha adolescência não ouvia essa expressão para zombar.

— Seu Deus ajuda um lutador a ganhar uma luta, mas nem se importa com uma mãe pobre que perde seu filho para uma simples diarréia? Que me diz?

Confesso que nessas horas milhares de pensamentos tentam me dominar e me fazer perder a cabeça. Olhei bem para ele a fim de propositadamente constranger e consegui:

— Você sabe alguma coisa sobre Deus? Você de fato se preocupa com essa mãe,ou fica no sofá com cerveja na mão assistindo a luta e viu essa frase no facebook e achou que era genial?

Escutei baixinho quase um coro: "viiixi".
Ele forçou uma gargalhada amarela e continuou:

— E aí, que me diz? Sem saída?

Percebi que não devia ter agido assim. Acabei dando corda e montando uma cena horrível. Mas com o octógono armado e a contrariedade de meu humor naquele instante:

— Não é uma questão de resposta, já que isso aqui é uma troca de argumentos e não ações que resolvem a vida. Pelo que observo, para você mesmo, sua pergunta não faz sentido.

Ele, riu alto, se virou para todos que assistiam e disse sem me encarar:

— Ah tá; fugindo da raia. Conheço isso.

Quase sem deixá-lo terminar, assumi a questão:

— Você diz que Deus ajudou o lutador porque acredita em Deus ou porque acredita no lutador?

Menos zombador e mais ríspido, apontando o dedo com a mão que segurava o copo:

— Eu não acredito em Deus e estou apenas repetindo o que o lutador disse.

— Então está claro que você não acredita em Deus e nem no lutador, logo, conforme eu disse, se você não dá crédito a nenhum, para você essa pergunta não faz sentido e perguntar coisas sem sentido não levam a nada e é coisa de insano. E você há der convir comigo que pergunta sem sentido não há razão para ser respondida.
Caso você queria compreender o sentido da vida que eu dou e quiser de fato saber sobre Deus e porque eu creio, poderemos um dia conversar, por enquanto continue desfrutando da festa porque para isso você está aqui, então não estrague momentos assim, eles não voltam mais. Me desculpe, mas se quiser dar um significado valioso à sua vida não fique assistindo luta na TV perguntando porque Deus não salva a criança. Vá lá e salve você.

Me virei e mais a frente olhei para trás e lá estava ele agora sim, com uma cara de perguntas importantes para si mesmo.

Depois nos acertamos e até rimos.


(Eliel Batista, via Facebook)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Não precisa decote ou minissaia


Foto extraída de www.assimsefaz.com.br


Não precisa a mulher se preocupar
Com a roupa mais cara da boutique,
Se a vizinha é mais rica ou é mais chique,
Ou se à moda ela deve se adequar.
Mais que isso, é melhor ela buscar
Atingir a maior sabedoria,
Que a virtude só cresce a cada dia,
E a beleza? O tempo faz que caia!
Não precisa decote ou minissaia,

Se ela tem elegância e simpatia.

Quem só julga o valor pela embalagem
Do miolo não soma a condição.
Não conhece o que há no coração
Quem se pauta somente na imagem.
Quem se ocupa com brilho e maquiagem
Comumente possui alma vazia!
Eu prefiro a mulher que alumia
Com o brilho do cerne que se espraia.
Não precisa decote ou minissaia,

Se ela tem elegância e simpatia.

Não precisa ficar louca por ‘macho’,
Mudar voz para ver se pinta um clima,
Dançar funk pra saia ir para cima
Sem notar que a moral vai para baixo.
Se ela tem tanta luz que eu até acho
Que é o Sol quem reflete, ela irradia,
E sua voz é sonora melodia
Qual angélico coral que D-us ensaia
Não precisa decote ou minissaia
Se ela tem elegância e simpatia.
  
Não precisa postar o seu retrato,
Pra causar os marmanjos pela net,
Mendigar alguns ‘likes’ de pivete,
Nem atar sua vida com boato,
Se ela quer um sujeito mais pacato,
Mas que tenha vigor e energia,
Que não queira tirar fotografia
Mas, fiel, nunca vai fugir da raia
Não precisa decote ou minissaia
Se ela tem elegância e simpatia.

Não precisa ter corpo de sereia
Como a mídia publica, opina e manda,
Ser igual a mulher que dança em banda,
A atriz, ou modelo que passeia,
Se ela tem sangue humano em sua veia,
Ser sereia não quer, que é fantasia.
Tirar onda em meio a maresia
Nunca foi e nem é a sua praia,
Não precisa decote ou minissaia
Se ela tem elegância e simpatia.

A mulher, a meu ver, pra ser mais bela,
Não se rende a vaidade nem invídia,
Não credita seus créditos pela mídia
Mas possui perfil próprio e isso zela.
Ao invés de perder tempo em novela,
Lê as obras de Kafka, Llosa e Mia,
Pensa em Cristo, o Rebento de Maria,
Sem ouvir Valdomiro ou Malafaia
Não precisa decote ou minissaia
Se ela tem elegância e simpatia.


Jénerson Alves, 28.10.2013

Obs.: Mote baseado em frase de Andreza Ferreira.
Poema dedicado a todas as mulheres que têm conteúdo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Um fora em alto estilo

Eu antes te imaginava
Comigo do início ao fim,
Hoje eu já não penso mais,
Não és flor no meu jardim.
Pois é. Não te amo mais
E estou feliz assim.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Tá querendo o quê?


Cantando Ziriguidum,
Ouvindo Tcheretchetchê,
Pre-pa-ra, faz quadradinho,
(Mas não reflete nem lê).
Quando a coisa sai errada,
Gatinha assanhada,
Você tá querendo o quê?


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Quadrinhas soltas no ar...

Deixa eu plantar primavera No jardim do coração? Pra ter uma nova era Dentro da tua emoção. Deixa eu ser o sol nascente No teu escuro horizonte? Ou uma estrela cadente Rasgando o cume do monte? Deixa eu te fazer sonhar No meu colo ou nos meus braços? Ou te fazer desmaiar No êxtase dos meus abraços? Deixa eu te fazer carinho Seja de dia ou de noite, E fazer da cama ninho Pra passarmos o pernoite? Deixa eu te cantar meu canto Só pra tentar te encantar? Deixa eu ser teu, que garanto Que nunca vou te deixar...

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Entrevista com Hernandes Dias Lopes

Uma das mais respeitadas lideranças evangélicas em todo o país. O pastor Hernandes Dias Lopes, que também é escritor – com cerca de 100 títulos publicados – conversou com exclusividade com a nossa equipe sobre os rumos da Igreja Evangélica no Brasil e analisou aspectos da política do país. Lopes esteve em Caruaru na manhã do dia 13, ministrando na Igreja Evangélica Vale da Bênção Central.
A vinda do pastor ao município foi articulada com a equipe da Livraria Luz e Vida – a qual está montando uma filial em Caruaru, que funcionará no North Shopping – e a Editora Hagnos, responsável pela publicação da maior parte dos livros do pastor. Eis a entrevista:

PRESENTIA – Pastor, em seu mais recente livro, intitulado ‘Para onde caminha a Igreja’, o senhor fala que a Igreja Evangélica Brasileira está em crise. Quais são os aspectos dessa crise? 

HERNANDES DIAS LOPES – A crise da chamada Igreja Evangélica Brasileira, em meu entendimento, passa por alguns aspectos. Primeiro, há um segmento da Igreja bandeando para o lado do liberalismo teológico. O liberalismo teológico é um desastre, pois, por onde ele passa, mata a Igreja. Muitas igrejas na Europa morreram. Outras, na América do Norte – Estados Unidos e Canadá – estão morrendo, pois se capitularam ao liberalismo.

Há denominações inteiras no Brasil flertando com o liberalismo e até se capitulando a ele. Essas denominações já estão retrocedendo em números, porque aqueles que negam a infalibilidade, a inerrância e a suficiência das Escrituras não têm o que pregar. Segundo, há um grande segmento de igrejas crescendo numericamente, mas sem qualidade, pois abraçaram o sincretismo religioso, substituíram o Evangelho por outro evangelho. Um evangelho popular, mas sem integridade doutrinária e sem ética. Desta forma, essas igrejas entraram para o campo do pragmatismo. Elas não estão preocupadas com o que é verdade, mas com o que funciona.

Não estão procurando saber se isso é certo, a pergunta é se isso dá certo. Nós não podemos, com o propósito de atrair pessoas, mudar a mensagem. Não podemos pregar o que o povo quer ouvir, precisamos pregar o que o povo precisa ouvir. Não precisamos mudar a mensagem para nos tornar atraentes, nós temos de ser íntegros e fiéis. Há, ainda, um outro segmento da Igreja que, embora conserve a ortodoxia, caiu no que chamaríamos em uma ortodoxia morta, ossificada, sem vida. Então, prega a Verdade, mas falta unção, falta poder, falta piedade, falta plenitude do Espírito Santo de Deus.

O entendimento que nós temos é que a Igreja precisa caminhar, sem abrir mão da teologia, sem abrir mão da ética, mantendo o dogma e preservando a conduta. Se nós separarmos o que Deus uniu – a ortodoxia e a piedade – nós caminharemos rumo ao desastre. Então, a minha proposta, neste livro, é conclamar a Igreja a uma volta às Escrituras e à piedade. Se nós entendermos isto, que se nós juntarmos o que Deus uniu – teologia e ética, doutrina e vida, dogma e conduta – nós estaremos no caminho que Deus traçou, que é o caminho da vida, o caminho do crescimento saudável.

PRESENTIA – Esse segundo grupo que o senhor falou – o qual tem crescimento, mas não tem ética – é o que termina, muitas vezes, desembocando mais na política. Quais os impactos deste fator para a sociedade? 

HERNANDES DIAS LOPES – Olha, é muito triste quando você vê hoje que a bancada talvez mais desacreditada do Congresso seja a chamada ‘bancada evangélica’. Na verdade, para que um indivíduo entre na política, ele precisa ter três características: vocação política, preparo intelectual e ética. Aqueles que se lançam candidatos sem vocação, sem preparo e sem ética, mesmo sendo chamados evangélicos, vão ser massa de manobra nas mãos dos espertalhões ou vão entrar no esquema de corrupção.

Isso é um desastre, porque o pecado de um crente é pior do que o pecado de um incrédulo. Porque o crente é chamado para ser exemplo e não pedra de tropeço. Então, eu creio que a vocação política é legítima, e a Igreja deveria estar atenta a esse ponto, preparando jovens para a vida civil, para a carreira política, exercer funções estratégicas na política.

Eu não creio que pastor deva entrar na vida política. Eu acho que quando um pastor entra na vida política para ser vereador, deputado, senador, ou governador, ele está deixando uma sacrossanta vocação para abraçar outra vocação. Charles Spurgeon dizia para os seus alunos: “Meus filhos, se a Rainha da Inglaterra vos convidar para serdes ministros ou embaixadores em qualquer lugar do mundo, não rebaixeis de posto. Vós sois embaixadores do Rei dos Reis, do Senhor dos Senhores”. Eu creio que quando um pastor se encanta com a política é porque ele se desencantou com o ministério. E quem se encanta com o ministério não tem nada mais sublime para se encantar, a não ser com o Evangelho de Jesus Cristo.

PRESENTIA – Com a sanção da presidenta Dilma da lei que outorga benefícios para as vítimas de abuso sexual, parlamentares evangélicos reagiram e buscam formas de revogar a norma. Em prol da vida do feto, os evangélicos terminam desvalorizando a vida da mulher? 

HERNANDES DIAS LOPES – Não. A Bíblia, a Palavra de Deus, é pró vida, não pró morte. Aqueles que defendem o aborto tiveram o direito de nascer. O aborto é crime, se não aos olhos dos homens, o é aos olhos de Deus, porque aborto é assassinato. O feto não é uma coisa, o feto é uma pessoa. O Salmo 139 diz que Deus nos conheceu quando nós éramos ainda uma substância informe. Então, ali é uma vida, é uma pessoa, uma personalidade.

O aborto é assassinato com requintes de crueldade. É matar um ser indefeso, no lugar que deveria ser o seu reduto de segurança máximo, que é o ventre materno. Eu creio o seguinte, que a ética cristã tem preceitos e princípios para tratar dessa matéria quando a vida da mãe está em risco, de fato e de verdade. Mas, o que está acontecendo não é isso. A legislação não é para a exceção, a legislação é para a regra. O que se fez nessa aprovação dessa lei é um subterfúgio para se aprovar o aborto no Brasil. Nós precisamos estar atentos a isso e dizer ‘não’ a essa cultura da morte, e dizer ‘sim’ à cultura da vida.

PRESENTIA – E com relação ao casamento homossexual? Os críticos aos evangélicos dizem que existe uma fixação quanto a esse tema, que existe preconceito, e uma exarcebação deste assunto em detrimento de outros tópicos, como a justiça social, luta contra o trabalho escravo e outras questões. Como o senhor enxerga esse cenário? 

HERNANDES DIAS LOPES – Eu creio que quem dá essa superênfase a essa agenda não são os evangélicos, mas os ativistas gays. Não os evangélicos. Os evangélicos têm um postulado absoluto. Nós cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus. Por cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, cremos que a Palavra de Deus regulamenta as culturas, e não que as culturas regulamentam a Palavra de Deus. Então, mesmo que no futuro a união homoafetiva seja aprovada e se torne lei no País, nós continuaremos dizendo que está errado, porque para nós a Bíblia está acima de qualquer Constituição humana.
Para nós, quando uma autoridade humana cria normas, leis, que estão na contramão da Palavra de Deus, o que a Bíblia nos ensina é que nós devemos obedecer antes a Deus do que aos homens. Nós somos contrários à união homoafetiva não por sermos homofóbicos. A Igreja Evangélica não é homofóbica. O homossexual tem acolhida na Igreja, mas não a sua prática. Se você ler a Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 6, nos versículos de 9 a 11, muitos dos crentes da Igreja de Corinto eram homossexuais, mas ao se converterem a Cristo abandonaram a prática, se tornaram pessoas santas, se casaram, constituíram famílias.

Então, a Igreja Evangélica é contra o pecado do homossexualismo. E Paulo diz, lá em Romanos 1, que é um erro, uma paixão infame, algo contrário à natureza, e que é o fundo do poço da decadência moral de uma sociedade. Nós preferimos ficar com a Palavra de Deus do que com o discurso dos ativistas gays.

PRESENTIA – Às vezes, parece que os evangélicos têm uma ênfase em ter representantes de igrejas no poder público. Como o senhor avalia essa situação? 

HERNANDES DIAS LOPES – Eu sou contra essa ideia de que você elege um deputado evangélico, um vereador evangélico, para defender a causa evangélica. Isso gera um gueto, um segmento da sociedade. Quando um político é eleito, ele deve representar o país, as causas da justiça, da verdade, da honra, do progresso.
Jénerson Alves e Hernandes Lopes

Essa ideia de ter um político para defender apenas os interesses daquele segmento gera um país esquizofrenizado, dividido, cheio de fissuras. 
É claro que os políticos evangélicos precisam estar atentos aos valores do Cristianismo, mas nós não podemos querer que eles sejam corporativistas. Isso é um péssimo testemunho.


Eu acho que ele está ali para representar a nação, o povo, está ali para representar princípios e valores. Quando ele apenas cuida de interesses de um segmento da sociedade, isso foge ao princípio da vocação política.

Victor. Apenas Victor

Ele tem 14 anos. Apesar da pouca idade, consegue dar lições de vida, mais preciosas do que ouro e prata, para quem se aproxima dele. Essas lições não são dadas através de discursos, mas de ações simples que fazem parte do seu caráter. Estou falando de Victor. É assim que o chamamos. Victor. Apenas Victor.

Uma das lições que aprendo com ele é que carinho não é coisa que se guarda. Pelo contrário. Carinho existe para ser dado. Palavras doces existem para ser proferidas e adoçar a alma de quem as ouve. Ele é assim. Sua voz lança flores por onde passa, fazendo cessar tristezas e semeando esperanças. Não são raros os momentos nos quais ele profere frases de gratidão e fé, tanto para os pais, quanto para as irmãs, para os amigos. E não são lisonjas baratas e hipócritas. São expressões vivas de um coração que capta a beleza, de olhos que enxergam o puro e de lábios sinceros. Quero aprender a seguir esse exemplo dele. Quero ter palavras doces, mesmo diante de dissabores.

Com ele, eu também aprendo que o respeito, a consideração, o altruísmo, são virtudes consolidadoras do caráter. Esse rapazinho costuma prestar a mesma atenção, tanto a uma garotinha da mesma idade quanto a uma senhora idosa que anseie conversar com ele. Victor percebe que comunga da força e da alegria dos jovens, mas aprecia a sabedoria e a experiência das gerações anteriores. E honra a ambos. Quero ser assim também. Quero aprender a vislumbrar os horizontes que os mancebos alcançarão, mas sabendo manter a segurança dos decanos.

Esta semana, ele soube de uma notícia muito triste, que abalou a todos. Família, amigos, igreja, escola... Victor está com uma doença grave, no cérebro. Esse diagnóstico foi semelhante a um eclipse que transforma o dia em noite, repentinamente. A tristeza gerada no coração chegou aos olhos, transformada em lágrimas. O travesseiro virou pedra e o sono não veio. A mãe – sensível, doce e guerreira – sentiu uma dor que não cabe em canto algum, nem nesse texto. O pai – forte, seguro e sábio – percebeu a fragilidade de não saber o que fazer. E, igualmente a eles, todos nós ficamos sem céu e sem chão.

Entretanto, Deus permanece acima do Céu e a Terra permanece em Suas mãos. O Espírito dEle pairou sobre essas águas. 
A esperança se renovou. 
A fé não morreu. Na mais recente vez que vi Victor, ele estava com um pouco de dificuldade de falar. 
As palavras estavam meio enroladas. Isso é um baque, para quem é acostumado a ouvi-lo cantar com a articulação perfeita das palavras. Seus movimentos no braço esquerdo estavam um pouco debilitados. 
Isso também não é nada agradável, pois eu sempre me deleitava ouvindo seu dedilhar no violão, carregado de acordes com tensões. 
Mas uma coisa permanece mais viva e mais nítida: ele está vivo. E a fé é a seiva que lhe nutre. E o amor é o Caminho que ele trilha. E a esperança é o alvo de seu olhar.

Vale registrar o seguinte: ele estava jogando vídeo-game, mesmo com os movimentos um tanto limitados. E mais: estava ganhando dos oponentes! Essas vitórias nos jogos são metáforas da vitória na vida. A doença que tentou lhe abater é quem se abate. Creio que o Senhor Eterno fará grandes obras por meio dessa situação. Estou convicto. E com Victor. Creio que ele é Victorioso. A sua força habita na fraqueza, pois a força dEle vem do Alto – insondável, invisível, intangível, mas verdadeiramente verdadeiro e realmente real.

Quero pedir a você, que leu estas linhas até agora, que ore em prol da saúde de Victor. Ele está internado em um hospital, em Caruaru-PE. O tratamento está na fase inicial. 
Contudo, pela fé, eu creio que o Senhor operará milagre, mediante a Sua sacrossanta vontade. 

Junte-se a nós nessa intercessão. 

Ponhamo-nos de joelhos por essa causa. 

Vislumbremos a História sendo escrita pelo dedo de Deus.

É triste...

É triste chegar em casa e não te ter mais para me receber com alívio e alegria.

É confuso ficar confuso e não poder ouvir mais tua voz, para me orientar 
(e, mesmo quando não mais podias me orientar, tua voz mostrava que eu não estava só. Se bem que, acho que isso também é orientação, pois apontava a um porto...)

É difícil lembrar de esquecer que a lacuna é impreenchível, a lembrança é inesquecível, a saudade é indeletável...

É duro assumir que a vida está ainda mais dura, pois a dor perdura...
É dolorido reconhecer que dói...

É...

Acho que não cresci o suficiente. Não sei cuidar de mim. Não sei o que virá.
Não sei o que farei no devir.

Preciso reconfigurar minha vida; ressignificar locais; reconstruir ideias;
reposicionar-me. Mas é mais simples enfocar minhas energias no cotidiano... não sei fazer plano...

É...

É hora de chorar... orar...

Não sei o que de mim será, mas sei que o Eterno se compadece de todos nós, simples humanos, mortais...

Minha dor é um gemido de ovelha que busca o Seu pasto...

E o fiapo de esperança engrossa minha fé...

“Faze resplandecer o Teu rosto e seremos salvos” 
(Salmo 80:3b)

'Pout-porri' de Poemas

Como sorrir, se há lágrimas?
Como chorar, se há riso?
Num mar de interrogações,
Da balsa da fé preciso...


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Um príncipe sei que não sou
(E sê-lo eu jamais queria)...
Eu gosto é da alegria,
Liberdade é o meu show...
Por isso, vivendo eu vou,
Com meu jeito meio louco,
Abafo todo sufoco,
Prefiro a felicidade,
A ciência, a liberdade,
Amo muito e sofro pouco.

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É tempo de quietude,
Solitude.
É tempo de refletir,
Mas em frente ir.
É tempo de caminhar,
Chorar
Ch(orar)
Orar...
Ar!!!

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Está bem. Eu entendi.
Sou só um cara legal.
Não te faço bem, nem mal,
Eu valho pouco pra ti...
Tu não estás nem aí
Se estou no mundo da lua,
Se eu padeço na rua,
Se estou sem céu e sem chão,
Porque o meu coração
Nunca foi seara tua.

Tudo bem. Eu não me meto
Na redoma que puseste
E aquilo que não quiseste
Te outorgar eu não prometo.
Não te escrevo mais soneto
Para não te incomodar...
Ninguém acerta ao errar
E que errei estou certo,
Eu irei sair de perto,
Vou procurar meu lugar...


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Poeta, não sonhe tanto...
Não terás teu paraíso!
Não te iludas, pois teu riso
Não ocultará teu pranto.

Tu permanecerás sem manto,
Sem afago, sem sorriso...
Velho, fraco, triste e liso,
Esquecido em um recanto...

Tu não terás os presentes
Dos doces sonhos latentes
De ouro, prata nem rubi...

Poeta, tu vais chorar,
Sem ninguém pra consolar
A tristeza que há em ti!

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estive no paraíso
em um clima ultrarromântico
embalado por teu cântico
adornado por teu riso
mas tive um susto medonho
pois isso tudo era um sonho
e agora? fazer o quê?
só posso me reclamar...
sem querer me acordar
porque sonhei com você.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Pobre Moça


Me escute, pobre moça,
Estou vendo em seu olhar
Que as feridas em sua alma
Lhe impedem de sonhar
Essa triste noite escura
Não tem brilho de luar
E o temporal de lágrimas
Que parece não cessar.

Mas eu sou verão
Pr’ o seu coração
Transformo esse pranto
Em nova canção

Tua morbidez converto em sorriso
Teu inferno etéreo será paraíso
No jardim da vida terás nova flora
Depois desta noite serei tua aurora
Sem choro, sem dor, somente com amor

Mas eu sou verão
Pr’ o seu coração
Transformo esse pranto
Em nova canção

terça-feira, 30 de abril de 2013

Valorizando a nova geração


O título desse artigo é o tema abordado em 2013 pelas igrejas ligadas à Convenção Batista Brasileira (CBB). A entidade reúne mais de 1 milhão de pessoas, espalhadas em quase 8 mil igrejas pelo país. O desafio de valorizar a nova geração imbrica-se ao objetivo de estimular os cristãos batistas de todo o país a valorizar as crianças, adolescentes e jovens, com ações educacionais e sociais que possibilitem o desenvolvimento espiritual, físico e mental da nova geração, como também promover o combate à violência, pedofilia, prostituição e trabalho infantil. Para isso, portanto, é necessário investir em diversos tipos de atividades, cujo intento seja a transformação da sociedade através da inserção do Evangelho na Cultura. De modo que essa ‘nova geração’ integra tanto os membros da comunidade religiosa, como também – e talvez principalmente –os chamados“não-cristãos”.
Vive-se um momento em que a juventude passa por grandes dilemas. Muitas vezes desassistida do Estado, essa parcela da população carece de esclarecimentos e de um norte na existência. Para se ter uma ideia, dados do Censo Escolar da Educação Básica do ano de 2011 mostram que a população brasileira na faixa de 15 a 17 anos é de 10,4 milhões de jovens, embora apenas 8,4 milhões frequentam o Ensino Médio. Os outros ou estão em uma etapa escolar anterior ou está fora da escola. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) também de 2011 mostra que 1,7 milhão de adolescentes não está nas instituições de ensino.
A violência é uma realidade preocupante. A despeito dessas discussões sobre a redução da maioridade penal, trazidas à baila recentemente, o que se percebe é que a juventude morre mais do que mata no País. Dados do Ministério da Saúde expõem que 53,3% dos 49.932 assassinatos no Brasil em 2010 eram de jovens. Destes, 76,6% eram negros e 91,3% do sexo masculino. O envolvimento com drogas, prostituição, ausência de políticas públicas coerentes, a educação fragmentada e a precarização do mercado de trabalho formam um mosaico de fatores incidem na desigualdade social e nos desafios para a consolidação de uma juventude capaz de lidar com as demandas do mundo hodierno.
Nesse cenário, faz-se necessário, realmente, a igreja adotar uma posição de protagonismo social, cumprindo o que está expresso em Romanos 12:2: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".

Vale lembrar que a denominação religiosa tem um destacado trabalho social com o foco na juventude, a exemplo do projeto Missão Batista Cristolândia, que atende a viciados em drogas, reabilitando-os à sociedade. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e o Distrito Federal também contam com unidades da Cristolândia. Não se pode, também, deixar de citar que as atividades eclesiásticas resultam em bons frutos na vida dos membros. Escolas bíblicas, estudos doutrinários, musicais, teatro, são ferramentas educacionais que cada igreja local dispõe e que fortalecem a juventude.
Infelizmente, paralelamente a esse cenário, há um clima de alienação e de manipulação nas igrejas, no qual a valorização da nova geração passa a ser uma mera falácia. Os órgãos representativos das igrejas batistas necessitam ser mais atuantes na sociedade, traçando uma agenda conectada com as demandas sociais. Temas como Meio Ambiente, Violência, Mercado de Trabalho, Família, Cultura, Políticas Públicas devem ser abordados no meio religioso, traduzindo um novo olhar para essas questões, baseado nos princípios da Palavra do Senhor.
A autonomia eclesiástica das comunidades – igrejas e congregações – deve estar em consonância com propósitos maiores recomendados pelos órgãos (Convenções, Juntas, Associações), no intuito de promover uma unidade de visão, ou seja, de fé. Para isso, as reuniões nesse tipo de associação não podem ficar restritas a picuinhas ou a meros assuntos internos. As igrejas locais devem adotar calendários que assumam um protagonismo social. Entretanto, atividades como festivais de sorvetes ou massas, ‘louvorzões’, campeonatos esportivos e cultos jovens de ‘oba-oba’ têm sido a marca registrada da maior parte das igrejas.
Com isso, prova-se um anseio em aumentar a quantidade de membros na igreja – o que, aparentemente, apenas traduz-se em mais valor nas entradas pecuniárias – desvencilhado da preocupação pela formação cristã, crítica e cidadã desses membros, o que resulta na qualidade da atuação do cristão enquanto no mundo.
Simpósios, seminários, estudos e orações devem ser enfatizados, para que haja um fortalecimento da escola bíblica e consequentemente uma mudança na conduta dos batistas com relação aos mais diversos assuntos. Evangelismo, ações sociais, plenárias sobre políticas públicas, emissão de documentos com o posicionamento denominacional acerca de temas controversos, entre outras medidas, devem fazer parte da ação dos cristãos no mundo. Para isso, é necessário que as comunidades locais deixem de lado os interesses menores e abracem uma causa maior. Porém, isso só vai acontecer quando as instâncias superiores também desprenderem-se de pensamentos inferiores.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Poema de Agnes Caroline

olho para dentro
não me vejo melhor nem pior
crer em Deus
é como amar
só conhece quem sente

só vive em Deus quem o sente,
e quem não o sente
não julgo, não excluo
não são todos 
que tem corações abertos ao desconhecido.

Ao meu 'Deusconhecido' MARAVILHOSO
EU CHAMO DE DEUS..
e você?
chame de respeito,
humanismo, do que quiser,
apenas sinta, seja, e mude!!

Religião não define, 
ela apenas muda e conforta,
mas só faz isso se você quiser

(A.C) Bailarina Azul

Janelas

Há quebradas e barulhentas
há limpas e grudentas
Coloridas, marfins, amarelas,
Defeituosas, novas, velhas.

Tem a do carro, pro cachorrinho tomar ar
Tem a do prédio, que é pra a vista a gente admirar
Tem a janela do google, onde buscamos conhecimento
e tem janela sem janela, só o buraco no cimento

Não são as da casa do imperador as mais lindas pra mim
você pode discordar, mas eu penso assim:
As mais gostosas de se ver são as pequeninas e singelas
pois não há janela mais bela
que aquela do sorriso de uma criança banguela.

(Nubia Maher)

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